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terça-feira, 26 de outubro de 2010

ONU cria site de áreas de risco

O objetivo é aumentar a proteção de parques e reservas ameaçadas

NAGOIA, Japão. O Programa de Meio Ambiente da ONU está se voltando para o mundo wiki na tentativa de melhorar a proteção dos parques e reservas naturais em todo o mundo.

Nesse sentido criou o site http://protectedplanet.net, para incentivar a visita e a atualização de dados de áreas protegidas e pouco conhecidas.

O lançamento da ferramenta na Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, em Nagoia, aconteceu em meio a relatórios alertando que a proteção dos oceanos precisa melhorar rapidamente.

As áreas protegidas são uma das formas mais eficazes de preservar plantas, animais Besancon, da ONU: - Os parques nacionais e as áreas preservadas são importantes para muitas funções, fornecem água potável para um terço das maiores áreas urbanas e protegem espécies ameaçadas.

Ele lembrou, por exemplo, que os últimos 600 gorilas da montanha estão em reservas cercadas por comunidades.

Sem elas, a espécie já teria desaparecido.

A ONU mantém um banco de dados de áreas protegidas em todo o mundo, com base em informações de governos. Porém, eles não são atualizados e o novo site deverá ajudar a melhorar isso.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Peixe mais feio do mundo corre risco de extinção

Tecidos do blobfish são gelatinosos, com densidade um pouco inferior à da água

O peixe da espécie Psychrolutes marcidus, conhecido por blobfish e por uma cara que dá pena, está em risco de extinção. A informação está no site do jornal britânico "Daily Mail". O hábitat da criatura é a costa sudeste da Austrália, em águas profundas. A risco de extinção vem do excesso de pesca por traineiras, barcos de pesca que fazem uso de redes de arrastão para amealhar suas vítimas.

O inchado habitante das profundezas, diz reportagem do site MailOnline, pode chegar a cerca de 30,5 centímetros e vive a 800 metros de profundidade, então é visto muito raramente (felizmente). Mas está sendo levado pelas redes com as espécies que são preciosas à atividade pesqueira. Ele mesmo não é para se comer, logo não interessa, mas deu o azar de viver nas mesmas paragens de outros seres oceânicos mais apetitosos, entre os quais camarões e lagostas.

Callum Roberts, especialista nas profundezas do mar da Universidade de York, explica que o P. marcidus tem todas as razões do mundo para ser um bicho taciturno, com um jeitão miserável. “São muito vulneráveis a ser arrastados pelas redes e, pelo que sabemos, seu hábitat é restrito a essas áreas”, explica Roberts, autor do livro “The Unnatural History of the Sea” (A História não natural do Mar).


“As frotas de traineiras de águas profundas da Austrália e da Nova Zelândia são umas das mais ativas do mundo, então se você é um peixe desses, ali não é um bom lugar para viver.” A pescaria com redes de arrastão é uma das formas mais predatórias da atividade.

Os tecidos do blobfish são gelatinosos, com densidade um pouco inferior à da água, o que permite que flutue. Quase não tem músculos, mas ainda assim se vira muito bem: vai engolindo detritos que aparecem na frente dele.

Fonte: G1