Dez unidades ganham o selo "GEE Free"
Neutralização de gases de efeito estufa de parte da frota de veículos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), foi realizada pelo ‘Atmosfera’ e os carros ganharam Selos “GEE Free”. Como forma de simbolizar o plantio de 2.300 árvores realizado no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, em São Paulo, espécies da mata atlântica foram plantadas em dez unidades da Sabesp espalhadas por vários bairros. Entre as espécies escolhidas para simbolizar a neutralização estão a gabiroba (Campomanesia xanthocarpa), a pitangueira (Eugenia uniflora) e a palmeira juçara (Euterpe edulis).
fonte: www.pick-upau.org.br
Notícias Democráticas sobre Comunicação, Jornalismo, Cultura, Literatura, Comportamento, Sociedade, Saúde, Meio Ambiente e o que mais for interessante para mim e para os meus leitores.
Mostrando postagens com marcador efeito estufa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador efeito estufa. Mostrar todas as postagens
sábado, 5 de dezembro de 2009
Daniel Cohn-Bendit janta com Sirkis e promete fazer campanha de Marina Silva
Líder dos verdes no parlamento europeu se compromete a apoiar campanha de Marina e da mobilização internacional para redução das emissões de GEE da CSA, no Rio.
Daniel Cohn-Bendit, líder dos verdes no Parlamento Europeu, jantou com o presidente do PV no Rio de Janeiro, Alfredo Sirkis, na quarta-feira à noite, no restaurante Le Fumoir, na Place du Louvre. No cardápio, além do reencontro dos dois amigos, desde 1987, quando Dany entrevistou Gabeira e Sirkis, no Rio, para o seu livro Nous qui avons tant aimé la revolution, dois temas “quentes”: o apoio à campanha de Marina Silva e a mobilização internacional para obrigar a CSA/Tysen a neutralizar suas emissões de gases de efeito estufa, que deverão aumentar em quase 80% as emissões no município do Rio de Janeiro.
“A candidatura de Marina Silva, à presidência do Brasil, é um fatos políticos mais importantes para os verdes globalmente, no próximo ano”, frisou Cohn-Bendit, que se comprometeu a vir ao Brasil para apoiá-la publicamente, num evento internacional a ser organizado pelos verdes.
Em relação a CSA/Tysen, o líder verde no parlamento europeu ficou chocado em saber que, quando em funcionamento pleno, ela vai emitir 9,7 toneladas de CO2 eq/ ano, 12 vezes mais que a totalidade das outras indústrias do Rio, inventariadas em 1998. “Isso é algo enorme, vamos investigar se houve alguma burla direta ou indireta de normas da União Européia, são gases de efeito global, tanto faz se são emitidos na Alemanha, no Brasil ou na Nigéria”. Dany vive um momento de grande popularidade. Esta semana foi capa da revista Nouvel Observateur.
Sirkis deve se reunir com dirigentes verdes alemães que tratam diretamente do assunto, emissões das indústrias alemãs, para traçar uma estratégia de mobilização destinada a obrigar a CSA a neutralizar plenamente suas emissões. Atualmente, a indústria anuncia estar disposta a mitigar o correspondente a 1,7 milhões de toneladas de CO2 eq/ano.
“Vamos ver como fazemos para obrigá-los a neutralizar as restantes 8 milhões”, disse Sirkis. E acrescentou: “na semana passada, saiu um decreto do prefeito Eduardo Paes estabelecendo metas para a redução das emissões da Cidade. Foi um passo importante. Agora, é totalmente impossível alcançá-las se a CSA não neutralizar totalmente suas emissões, pois ela, sozinha, irá aumentá-las em quase 76%”.
fonte: Verdepress-RJ
Daniel Cohn-Bendit, líder dos verdes no Parlamento Europeu, jantou com o presidente do PV no Rio de Janeiro, Alfredo Sirkis, na quarta-feira à noite, no restaurante Le Fumoir, na Place du Louvre. No cardápio, além do reencontro dos dois amigos, desde 1987, quando Dany entrevistou Gabeira e Sirkis, no Rio, para o seu livro Nous qui avons tant aimé la revolution, dois temas “quentes”: o apoio à campanha de Marina Silva e a mobilização internacional para obrigar a CSA/Tysen a neutralizar suas emissões de gases de efeito estufa, que deverão aumentar em quase 80% as emissões no município do Rio de Janeiro.
“A candidatura de Marina Silva, à presidência do Brasil, é um fatos políticos mais importantes para os verdes globalmente, no próximo ano”, frisou Cohn-Bendit, que se comprometeu a vir ao Brasil para apoiá-la publicamente, num evento internacional a ser organizado pelos verdes.
Em relação a CSA/Tysen, o líder verde no parlamento europeu ficou chocado em saber que, quando em funcionamento pleno, ela vai emitir 9,7 toneladas de CO2 eq/ ano, 12 vezes mais que a totalidade das outras indústrias do Rio, inventariadas em 1998. “Isso é algo enorme, vamos investigar se houve alguma burla direta ou indireta de normas da União Européia, são gases de efeito global, tanto faz se são emitidos na Alemanha, no Brasil ou na Nigéria”. Dany vive um momento de grande popularidade. Esta semana foi capa da revista Nouvel Observateur.
Sirkis deve se reunir com dirigentes verdes alemães que tratam diretamente do assunto, emissões das indústrias alemãs, para traçar uma estratégia de mobilização destinada a obrigar a CSA a neutralizar plenamente suas emissões. Atualmente, a indústria anuncia estar disposta a mitigar o correspondente a 1,7 milhões de toneladas de CO2 eq/ano.
“Vamos ver como fazemos para obrigá-los a neutralizar as restantes 8 milhões”, disse Sirkis. E acrescentou: “na semana passada, saiu um decreto do prefeito Eduardo Paes estabelecendo metas para a redução das emissões da Cidade. Foi um passo importante. Agora, é totalmente impossível alcançá-las se a CSA não neutralizar totalmente suas emissões, pois ela, sozinha, irá aumentá-las em quase 76%”.
fonte: Verdepress-RJ
Chegou a hora de decidir quem paga a conta do clima
Ainda não há acordo sobre a origem dos recursos necessários para a adaptação e mitigação às mudanças climáticas e esta dúvida pode ser o principal fator de um possível fracasso da Conferência da ONU em Copenhague.
Mudanças climáticas, aquecimento global e gases do efeito estufa são conceitos que já entraram para o vocabulário das pessoas. Apesar disso, não é fácil explicar para quem não acompanha atentamente o desenrolar das negociações porque será tão complicado alcançar um acordo climático em Copenhague se todos os países reconhecem que estes são problemas sérios. A explicação mais simples recai sobre um tema que todos nós entendemos: dinheiro. Afinal, quem paga a conta das mudanças climáticas?
Desde a Eco-92, há quase 20 anos no Rio de Janeiro, as nações mais ricas aceitaram que possuem uma maior responsabilidade sobre o clima, já que foi a industrialização do Hemisfério Norte a principal causa da emissão excessiva de gases do efeito estufa no decorrer dos últimos 150 anos.
Agora, os países em desenvolvimento, entre eles Brasil e China, também aparecem como grandes emissores, e está sendo exigido deles que optem por um progresso menos agressivo ao meio ambiente; um desenvolvimento que siga um caminho diferente do feito pelas nações ricas. Essa mudança de rumo custará dinheiro e alguém terá que pagar por ela, mas quem?
Além disso, diversos países pobres são os que mais estão sofrendo com as mudanças no clima. Tuvalu e Maldivas, pequenos Estados insulares, correm literalmente o risco de desaparecer com a subida do nível dos oceanos, sendo que as suas emissões sempre foram insignificantes. Alguém terá que ajudar esses países a se adaptarem à sua nova realidade e novamente vem a questão: quem vai pagar pelas obras de infra-estrutura e pela ajuda que serão necessárias para aliviar o sofrimento desses povos?
Essas perguntas são alguns dos principais imbróglios da COP-15, que começa na próxima segunda-feira (7) em Copenhague. Aliás, é muito provável que se não sair um acordo global nessa conferência, a culpa não seja de debates sobre metas de emissões e sim, simplesmente, por uma questão de dinheiro.
Custos
O volume de recursos que os países estão dispostos a pagar para a adaptação e mitigação é uma incógnita que parece estar ligada de forma inversamente proporcional à responsabilidade histórica de emissões de cada nação. De uma maneira geral, pobres querem receber mais e os ricos pagar menos.
Um grupo formado por 77 países mais a China, conhecido como G77, propõe que as nações ricas repassem entre 0,5% a 1% de seu Produto Interno Bruto (PIB) anual para o combate às mudanças climáticas. Dessa forma, o valor poderia ser ainda maior que os US$ 170 bilhões recomendados pela ONU por ano, enquanto alguns países europeus e os Estados Unidos sinalizam que podem oferecer bem menos, algo como US$ 20 bilhões.
Através de estudos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), a ONU afirma que em 2030 deveriam estar sendo destinados de 0,3% a 0,5% do PIB global para as mudanças climáticas além de 1,1% a 1,7% de todos os investimentos mundiais.
Segundo a porta-voz da Organização Mundial pela Migração (IOM, na sigla em inglês), Jemini Pandya, ainda não há como saber quanto custará adaptar o mundo porque não existem pesquisas suficientes sobre o assunto. “A própria migração que será necessária devido às mudanças climáticas já é algo muito difícil de lidar. Não temos dados exatos do motivo pelo qual as pessoas mudam, por muitas vezes nem elas sabem dizer exatamente qual a razão”, afirma.
Para ela, o tema ainda não recebe a atenção devida. “O foco está sendo mais nas conseqüências do aquecimento global e eu consigo entender isso, já que por muito tempo houve um grande ceticismo sobre as emissões de gases do efeito estufa estarem causando o aumento das temperaturas”, diz.
Já para Tim Nuthall, da Fundação Climática Européia, um valor de 0,13% do PIB já seria próximo do ideal. “De acordo com a reunião de Bali, em 2007, a questão do financiamento para mudanças climáticas seria baseada em dois princípios: condições de pagar e responsabilidades históricas pelas emissões. Eu avalio que o volume de recursos necessários para a adaptação global seja de uma média de 100 bilhões de euros anuais.”
Propostas
Existem diversas idéias de como esse dinheiro deveria ser levantado e administrado; da criação de um novo organismo internacional para este fim, como quer o Brasil, a uma combinação de mecanismos de mercado, financiamentos públicos e impostos sobre setores como transporte e energia.
Identificar novas formas de financiamento será um dos pontos chave em Copenhague. Existe uma grande pressão para que os países ricos aumentem seu comprometimento e o volume de recursos que destinam para as mudanças climáticas. Porém, a União Européia e os Estados Unidos ainda buscam saídas no setor privado, principalmente nos mercados de limite e comércio de emissões (‘cap-and-trade’), como uma possibilidade para levantar recursos.
A Convenção Quadro das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (UNFCCC) sugeriu uma série de propostas para serem discutidas em Copenhague: uma taxa global sobre emissões de CO2, impostos sobre transportes marítimos e aéreos, e expandir os procedimentos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) para a Implementação Conjunta (IC) e o comércio de emissões.
A lógica do “paga o poluidor e quem tem condições” parece ser uma tendência a ser seguida em Copenhague. “O dinheiro deverá vir de uma combinação de mecanismos de mercado e de fundos públicos. Existe uma grande pressão nos países ricos para que abram os bolsos, tão grande quanto a para que adotem metas. O fato é que ainda não foi feito o suficiente para evitarmos as piores conseqüências das mudanças climáticas. Os países ricos devem agir e agir rápido”, explicou Nuthall.
Os líderes mundiais terão 15 dias para avaliar todas essas propostas e concordar em um modelo que seja ao mesmo tempo justo e eficiente. Como se percebe, não será nada fácil fazer isso, o que nos faz mais uma vez lastimar que as reuniões anteriores à Copenhague pouco avançaram em decidir quem irá se responsabilizar por bancar os custos das mudanças climáticas.
fonte: www.portaldomeioambiente.org.br
Mudanças climáticas, aquecimento global e gases do efeito estufa são conceitos que já entraram para o vocabulário das pessoas. Apesar disso, não é fácil explicar para quem não acompanha atentamente o desenrolar das negociações porque será tão complicado alcançar um acordo climático em Copenhague se todos os países reconhecem que estes são problemas sérios. A explicação mais simples recai sobre um tema que todos nós entendemos: dinheiro. Afinal, quem paga a conta das mudanças climáticas?
Desde a Eco-92, há quase 20 anos no Rio de Janeiro, as nações mais ricas aceitaram que possuem uma maior responsabilidade sobre o clima, já que foi a industrialização do Hemisfério Norte a principal causa da emissão excessiva de gases do efeito estufa no decorrer dos últimos 150 anos.
Agora, os países em desenvolvimento, entre eles Brasil e China, também aparecem como grandes emissores, e está sendo exigido deles que optem por um progresso menos agressivo ao meio ambiente; um desenvolvimento que siga um caminho diferente do feito pelas nações ricas. Essa mudança de rumo custará dinheiro e alguém terá que pagar por ela, mas quem?
Além disso, diversos países pobres são os que mais estão sofrendo com as mudanças no clima. Tuvalu e Maldivas, pequenos Estados insulares, correm literalmente o risco de desaparecer com a subida do nível dos oceanos, sendo que as suas emissões sempre foram insignificantes. Alguém terá que ajudar esses países a se adaptarem à sua nova realidade e novamente vem a questão: quem vai pagar pelas obras de infra-estrutura e pela ajuda que serão necessárias para aliviar o sofrimento desses povos?
Essas perguntas são alguns dos principais imbróglios da COP-15, que começa na próxima segunda-feira (7) em Copenhague. Aliás, é muito provável que se não sair um acordo global nessa conferência, a culpa não seja de debates sobre metas de emissões e sim, simplesmente, por uma questão de dinheiro.
Custos
O volume de recursos que os países estão dispostos a pagar para a adaptação e mitigação é uma incógnita que parece estar ligada de forma inversamente proporcional à responsabilidade histórica de emissões de cada nação. De uma maneira geral, pobres querem receber mais e os ricos pagar menos.
Um grupo formado por 77 países mais a China, conhecido como G77, propõe que as nações ricas repassem entre 0,5% a 1% de seu Produto Interno Bruto (PIB) anual para o combate às mudanças climáticas. Dessa forma, o valor poderia ser ainda maior que os US$ 170 bilhões recomendados pela ONU por ano, enquanto alguns países europeus e os Estados Unidos sinalizam que podem oferecer bem menos, algo como US$ 20 bilhões.
Através de estudos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), a ONU afirma que em 2030 deveriam estar sendo destinados de 0,3% a 0,5% do PIB global para as mudanças climáticas além de 1,1% a 1,7% de todos os investimentos mundiais.
Segundo a porta-voz da Organização Mundial pela Migração (IOM, na sigla em inglês), Jemini Pandya, ainda não há como saber quanto custará adaptar o mundo porque não existem pesquisas suficientes sobre o assunto. “A própria migração que será necessária devido às mudanças climáticas já é algo muito difícil de lidar. Não temos dados exatos do motivo pelo qual as pessoas mudam, por muitas vezes nem elas sabem dizer exatamente qual a razão”, afirma.
Para ela, o tema ainda não recebe a atenção devida. “O foco está sendo mais nas conseqüências do aquecimento global e eu consigo entender isso, já que por muito tempo houve um grande ceticismo sobre as emissões de gases do efeito estufa estarem causando o aumento das temperaturas”, diz.
Já para Tim Nuthall, da Fundação Climática Européia, um valor de 0,13% do PIB já seria próximo do ideal. “De acordo com a reunião de Bali, em 2007, a questão do financiamento para mudanças climáticas seria baseada em dois princípios: condições de pagar e responsabilidades históricas pelas emissões. Eu avalio que o volume de recursos necessários para a adaptação global seja de uma média de 100 bilhões de euros anuais.”
Propostas
Existem diversas idéias de como esse dinheiro deveria ser levantado e administrado; da criação de um novo organismo internacional para este fim, como quer o Brasil, a uma combinação de mecanismos de mercado, financiamentos públicos e impostos sobre setores como transporte e energia.
Identificar novas formas de financiamento será um dos pontos chave em Copenhague. Existe uma grande pressão para que os países ricos aumentem seu comprometimento e o volume de recursos que destinam para as mudanças climáticas. Porém, a União Européia e os Estados Unidos ainda buscam saídas no setor privado, principalmente nos mercados de limite e comércio de emissões (‘cap-and-trade’), como uma possibilidade para levantar recursos.
A Convenção Quadro das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (UNFCCC) sugeriu uma série de propostas para serem discutidas em Copenhague: uma taxa global sobre emissões de CO2, impostos sobre transportes marítimos e aéreos, e expandir os procedimentos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) para a Implementação Conjunta (IC) e o comércio de emissões.
A lógica do “paga o poluidor e quem tem condições” parece ser uma tendência a ser seguida em Copenhague. “O dinheiro deverá vir de uma combinação de mecanismos de mercado e de fundos públicos. Existe uma grande pressão nos países ricos para que abram os bolsos, tão grande quanto a para que adotem metas. O fato é que ainda não foi feito o suficiente para evitarmos as piores conseqüências das mudanças climáticas. Os países ricos devem agir e agir rápido”, explicou Nuthall.
Os líderes mundiais terão 15 dias para avaliar todas essas propostas e concordar em um modelo que seja ao mesmo tempo justo e eficiente. Como se percebe, não será nada fácil fazer isso, o que nos faz mais uma vez lastimar que as reuniões anteriores à Copenhague pouco avançaram em decidir quem irá se responsabilizar por bancar os custos das mudanças climáticas.
fonte: www.portaldomeioambiente.org.br
Assinar:
Postagens (Atom)