Mostrando postagens com marcador crianças e adolescentes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crianças e adolescentes. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Cartunista adapta Augusto dos Anjos para os quadrinhos

Cartunista
adapta Augusto dos Anjos para os quadrinhos


O cartunista Leandro Dóro começou a adaptar as histórias em quadrinhos do poeta pré-modernista Augusto dos Anjos (1884-1914). O morcego é a primeira poesia transformada em quadrinhos e está em http://contosemquadrinhos.blogspot.com.

O cartunista pretende buscar editora para publicar a obra, que será executada a partir de poesias selecionadas de Eu e outros poemas, único livro do poeta.

"Resolvi adaptar Augusto dos Anjos, pois creio ser a maior descoberta dos adolescentes ao chegar no Ensino Médio. O Morcego, em especial, é uma poesia que dialoga com a tradição portuguesa e espanhola de histórias macabras, que eram contadas para crianças às noites, na varanda das casas. Também se relaciona coma tradição de quadrinhos de terror, que começaram a surgir no Brasil nos anos 50 e tiveram seu auge em plena ditadura militar, quando, por ironia, muitos delegados e escrivões também se tornaram autores desse gênero”, afirma Dóro.

Augusto dos Anjos

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (1884-1914) nasceu no engenho Pau d'Arco, Paraíba. De uma família de donos de engenhos, assistiu à decadência da antiga estrutura latifundiária, substituída pelas grandes usinas. Seu pai, bacharel, foi quem lhe ensinou as primeiras letras. Quando estava no curso secundário, Augusto começou a mostrar uma saúde delicada e um sistema nervoso abalado.

Em 1903, iniciou os estudos na Faculdade de Direito do Recife onde teve contato com o trabalho "A Poesia Científica", do professor Martins Junior. Formado em 1907, preferiu não advogar e ensinar português. Casou-se, em 4 de julho de 1910, com Ester Fialho.

No mesmo ano, em conseqüência de desentendimento com o governador, foi afastado do cargo de professor do Liceu Paraibano, onde havia estudado. Resolveu então se mudar para o Rio de Janeiro, onde exerceu durante algum tempo o magistério. Lecionou geografia na Escola Normal, depois Instituto de Educação, e no Ginásio Nacional, depois Colégio Pedro II, sem conseguir ser efetivado como professor. Em 1911, morreu prematuramente seu primeiro filho.

Em fins de 1913 transferiu-se para Leopoldina, MG, por ter sido nomeado para o cargo de diretor de um grupo escolar. Morreu nessa cidade, vitimado pela pneumonia, com pouco mais de trinta anos. Ainda jovem, os sofrimentos físicos tinham-lhe dado um aspecto senil.

Quase toda a sua obra poética está no seu único livro "Eu", publicado em 1912. Apesar de praticamente ignorado a princípio, pelo público e pela crítica, a partir de 1919 o livro foi constantemente reeditado como "Eu e outros poemas".

Escrito em um momento de transição, pouco antes da virada modernista de 22, sua obra representa o sincretismo entre o parnasianismo e o simbolismo. No livro, Augusto dos Anjos faz da obsessão com o próprio "eu", o centro do seu pensamento. O egoísmo e angústia estão presentes ("Ai! Um urubu pousou na minha sorte"); assim como o
ceticismo em relação ao amor ("Não sou capaz de amar mulher alguma, / Nem há mulher talvez capaz de amar-me").

O poeta aspira à morte e à anulação de sua pessoa, reduzindo a vida a combinações
de elementos químicos, físicos e biológicos ("Eu, filho do carbono e do amoníaco,"). Tal materialismo o tornava amargo e pessimista ("Tome, doutor, essa tesoura e corte/ Minha singularíssima pessoa"). Contrapõe-se a inapetência para o prazer e um desejo de conhecer outros mundos, onde a força dos instintos não cerceie os vôos da alma ("Quero, arrancado das prisões carnais,/ Viver na luz dos astros imortais").

Mais informações:
Leandro Malósi Dóro - (51)99789346
MSN e e-mail: leandrodoro8@hotmail.com

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

5o. Concurso Tim Lope de Investigação Jornalística

18/11/2009 - 11h11
Inscrições abertas para o 5° Concurso Tim Lopes de Investigação Jornalística

Estão abertas as inscrições para o V Concurso Tim Lopes de Investigação Jornalística, que tem como objetivo estimular a imprensa a ampliar e qualificar a cobertura sobre o abuso e a exploração sexual comercial de crianças e adolescentes.

Como nas edições anteriores, o tema do concurso é “Imprensa e sociedade aliadas no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes”. Podem participar repórteres, editores e chefes de reportagem de diferentes tipos de veículos (impresso, rádio, televisão, web e veículos comunitários ou alternativos), além de estudantes e professores de cursos de comunicação. Interessados deverão se inscrever até o dia 29 de janeiro de 2010.

Diferente de outras iniciativas na área do jornalismo, o Concurso Tim Lopes não premia reportagens já veiculadas. O projeto seleciona as melhores propostas de reportagem sobre o problema da violência sexual contra crianças e adolescentes, e oferece um apoio técnico e financeiro para sua realização. Ao final, os participantes recebem também um prêmio de R$ 3 mil.

O Concurso Tim Lopes de Investigação Jornalística é uma iniciativa da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI), da Childhood Brasil (Instituto WCF) e da Save The Children Suécia e conta com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O projeto é uma homenagem ao jornalista Tim Lopes, que foi assassinado por traficantes de drogas enquanto investigava casos de exploração sexual de adolescentes, em uma favela do Rio de Janeiro.

Novidade

Em sua 5ª edição, o Concurso traz uma grande novidade: a criação de categorias voltadas à participação de jornalistas que atuam em veículos de comunicação de países vizinhos.

Em sua versão regional, o Concurso conta com o apoio das organizações que integram a Rede ANDI América Latina na Argentina (Periodismo Social), no Paraguai (Global Infância) e no Uruguai (El Abrojo).

Sobre o apoio financeiro e a premiação

Os jornalistas que tiverem seus projetos selecionados pela comissão julgadora (formada por especialistas na temática da violência sexual e profissionais de comunicação) receberão uma bolsa de apoio para o desenvolvimento das reportagens, de acordo com a natureza do veículo no qual atuam (ver quadro abaixo).

CATEGORIA - Mídia Impressa - R$ 10.500,00

Rádio - R$ 10.500,00

TV - R$ 16.000,00

Mídia Alternativa - R$ 10.500,00

Especial - R$ 10.500,00 ou R$ 16.000,00*

* De acordo com o tipo de veículo vencedor: R$ 10.500,00 para Rádio, Mídia Impressa e Mídia Alternativa; e R$ 16.000,00 para TV

O vencedor de cada categoria recebe ainda o prêmio de R$ 3.000,00, após a veiculação da reportagem. Em caso de inscrição conjunta, a forma de divisão desse valor fica a cargo dos participantes.

Apoio técnico

Além do incentivo financeiro, o Concurso Tim Lopes também oferece o apoio de consultores especializados no tema, que ficam à disposição dos jornalistas para tirar dúvidas e orientar os profissionais durante a coleta de informações e produção das matérias.

Como participar

Os jornalistas, professores e estudantes interessados devem inscrever seus projetos por meio de um formulário específico que está disponível no site www.andi.org.br/timlopes. Eles devem apresentar sua Proposta de Pauta de forma detalhada, apresentando: justificativa, roteiro de produção da matéria ou série de reportagens, fontes de informação que serão ouvidas, previsão dos gastos que serão realizados (estimativa), entre outras informações. No site também está disponível o Regulamento completo do concurso.

Dica Tim Lopes

O livro O Concurso Tim Lopes – Um estudo de caso sobre a atuação da imprensa no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes mostra a trajetória desta iniciativa em suas quatro primeiras edições. Para além disso, a publicação resgata os caminhos das reportagens realizadas no âmbito do projeto e permite conhecer de perto o processo de construção de um noticiário de forte relevância social.

Ao longo do livro, os jornalistas vencedores do concurso relatam os dilemas éticos, os riscos e as adversidades que tiveram de superar durante a elaboração de suas reportagens. Apontam também para estratégias e técnicas que podem ser adotadas por profissionais que desejam aprimorar a cobertura da violência sexual em seus mais diferentes aspectos: o tráfico de crianças, a exploração sexual nas rodovias, o abuso sexual, a pornografia infantil, entre outros.

Mais informações no site do Concurso: www.andi.org.br/timlopes


Fonte: Envolverde/ANDI