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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

4. MediaOn - Seminário Internacional de Jornalismo Online

*O novos caminhos do jornalismo: o que a audiência quer consumir e como?*

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*Data: de 9 a 11 de novembro*

*Local: Itaú Cultural - Av. Paulista, 149 - São Paulo/SP*

**
O jornalismo online volta a ser tema de encontro internacional realizado
pelo *Itaú Cultural *e *Terra*, com apoio da *CNN *e da *BBC Brasil*. Nesta
4º edição, o MediaOn debate os novos caminhos do jornalismo com
profissionais das principais mídias eletrônicas e impressas e especialistas
do exterior, e procura responder o que a audiência quer consumir e de que
modo. Como gigantes da mídia mantém o espírito de inovação em suas redações
tradicionalmente originárias da velha mídia? Como as interfaces dos
“gadgets” afetam a produção e o consumo de notícias?

Essas e outras questões serão debatidas durante o 4º Media On, de 9 a 11 de
novembro, no Itaú Cultural. Serão oito painéis que reúnem profissionais
brasileiros e internacionais para compartilhar suas experiências com as
novas mídias. De Susan Grant, vice-presidente executiva da CNN News Services
e Aron Pilhofer, editor de interatividade do New York Times aos
coordenadores de campanha na internet dos presidenciáveis, Dilma e Serra.

O evento também será transmitido em tempo real no sitewww.mediaon.com.br.
Acesse e confira maiores detalhes.

*Programação*

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*1º DIA - **terça, 9 novembro***

*Abertura / “Super Session”* [evento fechado ao público]

*19h30 às 21h30*

Tema da super session: Como gigantes da mídia - CNN e New York Times -
mantém o espírito de inovação em suas redações tradicionalmente originárias
da velha mídia e, no meio da batalha, garantem que enfrentam os competidores
corretos na briga pela audiência.

Oradores:
*Susan Grant*, vice-presidente executiva da CNN News Services, divisão da
CNN WorldWide que engloba as atividades digitais da empresa e seus negócios
com afiliados. Susan é membro do Comitê Executivo da CNN e conta em seu
portfólio com o site CNNMoney.com, o serviço CNN Mobile e o portal CNN
iReport, uma comunidade de notícias geradas pelos usuários.

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*Aron Pilhofer*, editor de interactive news do New York Times e gestor da
equipe de jornalistas responsável pelos aplicativos usados em reportagens
online do periódico. Também é co-fundador da “DocumentCloud.org”, um projeto
concebido para facilitar o acesso, pesquisa e análise de documentos.

Mediador: *a confirmar*
*
Atividades do 4º MediaOn abertas ao público*

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*2º DIA - quarta, 10 novembro - PAINÉIS DE DEBATE *[todos os painéis são
abertos ao público]**

*Painel 1 –- quarta, 10*

*9h30 às 11h*

*Computadores tablet, e-readers e smartphones: Como inovar e produzir
conteúdo no mundo digital. *

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- Mediador: *Andre Deak*, jornalista multimídia

- Debatedor: *Alberto Cairo*, diretor de infografia e multimídia na revista
Época e* Pablo Mancini*, Jornalista, gerente de Serviços Digitais do Grupo
Clarín, Professor do Master de jornalismo Digital da Universidade Mayor do
Chile e autor do blog *amphibia.com.br*

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*Painel 2 –- quarta, 10*

*11h30 às 13h*

*Eleições 2010 e a internet - Um balanço dos resultados*

Coordenadores de Internet dos principais candidatos à presidência mostram
resultados e discutem a primeira eleição brasileira sob o efeito intenso das
redes sociais.

Mediador*: Heródoto Barbeiro* – jornalista da CBN/ TV Cultura de São Paulo

Debatedores: *Marcelo Branco*, Dilma Roussef (PT); *Caio Túlio Costa*,
Marina Silva (PV) e *Soninha, *José Serra (PSDB)

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*Painel 3 - quarta, 10*

*15h30 às 17h*

*Anunciantes valorizam conteúdo ou audiência? *

Gigantes da Mídia, conteúdos amadores, profissionais e redes sociais: quem
ganha e quem perde no jogo da publicidade.

**

Mediador*: Paulo Castro, *Diretor Geral do Terra Brasil

Debatedores: *João Batista Ciaco*, diretor de Publicidade e MKT de
Relacionamento da Fiat; *Carlos Werner*, Sansung; *Abel Reis*,* *presidente
da AgênciaClick e *Sérgio Valente, *Presidente da DM9

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*Painel 4 - quarta, 10*

*17h30 às 19h*

*Quem pauta quem e quem consome o quê? - mídias sociais x sites de
jornalismo: a caça do furo e do leitor*

Mediador*: Silvia Bassi*, IDG Brasil, Publisher

Debatedores: *Matthew Eltringham*, um dos principais especialistas de mídias
sociais da BBC; *Julian Gallo,* Jornalista argentino especializado em temas
tecnológicos e consultor de meios interativos, editor do blog Mira!

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*3º Dia - **quinta, 11 novembro***

**

*Painel 5 - quinta, 11*

*9h30 às 11h*

*O humor e o jornalismo digital*

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Mediador*: Benjamin Back*, apresentados do Estádio 97 e blogueiro do Lance

Debatedores: *Maurício Ricardo*, Charges.com.br
<http://charges.com.br/> ; *Antonio
Pedro Tabet*, Kibe Loco

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*Painel 6 –- quinta, 11*

*11h30 às 13h*

*Redações integradas: a convergência em números e qualidade*

Executivos de grandes meios de comunicação brasileiros mostram como foi
feita a convergência com o mundo digital em suas redações e discutem
resultados e o futuro.

Mediador:* Leão Serva*, diretor de redação, Diário de São Paulo.

Debatedores:* Sergio Dávila*, editor-executivo, Folha de São Paulo e *Ricardo
Gandour*, Diretor de conteúdo, Grupo Estado.

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*Painel 7 - quinta, 11*

*15h30 às 17h*

*O novo consumidor de informação - Usuários mostram em tempo real como se
relacionam no mundo digital *

O fenômeno das redes sociais no Brasil e no mundo: que tipo de informação
nossos jovens consomem e como eles chegam até ela.

Mediador:* Renata Simões* – Jornalista, foi repórter do Vídeo Show (Globo) e
apresentadora do programa Urbanos (Multishow). Hoje apresenta o programa
“Creators Project” na Fashion TV.

Debatedores*: Juliana Sawaia (IE) *– Gerente de Inteligência de Mercado no
IBOPE MÍDIA. *Os demais debatedores desta mesa são jovens consumidores da
internet*: *Alyne Spioni* Jovita (22 anos, estuda Administração de Empresas
na Faculdade Sumaré e trabalja como auxiliar) e *Felipe Sant´ana *(22 anos,
não estuda. É analista de RH).

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*Painel 8 -– quinta 11*

*17h30 às 19h*

*Estrelas de vídeos web: sucesso relâmpago ou os novos comunicadores? *

Como produzir conteúdo em vídeo na Internet, conquistar audiência e virar um
meio de comunicação e um negócio.

- Mediador*: Marcelo Tas,* apresentador do programa CQC

- Debatedores*: Joe Penna – Mystery Guitar Man - o homem misterioso do
violão *(vídeo call)*, *paulista de 22 anos, há dez mora nos EUA. Ele largou
a faculdade de medicina para se dedicar a fazer vídeos para a internet; *PC
Siqueira*, videologger “Mas Poxa Vida” - MTV* *e *Pablo Peixoto - *"Um dia
de Fúria"

*Como paticipar*

- As pessoas que enviarem e-mail para
itaucultural@comunicacaodirigida.com.br solicitando cadastro para os Painéis
MediaOn, nos dias 10 e 11 de novembro, terão seus nomes relacionados em
listas na recepção do Itaú Cultural e deverão retirar os ingressos 40
minutos antes do início da atividade. Após esse período, a entrada será
livre e todos estarão sujeitos à lotação do teatro (247 lugares).

- *Prazo de envio de e-mails:* 29 de outubro, sexta-feira.

- Na mensagem o interessado deverá mencionar*:* nome completo, e-mail,
atividade que exerce e telefone.
- Aqueles que comparecerem em, no mínimo, 6 (seis) painéis terão direito a
certificado.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Investir em Mídias Sociais

Quer investir em mídias sociais? Seja relevante

Todo mundo fala em revolução da mídia social, mas será que os profissionais de criatividade realmente têm noção do quanto nossa vida mudou e o nosso tempo encurtou? Não adianta investir só para estar na moda.

Mídias sociais. Tema assunto do momento, ainda traz mais questionamentos do que respostas. E destas poucas, a maioria especula sob o mote: vivemos uma revolução, então pouco se sabe quais os padrões que serão adotados no futuro. Muita coisa ainda está por vir ?

Sim, muita coisa ainda está por vir. Mas o que notamos visivelmente é o posicionamento tomado após tal desculpa: o planejamento feito para a tal da mídia social é inexpressivo, como se estivesse ali porque precisa existir, na base do ? hoje em dia não pode faltar?.

Tenho a honra de estudar com uma professora que é mestre em história da comunicação. Seu nome é Jurema Brasil. Em uma de suas muitas aulas, ouvi uma teoria muito interessante do modo de vida com o qual estamos aprendendo a lidar: ela compara nosso período com a Renascença.

Obviamente não em questão de estética, arte e novos inventos. Mas em evolução da ciência, renovação das idéias, valores e, principalmente, da quebra de antigos paradigmas e a construção de outros ? novos em folha ? só esperando para serem desenhados pela mão de todos nós; a sociedade.

O mundo, que até o feudalismo era regido sob a esfera religiosa, ganhou nova forma com o advento da modernidade após o Renascimento. Nela, a esfera dominante foi a política. E assim chegamos até a Segunda Grande Guerra e a pós-modernidade. O mundo começava a ser regido pela esfera econômica.

E, com o acúmulo de bens em maior distribuição (onde a publicidade tem papel fundamental), um universo começou a ser criado em paralelo: o universo íntimo-pessoal.

É aí onde estão guardados seus valores religiosos e políticos, suas opiniões sobre temas polêmicos e tudo o que diz respeito a você e o que você gosta.

Tempo curto

Saindo do âmbito sociológico, quero talvez levantar uma questão um quanto tanto perturbadora.

Como anda seu tempo?

Você tem tempo para fazer tudo o que deseja, seus dias passam em uma velocidade tranquila, parece que está tudo em flat mode? Se sim, considere-se muito afortunado.

A grande maioria das pessoas que conheço está sempre em uma batalha travada contra o tempo. E não me refiro a atrasos, muito pelo contrário: a pontualidade nunca foi tão exigida. O fato é que a sociedade vive uma nítida impressão de que as horas sempre passam ?voando?, e sempre fica alguma coisa para fazer depois. Aí entra a questão: será mesmo só impressão?

A definição é conhecida: o tempo é uma medida de espaço. Tente abstrair-se do conceito de horas; isto é apenas uma régua inventada. O ato de medir o tempo nos primórdios era baseado em observar a sombra do sol projetada. Ou seja, media-se o espaço que a sombra percorria.

Agora, pense na evolução da comunicação (ela é um reflexo da evolução antropológica). Após a comunicação primária (a fala, face-to-face) e a secundária (imprensa), o mundo sofreu a revolução midiática pelo audiovisual.

Antes mesmo do audiovisual, pense como a comunicação era disseminada: o homem em seu cavalo levando uma mensagem a outros reinos; levava dias, meses. Séculos depois, o telégrafo tinha um delay para o recebimento da mensagem.

E podemos assim citar tantos outros meios de comunicação ao longo dos séculos. A informação demorava a chegar. Mesmo a TV, se a notícia passasse pelo crivo do gatekeeper. Com a internet, o tempo de espera da informação foi reduzido ao mínimo possível.

Então, pessoas que obtêm respostas mais rapidamente tomam decisões mais rapidamente.

Tomando decisões mais rapidamente, terminam seus projetos mais rapidamente. Terminando seus projetos mais rapidamente, abraçam novos projetos e fazem mais coisas.

Com essa cultura do imediatismo, não deixamos de lado nossos sonhos e afazeres pessoais. E assim nossa agenda está sempre lotada. Complete com a faculdade ou a pós, a casa, a família e a namorada.

O tempo parece estar curto ou nós realmente o encurtamos?

Se tempo é uma medida de espaço e espaço igual à distância, com a internet encurtamos a distância e consequentemente encurtamos o tempo.

Vivemos um período de descentralização. De poder e de coleta de informação, agora precisamos decidir o que fazer com isso. E, a mídia social veio para isso. VOCÊ constrói uma rede de pessoas com interesses comuns. E a distância não é, literalmente, nenhum empecilho. Pelo contrário, enriquece a troca cultural.

Agora que as peças estão na mesa, começamos a montar o enorme quebra-cabeça que é a ? revolução da mídia social?

Só no Brasil

? Orkut – 35 milhões de perfis ativos (Comscore)
? Média de navegação por usuário em mídia social – 4h/mês (Comscore)
? 87% dos brasileiros online estão o Orkut (Comscore)
? 17% dos internautas criam blogs ou sites (Cetic.Br)
? 51% dos internautas residenciais lêem blogs (Ibope/NetRatings)
? 5 milhões de perfis no Twitter (Info)
? 74% dos internautas do Brasil assistem vídeos online (Cetic.Br)
? 15% fazem uploads de vídeos (Cetic.Br)
? 43% ouvem rádio em tempo real (Cetic.Br)
? Facebook 2,7 milhões perfis de brasileiros (Ibope/NetRatings)

Certo. Agora enxerguemos a mídia social com um olhar um pouco diferenciado.

Não é nenhuma novidade, o conceito das premissas básicas do posicionamento corporativo em redes sociais. Vou ressaltar alguns, em resumo, para quem talvez não tenha visto:

A influência da mídia na escolha pessoal

Premissas:

O FOCO da rede social é a pessoa.
O tratamento com seu consumidor é baseado em um diálogo e não mais naquele velho monólogo de sempre. Ouça, entenda, responda.
Faça seus consumidores te amarem ou te odiarem. Mas não os deixe indiferentes.
Entenda que você estará gerenciando o risco da marca, e esta ficará imortalizada na internet. O que pode ser muito bom como o caso da Dell e do Starbucks. Ou, muito ruim, como o caso da Domino’s Pizza e KFC.
Saiba trabalhar as redes com o enfoque correto, assim sua comunicação será mais assertiva.

Exemplos de mídias para quem quer:

Se Comunicar

Blogs: Blogger, WordPress
Microblogs: Twitter, Pownce
Redes sociais: Orkut, Facebook, LinkedIn, MySpace, Drimio
Eventos: Upcoming

Colaborar

Wikis: Wikipedia
Social bookmarking / Agregadores de sites: Del.icio.us e StumbleUpon
Social News ou crowdsourcing: Digg, Reddit, EuCurti, Rec6
Sites de opiniões: Epinions

Multimídia

Compartilhamento de fotos: Flickr, Zooomr
Compartilhamento de vídeo: YouTube, Vimeo
Livecasting ou transmissão ao vivo: Justin.tv
Compartilhamento de música/áudio: imeem, Last.fm

E, finalmente o que fazer e o que não fazer quando se planeja ações em mídias sociais:

O que fazer

Produzir conteúdo RELEVANTE
Ser transparente
Disseminar de forma inteligente
Ouvir os clientes
Interagir/relacionar-se
Estar pronto para críticas

O que não fazer

Enganar pessoas
Criar perfis falsos
Enviar spams
Comprar opinião
Outros dados sobre a internet no Brasil

Tem 64,8 milhões de usuários (um terço da população), onde 20,1 milhões são usuários que acessam à internet em suas casas. E destes, 82% utilizam banda larga. Tem como tempo médio gasto com navegação por mês 24 horas e 41 minutos (Setembro 09)

Tem 50% dos internautas utilizando cartão de crédito em suas compras. Tem 79% de usuários que fazem compras online. Teve em 2008, R$ 8,2 bilhões em vendas por e-commerce.

Segundo o Ibope / NetRatings, 76% dos consumidores não acreditam que a publicidade tradicional fale a verdade. E, campanhas partindo de mídias sociais podem ter um impacto 500 vezes maior se as mesmas partissem dos sites da empresa.

Os dados estão aí, de bandeja, e não há porquê menosprezar o potencial desta ferramenta que já devia há muito ter saído do status de novidade e se transformado em um canal completo de marketing.

Digo completo porque não se trata de um veículo comum. Existem ferramentas muito robustas no âmbito de mensuração e gerenciamento. Não tem desculpa para explorar, pois até análises e insights podem ser obtidos por algumas plataformas muito inteligentes.

Também, não se trata apenas de posicionamento online; a autenticidade do seu posicionamento nas mídias sociais deve ser refletida no off-line. E, as ferramentas também estão aí para cruzar os dados online e off-line e chegar o mais próximo possível do marketing 360º.

Para finalizar, gostaria de deixar explícita a minha idéia aos criativos:

Senhores diretores de arte e redatores, pensem na mídia social! Utilizem-na como uma nova interface de seus trabalhos, explorem suas particularidades e busquem diferenciais para a criação. É a hora de inovar, de crescer e marcar seu espaço!

Redatores, enxerguem nos míseros centoequarentacaracteres, 140 oportunidades.

É uma revolução não só no modo agir e pensar, mas também de como transmitir idéias.

Lembrem-se, o sucesso de sua campanha agora é relativamente proporcional ao quanto ela é relevante para seus consumidores.

Por Marcelo Mendonça Godoy para o Webinsider.
fonte: http://comunicapress.wordpress.com/

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Crise na Imprensa

Fim da Editor & Publisher mostra um novo lado da crise na imprensa

Postado por Carlos Castilho em 21/12/2009 às 09 12:04:51



A revista norte-americana Editor & Publisher, em circulação há 124 anos, deixará de existir, tanto na versão impressa como na online, a partir de janeiro de 2010 em conseqüência de queda de receitas publicitárias, um fenômeno que já causou a morte de mais de 200 publicações nos Estados Unidos, desde 2007.

E&P foi a bíblia jornalística de várias gerações de profissionais no mundo inteiro porque foi a primeira publicação dedicada exclusivamente à produção de jornais e revistas impressas, tanto pelo lado das redações como do lado corporativo e industrial. Sua saída do mercado mostra que a crise do modelo de negócios baseado em receitas de anúncios publicitários não funciona mais nem nas publicações especializadas voltadas a um leitor específico.

A empresa Nielsen, que controlava a Editor & Publisher decidiu desfazer-se de todas as suas revistas, em sua maioria voltadas para públicos segmentados nas áreas de jornalismo, publicidade, relações públicas e produção fotográfica. Todas encontraram comprador menos a E&P, mostrando que o jornalismo definitivamente deixou de ser atrativo para os investidores financeiros.

Em Wall Street, empresas jornalísticas são agora consideradas “micos” entre as corretoras da bolsa pois muitos bancos acabaram assumindo títulos podres de jornais, revistas, emissoras de rádio e até de TV, que foram obrigados a jogar a toalha no ringue financeiro por causa da migração massiva da publicidade e do público em direção à Web.

O desaparecimento de uma revista com uma história tão longa e uma enorme experiência acumulada torna meridianamente claro que as empresas jornalísticas já não podem esperar nenhum tipo de apoio de grupos financeiros. O capital de credibilidade e o título já não valem mais nada e o único que pode ser vendido são os bens imobiliários.

Mais do que nunca, o futuro da imprensa depende agora do leitor que passou a ser o principal interessado na manutenção dos jornais, revistas, sites na Web, emissoras de rádio e até de TV que o mantém informado e capacitado a sobreviver ao caos noticioso gerado pela internet.

Pode parecer um exagero ou até um delírio meu, mas o fato é que os principais pensadores da era digital, como o holandês Mark Deuze[1] já não têm mais dúvidas em afirmar que estamos passando de uma era baseada na produção para outra ancorada no consumo. O novo conceito de cidadania não se expressa mais nos direitos dos indivíduos dentro do sistema de produção de bens e serviços, mas na nova realidade do cidadão monitor, que é obrigado a escolher para poder sobreviver no mar de ofertas criado pela automação, digitalização e globalização econômica.

Antes a escolha era algo individual porque a oferta de bens era escassa. Hoje, as decisões têm que ser tomadas com base em coletivos porque o individuo não pode mais saber de tudo. Vejamos um exemplo simples: antes escolher um telefone era meramente uma questão de preço e gosto. Hoje, só de aparelhos celulares há mais de 400 modelos no mercado.

O consumidor só pode tomar uma decisão baseando-se nas opiniões e conselhos de outros consumidores, porque sozinho ele é incapaz de obter todas as informações necessárias, salvo se dedicar tempo integral à atividade, o que é inviável.

Este mesmo processo está acontecendo no âmbito da imprensa. Temos hoje uma super-oferta de informação e não dá mais para esperar que apenas um jornal ou revista http://www.themediaconsortium.org/thebigthaw/nos dêem tudo o que precisamos. E o público também já está se dando conta de que depende cada vez mais da diversidade informativa para encontrar o que precisa ou deseja.

É aí que está um dos dilemas atuais da imprensa: abandonar a pretensão de ser a única fonte de informação do seu público para assumir novas funções que terão de ser desenvolvidas junto com os leitores, ouvintes, telespectadores e internautas. É o que preconiza o estudo The Big Thaw (O Grande Degelo), divulgado em julho de 2009 e que pretende ser um roteiro para a busca de novos modelos de negócio para a imprensa.

fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br


[1] Detalhes no capítulo Future of Citizen Journalism, do livro Citizen Journalism, Global Perspectives – Peter Lang Editors, New York, 2009

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Livro da Semana - O papel do jornal e a profissão de jornalista

O papel do jornal e a profissão de jornalista

Alberto Dines

Editora: Summus Editorial

Publicação: 2009

Resenha:

O livro lançado há 35 anos ganha nova versão, atualizada, ampliada e revisada, mas não deixa de destacar os preceitos da primeira edição: a ética e o interesse público no exercício da profissão de jornalista. A obra faz parte da coleção ‘Novas buscas em Comunicação’.

Sobre o autor:
Alberto Dines é um dos mais respeitados jornalistas do Brasil. Em 50 anos de carreira, foi editor do ‘Jornal do Brasil’ e diretor da sucursal do jornal ‘Folha de S. Paulo’, no Rio de Janeiro. Trabalhou para o Grupo Abril em Portugal e mais recentemente fundou o site ‘Observatório da Imprensa’, que hoje conta com edições no rádio e na TV.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

CONFECOM APROVA PROPOSTA DE DIPLOMA PARA JORNALISTAS

Confecom aprova proposta de diploma para o exercício do jornalismo

Izabela Vasconcelos, de Brasília

Os delegados da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), formada pela sociedade civil, empresarial e pelo poder público, aprovaram, em plenária final, a exigência de graduação específica e regulamentação da profissão de jornalista. A proposta, que seguirá para o Congresso, foi apresentada nesta quarta-feira (16/12).

O resultado foi comemorado pela maioria dos delegados, que aclamaram a decisão e repetiam frases a favor do diploma, obrigatoriedade derrubada em junho deste ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além dessa proposta, em uma outra sugestão, a Confecom exige a regulamentação de outras profissões, como a de radialista e outros profissionais de mídia.

Os delegados também aprovaram a criação do Conselho Nacional de Comunicação, com representantes dos setores civil, empresarial e público. Entre outras ideias, a Conferência destacou pontos como mais rigor nas concessões, estímulo às mídias livres, inclusão digital, rádios comunitárias, melhor distribuição das verbas publicitárias públicas, entre outros.

Ate amanhã, todas as propostas aprovadas estarão definidas para avaliação do Congresso Nacional, outras seguem diretamente para o Executivo.

Atualizada às 21h04.

fonte: www.comunique-se.com.br

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

UMA ESCOLHA PARA A HISTÓRIA

2728No dia 7 de dezembro de 2009, 56 jornais de 44 países deram um passo inédito de falar com uma só voz, por meio do mesmo editorial. Tomaram essa atitude porque a humanidade enfrenta uma séria emergência.

A data marca o início da COP-15, a Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, em Copenhague, Dinamarca. A seguir, o texto do editorial conjunto:

"Se não nos unirmos para tomar uma ação decisiva, as mudanças climáticas devastarão nosso planeta, acabando também com nossa prosperidade e nossa segurança. Os perigos têm se tornado evidentes há uma geração. Agora, os fatos começaram a falar por si: 11 dos últimos 14 anos foram os mais quentes já registrados, o gelo do Ártico está derretendo e a alta nos preços do petróleo e dos alimentos no ano passado é um exemplo do caos que pode estar por vir. Nas publicações científicas, a questão não é mais se os seres humanos devem levar a culpa pelo que está acontecendo, mas quão curto é o tempo que temos para reduzir os danos. Até aqui, a resposta mundial tem sido fraca e sem entusiasmo.

As mudanças climáticas foram causadas ao longo de séculos e têm consequências que durarão para sempre. As nossas chances de frear o problema serão determinadas nos próximos 14 dias. Apelamos aos representantes dos 192 países reunidos em Copenhague a não hesitar, não entrar em disputas, não culpar uns aos outros, mas aproveitar a oportunidade advinda deste que é o maior fracasso político moderno. Esta não deve ser um a luta entre ricos e pobres ou entre Ocidente e Oriente. As mudanças climáticas afetam a todos e devem ser resolvidas por todos.

A ciência envolvida é complexa, mas os fatos são claros. O mundo precisa agir para limitar a 2ºC o aumento da temperatura global, um objetivo que exigirá que as emissões mundiais de gases-estufa alcancem um teto e comecem a cair nos próximos cinco a 10 anos. Um aquecimento maior, de 3ºC a 4ºC - o menor aumento que podemos esperar se continuarmos sem fazer nada -, poderá levar seca aos continentes, transformando áreas agrícolas em desertos. Metade das espécies poderá ser extinta, milhões de pessoas poderão ser desalojadas, nações inteiras inundadas pelo mar.

Poucos acreditam que Copenhague ainda possa produzir um tratado definitivo; progresso real nessa direção só pôde surgir com a chegada do presidente Barack Obama à Casa Branca e com a reversão de anos de obstrucionismo americano. Mesmo agora, o mundo se encontra dependente da política interna americana, pois o presidente não pode se comprometer completamente com as ações até que o Congresso americano o faça.

Mas os políticos em Copenhague podem e devem definir os pontos essenciais de um acordo justo e efetivo e, especialmente, estabelecer um cronograma para transformá-lo em um tratado. O encontro sobre o clima das Nações Unidas em junho próximo, em Bonn (Alemanha), deveria ser o prazo final. Como um negociador colocou: 'Nós podemos ir para a prorrogação, mas não podemos bancar uma nova partida'.

No coração do acordo, deve estar um acerto entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento, determinando como o fardo do combate às mudanças climáticas será dividido - e como partilharemos um novo e precioso recurso: os trilhões de toneladas de carbono que poderemos emitir antes que o mercúrio do termômetro atinja níveis perigosos.

As nações ricas gostam de citar a verdade matemática de que não pode haver solução até que gigantes em desenvolvimento como a China tomem atitudes mais radicais do que as adotadas até agora. Mas o mundo desenvolvido é responsável pela maior parte do carbono acumulado na atmosfera - três quartos de todo o dióxido de carbono (CO2) emitido desde 1850. Por isso, precisa tomar a liderança: todos os países desenvolvidos devem se comprometer a fazer cortes profundos, reduzindo suas emissões dentro de uma década a níveis muito mais baixos do que os de 1990.

Os países em desenvolvimento podem argumentar que não causaram a maior parte do problema e também que as regiões mais pobres do mundo serão atingidas com mais força. Mas passarão a contribuir cada vez mais para o aquecimento global, e, deste modo, devem se comprometer a agir de forma significativa e quantificável por conta própria. Apesar de ficar aquém do que muitos esperavam, o recente comprometimento dos maiores poluidores do mundo, Estados Unidos e China, com metas para redução de emissões foi um importante passo na direção certa.

A justiça social exige que o mundo industrializado coloque a mão no fundo do bolso e reserve dinheiro para ajudar os países mais pobres a se adaptar às mudanças climáticas, assim como a investir em tecnologias limpas que permitam seu crescimento sem aumentar as emissões. Um futuro tratado também deve ser muito bem esboçado - com rigoroso monitoramento multilateral, compensações justas para a proteção de florestas e avaliações confiáveis de 'emissões exportadas', para que o custo possa, com o tempo, ser dividido de forma mais equilibrada entre os que elaboram produtos poluentes e aqueles que os consomem. E a justiça requer que o peso com o qual cada país desenvolvido deve arcar individualmente leve em conta sua capacidade de suportá-lo; novos membros da União Europeia, por exemplo, normalmente muito mais pobres do que os antigos, não devem sofrer mais do que seus parceiros ricos.

A transformação custará caro, mas muito menos do que a conta paga para salvar o sistema financeiro mundial - e imensamente menos do que as consequências de não se fazer nada.

Muitos de nós, particularmente no mundo desenvolvido, terão de mudar seus estilos de vida. A era de voos que custam menos do que a corrida de táxi até o aeroporto está chegando ao fim. Teremos que comprar, comer e viajar de forma mais inteligente. Teremos de pagar mais pela nossa energia e usá-la menos.

Mas a mudança para uma sociedade de baixo carbono traz a perspectiva de mais oportunidades do que sacrifícios. Alguns países já descobriram que adotar a transformação pode trazer crescimento, empregos e uma melhor qualidade de vida. O fluxo de capital conta a sua própria história: no ano passado, pela primeira vez, o investimento em fontes renováveis de energia foi maior do que na produção de eletricidade a partir de combustíveis fósseis.

Abandonar nossa dependência do carbono dentro de poucas décadas requererá uma façanha de engenharia e inovação sem precedentes na história. Porém, enquanto a ida do homem à Lua e a fissão do átomo nasceram do conflito e da competição, a corrida do carbono que vem por aí deve ser liderada por um esforço conjunto para atingir a salvação coletiva.

A vitória sobre as mudanças climáticas exigirá o triunfo do otimismo sobre o pessimismo, da visão sobre a miopia, o êxito do que Abraham Lincoln chamou de 'os melhores anjos da nossa natureza'.

É nesse espírito que 56 jornais de todo o mundo se uniram por meio deste editorial. Se nós, com tantas diferenças de perspectiva nacional e política, podemos concordar sobre o que deve ser feito, então certamente nossos líderes também poderão.

Os políticos em Copenhague têm o poder de moldar o julgamento da História sobre esta geração: uma geração que viu um desafio e o encarou, ou uma geração tão estúpida, que viu o desastre chegando mas não fez nada para evitá-lo. Imploramos que façam a escolha certa."

2729

No Brasil, os jornais Zero Hora e Diário Catarinense aderiram ao protesto; somente mais um jornal da América do Sul, o Diario Clarín, da Argentina, aderiu também.

Na Ásia e Oriente Médio, 16 publicações de 13 países estamparam o editorial. Já na Europa, foram 20 veículos de 17 países. Na África, foram 11 jornais de oito países; das Américas do Norte e Central, apenas seis jornais de cinco países participaram.

Veja abaixo a lista dos veículos:

Ásia e Oriente:da China, Economic Observer e Southern Metropolitan; de Taiwan, CommonWealth Magazine; da Coréia do Sul, Joongang Ilbo; do Vietnã, Tuoitre; de Brunei, Brunei Times,; da Indonésia, Jakarta Globe; do Cambija, Cambodia Daily; da Índia, The Hindu; de Bagladesh,The Daily Star; do Paquistão, The News e Daily Times; de Dubai, Gulf News; do Líbano, An Nahar; do Qatar, Gulf Times; e de Israel, Maariv.

Europa: da Alemanha, Süddeutsche Zeitung; da Polônia, Gazeta Wyborcza; da Áustria, Der Standard; da Eslovênia, Delo e Vecer; da Dinamarca, Dagbladet Information e Politiken; da Noruega, Dagbladet; do Reino Unidos, The Guardian; da França, Le Monde e Libération; da Itália, La Repubblica; da Espanha, El Pais; da Holanda, De Volkskrant; da Grécia, Kathimerini; de Portugal, Publico; da Turquia, Hurriyet, da Rússia, Novaya Gazeta; da Irlanda, Irish Times; da Suíça, Le Temps.

África: do Quênia, The Star; de Uganda, Daily Monitor e The New Vision; do Zimbábue, Zimbabwe Independent; de Ruanda, The New Times; da Tanzânia, The Citizen; do Egito, Al Shorouk; de Botsuana, Botswana Guardian; da África do Sul, Mail & Guardian, Business Day e Cape Argus.

América do Norte e Central: do Canadá, Toronto Star, dos Estados Unidos, Miami Herald e El Nuevo Herald; da Jamaica, Jamaica Observer; da Nicarágua, La Brujula Semanal; do México, El Universal.


Fonte: REBIA Sul / Rafael Fernandes.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Concurso de Word Press Photo 2010

As candidaturas para o concurso World Press Photo 2010 podem ser enviadas a partir de 1 de Dezembro de 2009. A World Press Photo convida fotógrafos profissionais e fotojornalistas de todo o mundo a participar.

Como participar no concurso:
As candidaturas apenas podem ser enviadas on-line através da nossa página de entrada.

A página de entrada está em funcionamento a partir de 1 de Dezembro de 2009 até ao prazo final de 14 de Janeiro de 2010.

Entre 1 de Dezembro de 2009 e 8 de Janeiro de 2010, pode solicitar um nome de utilizador e uma palavra-passe no website, os quais são ambos necessários para participar.

Para o concurso de 2010, já não será possível enviar as candidaturas por correio num CD/DVD. As candidaturas enviadas por e-mail também não serão aceites.

Para ver se é elegível para participar no concurso de 2010 e para preparar a sua candidatura, já pode ler o resumo de regras de inscrição e declaração no link abaixo.

Para uma apresentação geral das categorias nas quais pode participar com as suas imagens, clique em

http://www.worldpressphoto.org/index.php?option=com_content&task=view&id=1588&Itemid=235&bandwidth=high

A sustentabilidade das mídias livres

FML discute sustentabilidade dos projetos de mídia livre

A sustentabilidade das mídias livres foi um dos temas mais debatidos durante o II Fórum de Mídia Livre, que foi realizado em Vitória, neste último fim-de-semana, de 4 a 6 de dezembro. Toda uma manhã e uma tarde do encontro foram dedicadas à discussão do problema do financiamento, que já foi responsável pelo fechamento de veículos e projetos alternativos importantes. O caminho apontado pelos participantes deve ser o de aproximar os chamados midialivristas da rede de economia solidária e criar uma rede própria, da comunicação. Até a criação de uma moeda social surgiu nas conversas.

A questão não é simples. Além de pensar formas de captar verba para criar e manter projetos de comunicação comunitários e alternativos, ainda há o impasse sobre como o modelo de financiamento pode manter a independência e autonomia dessas mídias. O que fazer diante de tal situação? Recorrer ao mercado tradicional? Criar outro tipo de mercado? Cobrar investimentos do Estado? Essas foram algumas das dúvidas que guiaram o debate.

Tomando como exemplo experiências construídas com mais freqüência em outras áreas, a prestação e a troca de serviços e produtos entre os grupos midialivristas foi bastante citada nos debates do Fórum de Vitória. Um dos pontos positivos desse modelo é a possibilidade de conseguir recursos a partir de algo que o grupo cultural ou midiático já produz. Isso pode diminuir a necessidade de buscar auxílio em editais abertos por órgãos ou empresas públicas, por exemplo, que não necessariamente podem atender o conjunto de produtores de uma determinada área e também podem variar de acordo com os governos vigentes.

Algumas iniciativas já estão sendo realizadas neste sentido, pelo menos dentro de outros circuitos, como os dos Pontos de Cultura. O projeto iTEIA, idealizado pelo Instituto InterCidadania, vai criar a partir do ano que vem um ambiente digital em seu site para que os grupos divulguem e troquem produtos e serviços entre si. “A gente já trabalha com a troca presencialmente. O que o Pontão do iTEIA pretende fazer agora é criar um módulo onde isso pode ser feito de maneira virtual”, explica o coordenador de Articulação e Treinamento do projeto, Pedro Jatobá. Ele também diz que isso será feito em parceria com o grupo Cirandas, que mantém um portal de economia solidária na internet.

Essa espécie de “escambo moderno”, porém, pode também trazer seus riscos para determinados grupos. É o que avalia Marco “Amarelo” Konopacki , integrante do Coletivo Soylocoporti. Sua análise parte da perspectiva de que nem todos os produtores culturais e de mídia livre podem estar interessados em oferecer um produto. “A gente não pode ficar sempre refém de que toda cultura vai se tornar um produto de entretenimento e que vai poder ser vendido”, diz.

Além disso, ele acredita que a prática precisa ser pensada a partir de quem a utiliza. “É diferente falar de cooperativas e associações que fazem alguma disputa política. A cooperativa tem a função de trabalho, que utiliza seu tempo para organizar trabalhadores e obter renda com isso. Agora, associações tem basicamente uma função política. Então, se elas passam a prestar serviço e às vezes tem que adaptar seu discurso para ir para o mercado e obter renda, é perigoso”, compara Amarelo. E defende: “De fato, o caminho do meio poderia ser uma boa alternativa. Ou seja, parte um financiamento público e parte do financiamento do mercado.”

Embora não discorde da eficiência do modelo, o gerente de Comunicação e Mobilização Social da Fundação Banco do Brasil, Claiton Mello, reforça a importância do Estado no fomento às mídias livres. Ele lembra que as empresas de comunicação, além de subsídios, recebem recursos públicos por meio de publicidades vindas dos governos e de empresas e autarquias ligadas a eles. “Essa é uma forma de garantir que esse segmento industrial exista”, diz Claiton. Por isso, seria justo reivindicar que essas verbas também contemplassem as mídias livres.

Talvez a tese mais aceita para solucionar o problema da falta de sustentabilidade seja a combinação das várias saídas possíveis, já que cada uma delas tem seus poréns. “O problema da gente é achar, às vezes, que virá uma resposta que é uma regra geral que todos devem copiar. É o que tem acontecido com os editais. Parece que todo mundo tem que parar suas ações, que já são sustentáveis, e botar uma equipe de cinco, seis pessoas escrevendo projeto para todos editais e criando idéias mirabolantes”, acredita Pedro Jatobá.

O conselheiro do jornal Le Monde Diplomatique Brasil, Antonio Martins, mais do que apresentar uma proposta, fez uma observação sobre a atual conjuntura, que acelera esse tipo de debate. “Há um declínio do trabalho assalariado para algo que pode ser muito bacana, mas pode ser muito ruim”, analisa.

Por Jacson Segundo, com informações do Observatório do Direito à Comunicação.


Encontro Terceiro Setor em SP

I ENCONTRO DE CAPTADORES DE RECURSOS e JORNALISTAS DO TERCEIRO SETOR.

GRATUITO - SÓ COMPARECER

Voltado para captadores recursos, comunicadores, jornalistas, voluntários ou lideranças do Terceiro Setor, membros ou não das COMUNIDADES CAPTAÇÃO DE RECURSOS e/ou JORNALISTAS NO TERCEIRO SETOR

Tema:Captação e Comunicação e seus desafios

DATA: 12/dezembro/2009 HORÁRIO: das9h às 12h
LOCAL: Auditório Wladimir Herzog do
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo
Rua Rego Freitas, 530 - São Paulo/SP

Informações: 11 8240-9069
E-mail: assessoriacultural@ig.com.br

Conto com a participação de vocês!!

Abraços solidários!
--
Sandrah Sagrado
Jornalista e Professora
http://culturaeacaosocial.blogspot.com
http://periferiaescolar.blogspot.com
http://mulheresfaladas.blogspot.com

Living Stores, a nova plataforma jornalística do Google

Google cria Living Stories junto com grandes jornais

Fonte: Google Discovery

O Google anunciou um novo produto experimental no Google Labs que demonstra uma forma diferente de apresentar notícias. Desenvolvido com a colaboração de jornais como The New York Times e The Washington Post, o Google Living Stories oferece uma plataforma para que as informações na web sejam tão eficientes quanto o ambiente on-line possibilita.

"Um artigo típico de jornal começa com as notícias mais importantes e interessantes e segue com informações adicionais em uma ordem decrescente de importância. Informações já publicadas em coberturas anteriores são sintetizadas em novos artigos. E o mesmo artigo é apresentado a todos os leitores, não importando se alguns já o leram ou não. Living Stories explora alguns métodos e formatos diferentes que aproveitam certas vantagens únicas da publicação on-line", explicaram Neha Singh, engenheiro de software, e Josh Cohen, gerente de produto de negócios.

De acordo com a empresa de internet, o Living Stories foi desenvolvido após deixar seus engenheiros e especialistas em interface de usuário passarem algum tempo nas redações de ambos os jornais. "Estamos oferecendo a plataforma tecnológica, enquanto os jornalistas das duas empresas estão escrevendo e editando os artigos. Nossa colaboração busca continuamente fazer com que a interface de usuário melhor sirva à visão editorial desses jornais."

Por Renê Fraga

sábado, 5 de dezembro de 2009

Murdoch versus Google

Murdoch versus Google
Julio Daio Borges
Digestivo nº 443

Desde que os jornais começaram a morrer nos Estados Unidos, a acusação mais frequente contra o Google tem sido a de que o gigante da internet “monetiza” suas buscas em cima do conteúdo de empresas jornalísticas. Isso se alguém considerar que citar um trecho de uma página da Web, associado a determinadas palavras-chave, com eventuais anúncios, seja algo próximo de... pirataria. A verdade é que a WWW esteve aberta para todos os experimentos, desde sempre, mas o Google encontrou uma forma de ganhar rios de dinheiro, que a grande imprensa não encontrou – e agora os perdedores, obviamente, se sentem lesados...

O último capítulo dessa alardeada briga pode: ou mudar os rumos da veiculação de conteúdo na internet; ou acabar num acordo entre cavalheiros e não alterar nada. O fato é que Rupert Murdoch, o magnata da News Corp. – que já criticou os jornalistas antes, em favor do mundo on-line –, vem ameaçando fechar o conteúdo de seus jornais, porque a “farra” de consumir informação de graça, na WWW, vem corroendo seu modelo de negócio. Se isso era uma indireta para o Google, a empresa não se manifestou.

Foi, então, que Jason Calacanis – pai do Weblogs, Inc., hoje desenvolvendo o Mahalo – “ventilou”, de graça, em seu videocast, uma ideia para Mudorch. Jason disse que, se fosse o magnata australiano, proibiria o Google de “indexar” seu conteúdo e, ao mesmo tempo, se aproximaria da Microsoft, oferecendo exclusividade ao seu serviço de busca – que fechou recente acordo com o Yahoo! –, o Bing. Pois, não passou muito tempo e o New York Times noticiou que a empresa de Bill Gates e a News Corp. deram início a “conversações”, para um possível acordo nesse sentido. Jason, em sua fala original, ia além: conclamava outras grandes empresas jornalísticas a fazer o mesmo e apostava que, se isso acontecesse, seria um “momento histórico” (para o bem e para o mal).

Desde o fim de novembro, o Twitter, os blogs e mesmo o mainstream media discutem os impactos de uma associação Murdoch-Microsoft. Entre as mais variadas hipóteses e os cansativos “especialistas em social media”, Seth Godin, o guru da publicidade na internet, foi o mais certeiro até o momento: “Você nunca cobra, de uma mecanismo de busca, para que ele desvie tráfego para as suas páginas, você o paga. E se você está no negócio de mídia e não consegue mais chamar a atenção do seu público, você deveria mudar de ramo. Cobrar para obter atenção possivelmente não te trará nenhum dinheiro, nem atenção”. “Rupert Mudoch entendeu tudo errado”, Seth Godin proclama. Será?

fonte: http://www.digestivocultural.com

Prêmio Sebrae de Jornalismo - regulamento

Regulamento

1. DOS OBJETIVOS DO PRÊMIO

O Prêmio SEBRAE DE JORNALISMO é um concurso jornalístico instituído
pelo SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
– SEBRAE, com participação promocional da Revista IMPRENSA e apoio
institucional da FENAJ E INTERCOM, para premiar matérias veiculadas
na imprensa nacional relativas ao ambiente das micro e pequenas empresas
no Brasil.

2. DOS TEMAS

O Prêmio SEBRAE DE JORNALISMO premiará matérias que objetivem as
seguintes pautas:

1 - Práticas vitoriosas em pequenos negócios; 2 - Empreendedorismo; 3
- Cooperação; 4 - Competitividade; 5 - Iniciativas de inovação; 6 - Lei
Geral das Micro e Pequenas Empresas.

3. DAS CATEGORIAS

O PRÊMIO SEBRAE DE JORNALISMO contemplará 04 (quatro)
categorias, a saber:

01. PRÊMIO SEBRAE DE JORNALISMO IMPRESSO – concedido à melhor
matéria inscrita, editada em veículos impressos, jornais ou revistas, sediados
no Brasil, de periodicidade igual ou inferior a trimestral.
02. PRÊMIO SEBRAE DE RADIOJORNALISMO - para a melhor reportagem,
veiculada em emissoras de rádio sediadas no Brasil.
03. PRÊMIO SEBRAE DE TELEJORNALISMO - para a melhor reportagem,
exibida em emissoras de televisão sediadas no Brasil.
04. PRÊMIO SEBRAE DE WEBJORNALISMO - para a melhor matéria em
qualquer formato veiculada em portais ou sites de empresas jornalísticas
registradas com domínio brasileiro na rede mundial de computadores.
Também serão concedidas duas premiações especiais, a saber:
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI SEBRAE à melhor matéria inscrita sobre a
pauta empreendedorismo.
GRANDE PRÊMIO SEBRAE DE JORNALISMO a ser outorgado à melhor
matéria inscrita em qualquer das categorias listadas no item 3 e temas
propostos no item 2 deste regulamento.

MENÇÃO HONROSA ao trabalho de melhor imagem para as categorias de
fotojornalismo e repórter cinematográfico.

4. DAS CONDIÇÕES DA INSCRIÇÃO

Poderão ser inscritas no PRÊMIO SEBRAE DE JORNALISMO matérias publicadas
nos veículos de comunicação de jornalismo impresso, radiojornalismo,
telejornalismo e webjornalismo, editadas no Brasil e assinadas por jornalistas
brasileiros ou estrangeiros residentes no país, que forem veiculadas de 1º de
janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2009.

As matérias/reportagens deverão ser necessariamente editadas em português.

O prazo final para a inscrição é dia 05 de março de 2010. Quando feita pelo correio ou pessoalmente, exigem-se 1 (um) original e 1 (uma) cópia digitalizada do trabalho em CD, dentro das especificações técnicas da categoria, acompanhados da ficha de inscrição, devidamente preenchida e assinada pelo autor ou pelo representante da equipe, quando for este o caso.

Os trabalhos deverão ser entregues na sede da Revista IMPRENSA, situada à R.
Rego Freitas, 454 – 6º andar, conj. 61 – Centro – CEP: 01220-010 – São Paulo/SP
ou encaminhados pelos Correios, desde que respeitada, para efeito de validade, a
data máxima prevista para a inscrição.

Para ter acesso à ficha de inscrição e saber mais sobre os formatos de entrega dos
trabalhos, acesse o site www.agenciasebrae.com.br e clique no link do Prêmio
Sebrae de Jornalismo.

5. DOS FORMATOS DOS TRABALHOS

As cópias dos trabalhos inscritos no PRÊMIO SEBRAE DE JORNALISMO deverão
seguir os seguintes padrões:

PRÊMIOS SEBRAE DE JORNALISMO IMPRESSO – deverão ser enviados 1 (um)
original da matéria/reportagem ou 1 (uma) impressão no tamanho original da
publicação, mais 1 (uma) cópia no formato digital em CD.

PRÊMIO SEBRAE DE RADIOJORNALISMO – deverão ser enviadas 2 (duas)
cópias da matéria/reportagem em CDs de áudio. Caso mais de uma reportagem
de uma mesma emissora ou do mesmo jornalista seja inscrita, ela deverá ser
enviada em mídia (CD) separada, em 2 (duas) cópias para cada inscrição. As
reportagens deverão ser destacadas do programa ou da programação da
emissora, configurando arquivos específicos para elas. O tempo de duração dos
trabalhos deverá ser especificado no campo indicado na ficha de inscrição.

PRÊMIO SEBRAE DE TELEJORNALISMO – deverão ser enviadas 2 (duas)
cópias de cada trabalho inscrito em DVD. Em caso de 2 (dois) ou mais trabalhos
inscritos, estes deverão ser entregues em DVDs separados, isto é, para cada
trabalho inscrito são necessárias 2 (duas) cópias individuais. O tempo de duração
dos trabalhos deverá ser especificado no campo indicado na ficha de inscrição.

PRÊMIO SEBRAE DE WEBJORNALISMO – deverão ser enviadas 2 (duas) cópias
da página, ou do conjunto de páginas, da matéria/reportagem em CD. Essas
cópias devem ser acompanhadas de 1 (uma) impressão que comprove a
publicação do material, por meio do endereço virtual em que a(s) página(s)
esteja(m) alocada(s).

6. DA AUTORIA DOS TRABALHOS

Em caso de dúvidas sobre autoria de matérias, vale o critério profissional da
assinatura impressa, gravada e/ou sonora. No caso de ausência desta, o autor
fará acompanhar sua inscrição de carta do diretor de redação ou de quem de
direito, reconhecendo a autoria do mesmo.
Em caso de trabalho de equipe, na ficha devem constar os nomes dos autores,
assim como o nome do representante da equipe a quem caberá receber o prêmio
caso seja finalista e/ou vencedora em sua categoria.

7. DA ESCOLHA DOS VENCEDORES PELOS JÚRIS REGIONAIS E NACIONAL

7. 1. Em todas as fases da premiação, haverá participação obrigatória de
auditoria independente.

7. 2. A pré-seleção do material inscrito, antes de ele ser submetido aos júris
regionais, caberá à secretaria executiva do prêmio, a cargo da Revista IMPRENSA,
que qualificará os trabalhos de acordo com as determinações do regulamento,
realizando triagem técnica.

7. 3. Os trabalhos serão, numa primeira fase, apreciados e julgados por 5
(cinco) júris regionais, a saber: sul, sudeste, centro-oeste, nordeste e norte.
Cada um desses júris regionais terá a seguinte constituição: 2 (dois)
representantes do SEBRAE, 1 (um) da FENAJ, 1 (um) da INTERCOM e 1 (um) da
Revista IMPRENSA.

7. 4. Os vencedores de cada região serão apreciados por um júri nacional
formado pelos representantes nacionais das entidades (04) acima citadas e pelos
presidentes dos júris regionais (05).

8. DO FUNCIONAMENTO DOS JÚRIS

Os júris regionais serão realizados via chat, segundo calendário estabelecido pela secretaria do PSJ, durante o mês de março de 2010, após o fornecimento de senhas para acessar os trabalhos inscritos da região, que antecipadamente receberão notas de 0 (zero) a 10 (dez) atribuídas por cada jurado regional, consolidando assim a lista dos finalistas de cada categoria.

Na abertura do chat, o representante da Revista IMPRENSA, que atuará como
secretário do júri, procederá a eleição do presidente desse júri regional que
deverá ser escolhido entre os representantes da FENAJ e INTERCOM, já que o
representante do SEBRAE não poderá concorrer. Caberá ao presidente do júri
eleito encaminhar a eleição secreta do vencedor de cada categoria do prêmio
especial do Júri e da escolha da menção, foto e repórter cinematográfico. Caberá a
ele, ainda, exercer o voto de Minerva, em caso de empate e assinar
eletronicamente a ata, juntamente com o secretário e o auditor.

O Júri nacional será realizado em sessão plenária presencial, em data e local a serem definidos no mês de abril de 2010, para a escolha dos vencedores do PSJ. O representante da Revista IMPRENSA, instalada a sessão, procederá a eleição do presidente do júri a quem compete presidir a votação secreta do Prêmio Especial do Júri, das menções honrosas e os vencedores das 5 (cinco) categorias da premiação.

Competirá a ele também exercer o voto de Minerva em caso de empate em
qualquer das votações e fazer prevalecer a norma de não acumulação de
vencedores no caso do Grande Prêmio coincidir com o vencedor de alguma
categoria e/ou Prêmio Especial do Júri, fato esse que ao ser confeccionada a ata
deverá ser registrado. Assinam a ata o presidente, o secretário e o auditor.

9. DA PREMIAÇÃO

A dotação da Menção Honrosa de foto será de R$3.000,00 (três mil reais), antes
do desconto do imposto de Renda (IR). A dotação da Menção Honrosa de Repórter
Cinematográfico será igual. A dotação dos 4 (quatro) vencedores, 1 (um) por
categoria, será de R$ 12.500,00 (doze mil e quinhentos reais) brutos, antes do
desconto do Imposto de Renda (IR). Igualmente, a dotação do Prêmio Especial do
Júri será de R$ 12.500,00 (doze mil e quinhentos reais) brutos, antes do desconto
do Imposto de Renda (IR). Já a dotação do Grande Prêmio é de R$ 25.000,00
(vinte e cinco mil reais) brutos, antes do desconto do Imposto de Renda (IR).

Os prêmios serão pagos através de crédito em conta bancária cujo titular seja o
vencedor.

Os vencedores receberão também um troféu, e os finalistas, um certificado cada
um.

Todos os inscritos no PRÊMIO SEBRAE DE JORNALISMO receberão 1 (uma) assinatura semestral da Revista IMPRENSA para o ano de 2010, a partir do mês de abril de 2010.

10. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

O júri é soberano para decidir sobre casos omissos, e de sua decisão não caberá
recurso.

A publicação dos finalistas nacionais – 5 (cinco) por categoria – será feita pelo Portal IMPRENSA e da Agência Sebrae de Notícias no mês de abril de 2010, e terá ampla divulgação junto aos principais veículos de comunicação do país. A revelação dos vencedores e a entrega dos prêmios serão realizadas em maio de 2010.

fonte: http://portalimprensa.uol.com.br/premiosebrae/regulamento.asp

sábado, 28 de novembro de 2009

Rádio e Internet são líderes de credibilidade

Especialistas veem rádio e internet como aliados na liderança da credibilidade
Izabela Vasconcelos, de São Paulo

Pesquisa divulgada no começo deste mês mostra que o rádio e a internet lideram em credibilidade, na frente da TV, jornais impressos, revistas. Para especialistas nas duas mídias, o amadurecimento do público da web, a modernização e integração entre os dois meios são responsáveis pelo resultado.

O estudo Vox Populi, encomendado pela Máquina da Notícia, apontou que, em uma escala de 1 a 10, o rádio lidera em credibilidade com nota (8,21), quase empatado com a internet (8,20), seguidos por TV (8,12), jornal (7,99), revista (7,79) e redes sociais (7,74).

De acordo com o jornalista Alvaro Bufarah, pesquisador e coordenador do curso de pós-graduação em Produção e Gestão Executiva de Rádio da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), outra pesquisa do Instituto Marplan revela que o rádio se integra muito bem à internet. “O rádio é o meio que melhor se adapta às novas mídias, porque é um meio de companhia, que as pessoas usam pra se informar e entreter. A internet e o rádio se somam de forma ímpar. O rádio se potencializa ainda mais com a internet”, explica.

Pollyana Ferrari, especialista em mídias digitais, autora do livro “Jornalismo Digital”, concorda com Bufarah, e acredita no poder da integração das mídias. “O caso mais recente é o do apagão. O Twitter e o rádio que deram suporte o tempo inteiro, porque os brasileiros gostam de compartilhar e trocar informações, e isso atinge todas as classes. Esse é um case muito interessante”, destacou.

Para Bufarah, o uso de Twitter, torpedos SMS e blogs mostra que o rádio está se modernizando na interação com os ouvintes, mas ainda existe um problema de gestão em algumas emissoras, que nesse caso pode transformar a internet em concorrente. “A internet é uma gigantesca aliada, mas poucos empresários estão atentos a essa transformação. Há emissoras que não investem, têm sites ruins, aí a internet passar a ser um veículo de competição”.

Outro problema, segundo ele, é a administração das emissoras, que por serem muito tradicionais, acabam deixando de pensar como empresas, restringindo investimento em comunicação interna, planejamentos de marketing e carreira.

O especialista também acredita que a modernização do rádio abre espaço para a segmentação, com a criação de diferentes canais no rádio e na internet, o que permite acompanhar o perfil de cada público pela web e traz novas possibilidades para que o mercado publicitário invista nas rádios.

A confiança na internet
De mídia altamente criticada pela instantaneidade e pelo aspecto factual das notícias, a internet passou a encabeçar a lista de credibilidade dos meios de comunicação. Para Pollyana, três fatores explicam essa mudança de cenário. “De 2000 até hoje tivemos um amadurecimento do perfil do usuário, o crescimento da banda larga e o aprimoramento do jornalismo multimídia, que desde 2005 tem feito um trabalho muito interessante nos portais”, afirma.

Pollyana lembra que a web já foi muito criticada como meio de informação. “Sofremos durante muito tempo por criticarem o conteúdo dos meios online, mas agora os leitores perceberam que existe muita coisa boa nos portais". Com o avanço das novas mídias, a especialista aposta e defende o uso de outras plataformas pelas empresas, até mesmo na cobrança de conteúdo nas redes e mobile. “Poderia se fechar anúncios pelo Twitter e cobrar pelo pagamento de conteúdo diferenciado, mobile, um conteúdo diferente do impresso e dos sites. Eu pagaria por um conteúdo exclusivo”, conclui.

fonte: Jornal da Imprensa

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Jornal londrino usa conteúdo de blogs

Jornal gratuito em Londres usa apenas conteúdo de blogs

Londres ganhou um novo jornal gratuito, o The Blogpaper. Nem o conteúdo nem o processo de ediçao sao convencionais. O jornal é produzido com material de blogs e a ediçao é colaborativa - os blogueiros decidem o que vai entrar na ediçao impressa votando uns nos trabalhos dos outros. O co-fundador do projeto, Karl Jo Seilern, diz que a intençao é que o jornal continue sem um editor e que os leitores monitorem a qualidade do conteúdo. Noticia do Editors Weblog.

fonte: Blue Bus

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Palestra gratuita com Augusto Franco sobre Redes Sociais na UFRJ

Palestra "Como fazer para as Redes Sociais acontecer" com Augusto Franco, RJ

Na próxima segunda, dia 23, das 9h30m às 13h, o JPPS, o curso de extensão de
Jornalismo de Políticas Públicas Sociais oferecido pelo NETCCON-Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência.ECO.UFRJ, em convênio com a ANDI, e em parceria de realização com o SESC-Rio e seu projeto Redes Comunitárias, tem a alegria de receber para uma conversa Augusto de Franco, um dos maiores especialistas no Brasil na relação entre Redes Sociais e Democracia. Mais informações pelo e-mail evouriques@terra.com.br e pelo cel. 21.9205.1696.

A Palestra no JPPS -Jornalismo de Políticas Públicas Sociais, é uma realização NETCCON.UFRJ, ANDI e SESC-Rio. Entrada Gratuita!
Local: Auditório da CPM-ECO.UFRJ, Campus da Praia Vermelha, ao lado da piscina

Como fazer para as Redes Sociais acontecerem: um desafio para os "tecelões" da Democracia - Palestra de Augusto de Franco, que irá abordar temas como se segue.

"Embora a chamada ciência política ainda não tenha se dado conta da existência desse nexo conotativo entre rede social e democracia, a democratização está co-implicada no aumento da distribuição das redes sociais (e não na aposta no padrão organizativo centralizado ou multicentralizado da maioria das instituições políticas, públicas e privadas, como os partidos e os chamamos movimentos sociais, as corporações, os sindicatos, as associações ou outras formas tradicionais de arrebanhamento), o que significa enfocar e valorizar o cidadão desorganizado e conectado que compõe o imenso contingente da sociedade civil.

Para a democracia não se trata de sonhar com coisas ideais,irrealizáveis, e sim de mudar a forma como nos comportamos política e administrativamente em termos orgânicos. É bom repetir: trata-se de mudar a matriz de projetos, programas e ações governamentais e não-governamentais em todos os níveis. Tudo ou quase tudo que organizamos atualmente a partir do padrão-mainframe, pode ser reorganizado segundo um padrão-network. Quem faz netweaving faz, pois, democracia. Afinal, é necessário reconhecer que tinha razão o pioneiro das redes, Robert Muller, quando escreveu há mais de 20 anos: 'conforme caminhamos para o terceiro milênio, talvez a participação em networks se torne a nova democracia, um novo elemento importante no sistema de
governança, um novo modo de vida nas complexas e miraculosas condições globais do nosso estranho e maravilhoso planeta vivo, girando e circulando no universo prodigioso em uma encruzilhada de infinidade e eternidade'.

Os netweavers são os "tecelões" (para aproveitar uma expressão de Platão, no diálogo "O Político", que poderia ter sido feliz se não se referisse ao homem régio, possuidor da ciência régia da política) e os animadores de redes voluntariamente construídas. Na verdade, eles constroem interfaces para "conversar" com a "rede-mãe". Os netweavers não são necessariamente os estudiosos das redes, os especialistas em Social Network Analysis ou os que pesquisam ou constroem conhecimento organizado sobre a morfologia e a dinâmica da sociedade-rede. Os netweavers, em geral, são políticos, não sociólogos. E políticos no sentido prático do termo, quer dizer, articuladores políticos, empreendedores políticos e não cientistas ou analistas políticos."

Sobre o palestrante:

Augusto de Franco nasceu em 1950, no Rio de Janeiro. Foi membro do Comitê Executivo do Conselho da Comunidade Solidária, juntamente com Ruth Cardoso e Miguel Darcy e coordenador da AED -Agência de Educação para o Desenvolvimento. Elaborou várias tecnologias de desenvolvimento, como o DLIS -Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável, a Governança Solidária Local e o Pacto pela Democracia Local. É consultor da FIEP para a Rede de Participação Política do Empresariado, escritor, desenvolvedor de Nan Dai e netweavers da Escola-de-Redes. Publicou 16 livros sobre desenvolvimento, redes sociais e democracia, dentre os quais destacam-se "Capital Social", "A Revolução do Local" e "Alfabetização Democrática".

5o. Concurso Tim Lope de Investigação Jornalística

18/11/2009 - 11h11
Inscrições abertas para o 5° Concurso Tim Lopes de Investigação Jornalística

Estão abertas as inscrições para o V Concurso Tim Lopes de Investigação Jornalística, que tem como objetivo estimular a imprensa a ampliar e qualificar a cobertura sobre o abuso e a exploração sexual comercial de crianças e adolescentes.

Como nas edições anteriores, o tema do concurso é “Imprensa e sociedade aliadas no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes”. Podem participar repórteres, editores e chefes de reportagem de diferentes tipos de veículos (impresso, rádio, televisão, web e veículos comunitários ou alternativos), além de estudantes e professores de cursos de comunicação. Interessados deverão se inscrever até o dia 29 de janeiro de 2010.

Diferente de outras iniciativas na área do jornalismo, o Concurso Tim Lopes não premia reportagens já veiculadas. O projeto seleciona as melhores propostas de reportagem sobre o problema da violência sexual contra crianças e adolescentes, e oferece um apoio técnico e financeiro para sua realização. Ao final, os participantes recebem também um prêmio de R$ 3 mil.

O Concurso Tim Lopes de Investigação Jornalística é uma iniciativa da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI), da Childhood Brasil (Instituto WCF) e da Save The Children Suécia e conta com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O projeto é uma homenagem ao jornalista Tim Lopes, que foi assassinado por traficantes de drogas enquanto investigava casos de exploração sexual de adolescentes, em uma favela do Rio de Janeiro.

Novidade

Em sua 5ª edição, o Concurso traz uma grande novidade: a criação de categorias voltadas à participação de jornalistas que atuam em veículos de comunicação de países vizinhos.

Em sua versão regional, o Concurso conta com o apoio das organizações que integram a Rede ANDI América Latina na Argentina (Periodismo Social), no Paraguai (Global Infância) e no Uruguai (El Abrojo).

Sobre o apoio financeiro e a premiação

Os jornalistas que tiverem seus projetos selecionados pela comissão julgadora (formada por especialistas na temática da violência sexual e profissionais de comunicação) receberão uma bolsa de apoio para o desenvolvimento das reportagens, de acordo com a natureza do veículo no qual atuam (ver quadro abaixo).

CATEGORIA - Mídia Impressa - R$ 10.500,00

Rádio - R$ 10.500,00

TV - R$ 16.000,00

Mídia Alternativa - R$ 10.500,00

Especial - R$ 10.500,00 ou R$ 16.000,00*

* De acordo com o tipo de veículo vencedor: R$ 10.500,00 para Rádio, Mídia Impressa e Mídia Alternativa; e R$ 16.000,00 para TV

O vencedor de cada categoria recebe ainda o prêmio de R$ 3.000,00, após a veiculação da reportagem. Em caso de inscrição conjunta, a forma de divisão desse valor fica a cargo dos participantes.

Apoio técnico

Além do incentivo financeiro, o Concurso Tim Lopes também oferece o apoio de consultores especializados no tema, que ficam à disposição dos jornalistas para tirar dúvidas e orientar os profissionais durante a coleta de informações e produção das matérias.

Como participar

Os jornalistas, professores e estudantes interessados devem inscrever seus projetos por meio de um formulário específico que está disponível no site www.andi.org.br/timlopes. Eles devem apresentar sua Proposta de Pauta de forma detalhada, apresentando: justificativa, roteiro de produção da matéria ou série de reportagens, fontes de informação que serão ouvidas, previsão dos gastos que serão realizados (estimativa), entre outras informações. No site também está disponível o Regulamento completo do concurso.

Dica Tim Lopes

O livro O Concurso Tim Lopes – Um estudo de caso sobre a atuação da imprensa no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes mostra a trajetória desta iniciativa em suas quatro primeiras edições. Para além disso, a publicação resgata os caminhos das reportagens realizadas no âmbito do projeto e permite conhecer de perto o processo de construção de um noticiário de forte relevância social.

Ao longo do livro, os jornalistas vencedores do concurso relatam os dilemas éticos, os riscos e as adversidades que tiveram de superar durante a elaboração de suas reportagens. Apontam também para estratégias e técnicas que podem ser adotadas por profissionais que desejam aprimorar a cobertura da violência sexual em seus mais diferentes aspectos: o tráfico de crianças, a exploração sexual nas rodovias, o abuso sexual, a pornografia infantil, entre outros.

Mais informações no site do Concurso: www.andi.org.br/timlopes


Fonte: Envolverde/ANDI

Curso Prático de Telejornalismo TV Globo Brasília

Começam na segunda-feira, dia 23/11, as inscrições para o Curso Prático de Telejornalismo da editora da TV Globo/Brasília, Aliene Coutinho. Ministrado a cada dois meses desde junho de 2002, o curso já capacitou mais de 500 estudantes e jornalistas profissionais na área de televisão. Com 22 anos de experiência, desse total 19 anos na Globo, Aliene ensina aos alunos como fazer um texto e produção para tv, postura diante das câmeras, entonação e interpretação, com gravações de stand-ups, notas cobertas e matérias externas. Além de dicas de roupas e maquiagem para o vídeo. As aulas são de segunda a sexta, das 19 às 22 horas.27 horas/aula, com gravações de stand-ups, notas cobertas e externas As turmas têm vagas limitadas e são abertas a estudantes de comunicação e jornalistas. Ao final, os alunos recebem certificado e DVD com as gravações individuais.

Inscrições de 23 a 27 de novembro ( das 13h às 18:30h)

Data do curso: de 30/11 a 10/12, de sgunda a sexta
Horário: das 19 às 22 horas.
Local: Colégio Educar, na 712 norte.
Vagas limitadas.
Outras informações: (61) 3202-2739