Mostrando postagens com marcador imprensa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador imprensa. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Benin submerso

O blog de Shanta Devarajan, economista chefe do Banco Mundial da África, foi reconhecido pela ONU como uma das poucas mídias que deram publicidade ao estado calamitoso em que se encontra Benin por causa das enchentes no oeste da África.

Shanta foi solicitado pelo presidente do país para ajudar com as recentes inundações que deixaram metade do país embaixo de água. Porém, ele percebeu que tais problemas não haviam sido notados pelo resto do mundo. Nem mesmo a ONU havia divulgado os estragos causados em Benin. Agora as Nações Unidas estão se mobilizando para reconhecer o país como o mais afetado pelas chuvas.

Na capital Cotonou, Shanta observou toda a cidade submersa em águas sujas e poluídas, pois ali não há tratamento de esgotos. Pessoas vivendo em cima de telhados, casos de cólera entre outras doenças graves foram algumas das situações que ele testemunhou. A produção de alimentos do país foi completamente prejudicada semanas antes do período de colheitas e a bacia do rio Oueme foi a mais impactada.

O blog apresenta não só uma visão crítica e analítica da situação social da África no contexto mundial, mas também cumpre o papel de divulgar grandes desastres que fogem do foco das mídias, enquanto as pessoas em Benin lutam para sobreviver.

Acesse o blog: http://blogs.worldbank.org/africacan/blog

fonte: www.oeco.com.br

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O que aconteceu na Imprensa na década 2000-2009

Imprensa em 2000-2009





Digestivo nº 451 >>> A década de 2000 continuaria assistindo à migração do melhor jornalismo para o formato livro. E um dos destaques mais marcantes, nesse sentido, seria a coleção Jornalismo Literário, da Companhia das Letras, que nos brindaria com clássicos como Hiroshima, Fama e Anonimato e O Segredo de Joe Gould (entre outros). Tom Wolfe, da mesma turma, continua em evidência na década, começando com Ficar ou não ficar. E até E.B. White ressurgiria, prevendo o 11 de Setembro... Entre os jornalistas brasileiros, marcariam a década os lançamentos de Joel Silveira (na mesma coleção da Companhia das Letras), Ruy Castro (com Carmen e muitos outros livros) e Elio Gaspari (com sua coleção sobre a ditadura militar). Na linha monstros sagrados, Ziraldo tentaria reviver o Pasquim (com OPasquim21), mas quem conseguiria o feito seriam Sérgio Augusto e Jaguar com as respectivas antologias pela editora Desiderata. Ivan Lessa apareceria mais em livro, até com Mario Sergio Conti. E Paulo Francis continuaria assombrando – no bom sentido – a década de 2000. Desde os 5 e 10 anos de sua morte até uma editora com o seu nome, até um perfil assinado por Daniel Piza (até um documentário, recentemente). Na ala das revistas, a Cult mudaria de mãos, a Trip mostraria longevidade e a Piauí chamaria a atenção (junto com a Serrote). Os jornais, depois de heróica resistência, confirmariam a previsão de Philip Meyer e começariam a morrer, solenemente, na década dos 2000 – como destaque para a Gazeta Mercantil, a Gazeta Esportiva, a Tribuna da Imprensa e a longa agonia do Jornal do Brasil... E, no mundo, alguns dos principais veículos prefeririam não ser mais chamados de “jornais”, como o Guardian; tendo a crise do formato se abatido até sobre o New York Times. Confirmariam o óbito, ainda, revistas como a Economist, a Time e a New Yorker... A internet e o jornalismo feito nela, em compensação, se desenvolveriam – tendo como uma de suas principais bíblias o livro We the Media, de Dan Gillmor (e, pasmem!, a Wikipedia). Para completar, o STF acabaria com a obrigatoriedade do diploma (para se exercer a profissão); e o mesmo Guardian convocaria blogueiros para trabalhar (sem exigir sequer experiência em jornalismo). Nos anos 2000, os jornalistas virariam commodity (como alguém previu)... E, na década de 2010, não será a blogosfera que vai ameaçar os grandes veículos, mas, sim, a “statusfera”...

fonte: http://www.digestivocultural.com por
Julio Daio Borges