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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

4. MediaOn - Seminário Internacional de Jornalismo Online

*O novos caminhos do jornalismo: o que a audiência quer consumir e como?*

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*Data: de 9 a 11 de novembro*

*Local: Itaú Cultural - Av. Paulista, 149 - São Paulo/SP*

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O jornalismo online volta a ser tema de encontro internacional realizado
pelo *Itaú Cultural *e *Terra*, com apoio da *CNN *e da *BBC Brasil*. Nesta
4º edição, o MediaOn debate os novos caminhos do jornalismo com
profissionais das principais mídias eletrônicas e impressas e especialistas
do exterior, e procura responder o que a audiência quer consumir e de que
modo. Como gigantes da mídia mantém o espírito de inovação em suas redações
tradicionalmente originárias da velha mídia? Como as interfaces dos
“gadgets” afetam a produção e o consumo de notícias?

Essas e outras questões serão debatidas durante o 4º Media On, de 9 a 11 de
novembro, no Itaú Cultural. Serão oito painéis que reúnem profissionais
brasileiros e internacionais para compartilhar suas experiências com as
novas mídias. De Susan Grant, vice-presidente executiva da CNN News Services
e Aron Pilhofer, editor de interatividade do New York Times aos
coordenadores de campanha na internet dos presidenciáveis, Dilma e Serra.

O evento também será transmitido em tempo real no sitewww.mediaon.com.br.
Acesse e confira maiores detalhes.

*Programação*

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*1º DIA - **terça, 9 novembro***

*Abertura / “Super Session”* [evento fechado ao público]

*19h30 às 21h30*

Tema da super session: Como gigantes da mídia - CNN e New York Times -
mantém o espírito de inovação em suas redações tradicionalmente originárias
da velha mídia e, no meio da batalha, garantem que enfrentam os competidores
corretos na briga pela audiência.

Oradores:
*Susan Grant*, vice-presidente executiva da CNN News Services, divisão da
CNN WorldWide que engloba as atividades digitais da empresa e seus negócios
com afiliados. Susan é membro do Comitê Executivo da CNN e conta em seu
portfólio com o site CNNMoney.com, o serviço CNN Mobile e o portal CNN
iReport, uma comunidade de notícias geradas pelos usuários.

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*Aron Pilhofer*, editor de interactive news do New York Times e gestor da
equipe de jornalistas responsável pelos aplicativos usados em reportagens
online do periódico. Também é co-fundador da “DocumentCloud.org”, um projeto
concebido para facilitar o acesso, pesquisa e análise de documentos.

Mediador: *a confirmar*
*
Atividades do 4º MediaOn abertas ao público*

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*2º DIA - quarta, 10 novembro - PAINÉIS DE DEBATE *[todos os painéis são
abertos ao público]**

*Painel 1 –- quarta, 10*

*9h30 às 11h*

*Computadores tablet, e-readers e smartphones: Como inovar e produzir
conteúdo no mundo digital. *

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- Mediador: *Andre Deak*, jornalista multimídia

- Debatedor: *Alberto Cairo*, diretor de infografia e multimídia na revista
Época e* Pablo Mancini*, Jornalista, gerente de Serviços Digitais do Grupo
Clarín, Professor do Master de jornalismo Digital da Universidade Mayor do
Chile e autor do blog *amphibia.com.br*

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*Painel 2 –- quarta, 10*

*11h30 às 13h*

*Eleições 2010 e a internet - Um balanço dos resultados*

Coordenadores de Internet dos principais candidatos à presidência mostram
resultados e discutem a primeira eleição brasileira sob o efeito intenso das
redes sociais.

Mediador*: Heródoto Barbeiro* – jornalista da CBN/ TV Cultura de São Paulo

Debatedores: *Marcelo Branco*, Dilma Roussef (PT); *Caio Túlio Costa*,
Marina Silva (PV) e *Soninha, *José Serra (PSDB)

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*Painel 3 - quarta, 10*

*15h30 às 17h*

*Anunciantes valorizam conteúdo ou audiência? *

Gigantes da Mídia, conteúdos amadores, profissionais e redes sociais: quem
ganha e quem perde no jogo da publicidade.

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Mediador*: Paulo Castro, *Diretor Geral do Terra Brasil

Debatedores: *João Batista Ciaco*, diretor de Publicidade e MKT de
Relacionamento da Fiat; *Carlos Werner*, Sansung; *Abel Reis*,* *presidente
da AgênciaClick e *Sérgio Valente, *Presidente da DM9

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*Painel 4 - quarta, 10*

*17h30 às 19h*

*Quem pauta quem e quem consome o quê? - mídias sociais x sites de
jornalismo: a caça do furo e do leitor*

Mediador*: Silvia Bassi*, IDG Brasil, Publisher

Debatedores: *Matthew Eltringham*, um dos principais especialistas de mídias
sociais da BBC; *Julian Gallo,* Jornalista argentino especializado em temas
tecnológicos e consultor de meios interativos, editor do blog Mira!

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*3º Dia - **quinta, 11 novembro***

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*Painel 5 - quinta, 11*

*9h30 às 11h*

*O humor e o jornalismo digital*

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Mediador*: Benjamin Back*, apresentados do Estádio 97 e blogueiro do Lance

Debatedores: *Maurício Ricardo*, Charges.com.br
<http://charges.com.br/> ; *Antonio
Pedro Tabet*, Kibe Loco

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*Painel 6 –- quinta, 11*

*11h30 às 13h*

*Redações integradas: a convergência em números e qualidade*

Executivos de grandes meios de comunicação brasileiros mostram como foi
feita a convergência com o mundo digital em suas redações e discutem
resultados e o futuro.

Mediador:* Leão Serva*, diretor de redação, Diário de São Paulo.

Debatedores:* Sergio Dávila*, editor-executivo, Folha de São Paulo e *Ricardo
Gandour*, Diretor de conteúdo, Grupo Estado.

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*Painel 7 - quinta, 11*

*15h30 às 17h*

*O novo consumidor de informação - Usuários mostram em tempo real como se
relacionam no mundo digital *

O fenômeno das redes sociais no Brasil e no mundo: que tipo de informação
nossos jovens consomem e como eles chegam até ela.

Mediador:* Renata Simões* – Jornalista, foi repórter do Vídeo Show (Globo) e
apresentadora do programa Urbanos (Multishow). Hoje apresenta o programa
“Creators Project” na Fashion TV.

Debatedores*: Juliana Sawaia (IE) *– Gerente de Inteligência de Mercado no
IBOPE MÍDIA. *Os demais debatedores desta mesa são jovens consumidores da
internet*: *Alyne Spioni* Jovita (22 anos, estuda Administração de Empresas
na Faculdade Sumaré e trabalja como auxiliar) e *Felipe Sant´ana *(22 anos,
não estuda. É analista de RH).

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*Painel 8 -– quinta 11*

*17h30 às 19h*

*Estrelas de vídeos web: sucesso relâmpago ou os novos comunicadores? *

Como produzir conteúdo em vídeo na Internet, conquistar audiência e virar um
meio de comunicação e um negócio.

- Mediador*: Marcelo Tas,* apresentador do programa CQC

- Debatedores*: Joe Penna – Mystery Guitar Man - o homem misterioso do
violão *(vídeo call)*, *paulista de 22 anos, há dez mora nos EUA. Ele largou
a faculdade de medicina para se dedicar a fazer vídeos para a internet; *PC
Siqueira*, videologger “Mas Poxa Vida” - MTV* *e *Pablo Peixoto - *"Um dia
de Fúria"

*Como paticipar*

- As pessoas que enviarem e-mail para
itaucultural@comunicacaodirigida.com.br solicitando cadastro para os Painéis
MediaOn, nos dias 10 e 11 de novembro, terão seus nomes relacionados em
listas na recepção do Itaú Cultural e deverão retirar os ingressos 40
minutos antes do início da atividade. Após esse período, a entrada será
livre e todos estarão sujeitos à lotação do teatro (247 lugares).

- *Prazo de envio de e-mails:* 29 de outubro, sexta-feira.

- Na mensagem o interessado deverá mencionar*:* nome completo, e-mail,
atividade que exerce e telefone.
- Aqueles que comparecerem em, no mínimo, 6 (seis) painéis terão direito a
certificado.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Chomsky e a Manipulação Midiática

CHOMSKY E AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA

O lingüista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”.


2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.


3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.


4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.


5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê?“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…


7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.


8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…


9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!


10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.