sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Artista Plástico do Ano

Concurso Cultural “Artista Plástico do Ano”

O concurso foi prorrogado até o dia 20 de novembro.
O resultado será divulgado no dia 25 de novembro.

Localizado em Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte, o Instituto Cultural Inhotim foi fundado em 2002 e possui um dos mais destacados acervos de arte contemporânea no país. As obras de importantes artistas, como Hélio Oiticica, Rivane Neuenschwander e Cildo Meireles, são expostas no instituto a céu aberto ou em galerias temporárias e permanentes, que se distribuem por um Jardim Botânico que recebeu, em sua idealização, sugestões do paisagista Burle Marx.

Um leitor de BRAVO! poderá conhecer Inhotim participando do concurso cultural “Artista Plástico do Ano”, idealizado por BRAVO! e pelo Bradesco Prime. Basta responder em até 200 caracteres a pergunta “Qual artista plástico mais se destacou no último ano? Por quê?”. O vencedor ganhará uma viagem de 2 (dois) dias e 1 (uma) noite para Brumadinho (MG), para conhecer o Instituto Inhotim, com direito a um acompanhante. Envie até o dia 20 de novembro o texto para o endereço de e-mail concultbravo@gmail.com. No corpo do e-mail, escreva seu nome e endereço completos (cidade, estado, CEP, endereço, número, bairro e telefone).

Regulamento pode ser acessado no site http://bravonline.abril.com.br/premio-bravo/2010/concursos/inhotim/regulamento.shtml#topo


Obra True Rouge, de 1997, do artista plástico pernambucano Tunga, está exposta em uma galeria de Inhotim

Obra Magic Square, de 1978, do artista plástico carioca Helio Oiticica está exposta em um dos jardins de Inhotim.
Crédito: André Mantelli

Obra Narcissus Garden Inhotim, de 2009, do japonês Yayoi Kusama flutua sobre o espelho d'água do instituto.
Crédito: Pedro Motta

Compras sustentáveis no Bazar S.O.S. Mata Atlântica






A Fundação SOS Mata Atlântica realiza no dia 6 de novembro (sábado), das 9h às 17h, mais uma edição de seu bazar em sua sede paulistana. Quem aposta em produtos sustentáveis vai encontrar boas ideias para compras, além de se divertir com apresentações e participar de oficinas gratuitas para todas as idades. Toda a família pode participar.


Estarão disponíveis os produtos da loja virtual e ainda algumas ofertas especiais, como canecas, mochilas, camisas pólo, jaquetas esportivas, camisetas em algodão confeccionadas com fios de garrafa pet, dentre outros.


O bazar também conta com oficinas sobre arte e moda em reciclagem, abertas ao público. A artista Consuello Matroni, realizadora de desfiles com roupas recicladas e de trabalhos especiais sobre o tema, vai ensinar a fazer pulseiras e colares utilizando materiais recicláveis como frascos de amaciantes. Já a artista plástica Naná Hayne fará uma demonstração da produção de joias com lixo eletrônico. Ambas estarão com suas peças (roupas e acessórios) à venda no bazar.


Haverá uma apresentação musical com Adriano Gregório, que irá tocar seus instrumentos feitos com materiais inusitados retirados do lixo. Além disso, a ONG Aldeia do Futuro conduzirá uma oficina sobre vasinhos em jornal e o projeto Joias do Bem ensinará a fazer móbilis a partir de garrafa Pet. Os produtos dessas duas iniciativas também estarão à venda.


E para conhecer desde já os produtos da SOS Mata Atlântica, basta acessar a loja da ONG, em www.sosma.org.br/loja. Ao adquirir os produtos da Fundação, você colabora com as ações e projetos da ONG, contribuindo com a conservação de um dos Biomas mais ricos e ameaçados do planeta e o mais ameaçado do País.


Mais informações sobre o bazar no email produtos@sosma.org.br.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Tudo o que você não queria saber sobre alface e tomate

Quando contaminados por agrotóxicos, alface e tomate são vilões da saúde, foto: An& e Terry Davies

Na salada mais básica não costuma faltar a dupla alface e tomate. Além de saborosos, o primeiro é rico em ferro e fibras, enquanto o vermelhinho dá show de antioxidantes, contendo grande concentração de licopeno, vitaminas A e B, postássio, ácido fólico e cálcio. É nativo das américas, onde já era cultivado por incas, maias e astecas, mas dá pinta de italiano: é um dos ingredientes básicos da chamada dieta mediterrânea. Tudo estaria ótimo, não fossem afetados pelo mau uso de agrotóxicos.

De acordo com o último levantamento da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), ficaram com as posições pouco honrosas de 8º e 9º lugar entre os dez alimentos com maior chance de conter agrotóxicos banidos ou em excesso. Dois agrotóxicos perigosos foram encontrados no tomate: o endossulfan e o metamidofós, este último também identificado nas amostras de alface. Essas substâncias estão relacionadas ao aparecimento de câncer, distúrbios hormonais e problemas no aparelho reprodutor e no desenvolvimento embriofetal. Por isso, elas já foram proibidas em vários países, o que levou a Anvisa a recomendar o seu banimento também no Brasil.

O Brasil é o principal destino de agrotóxicos proscritos no exterior. Segundo o cronograma do governo, as importações do endossulfan serão proibidas a partir de 31 de julho de 2011, mas o uso e a venda desse produto em território nacional só deve ser totalmente banida até julho de 2013. Já a proibição do metamidofós ainda está em avaliação.

O consumo de alimentos orgânicos é uma opção para evitar intoxicações por essas e outras substâncias. A única desvantagem é que eles são bem mais caros que os tradicionais. Em um supermercado da região oeste de São Paulo, um pé de alface convencional custa R$0,59 enquanto o orgânico sai por R$2,24 – 3,7 vezes mais caro. Para o tomate, os números são, respectivamente, R$1,89 e R$11,98 – ou uma diferença de 6,3 vezes. Entretanto, segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), é preciso fazer cotação de preços, porque de acordo com um levantamento da organização os orgânicos são mais baratos em feiras do que em supermercados. A diferença, dependendo da região do país, pode chegar até 250%.

Quem não quiser gastar mais, deve tomar alguns cuidados. Uma dica é evitar comprar alimentos lisinhos e perfeitos, pois nem sempre o que é mais bonito é o mais saudável. Também não adianta deixá-los de molho em vinagre, limão ou bicarbonato de sódio. O ideal é diluir uma colher de sopa de água sanitária em um litro de água, deixá-los submersos por 5 minutos, enxaguando bem em seguida. Mas, antes de fazer isso, é preciso resfriar o fruto ou a verdura por duas horas pois, quando esses produtos se encontram na mesma temperatura da água, eles a absorvem, levando junto os agrotóxicos que se encontram em sua casca. (veja o vídeo abaixo).




Por Lúcia Nascimento, em 28.10.10 (O Eco)

Estágio na Editora Globo - inscrições abertas

A Editora Globo está com as inscrições abertas para o Programa de Estágio
Novos Talentos 2011. São 22 vagas para estudantes que vão cursar o último ou
penúltimo ano em 2011, nas áreas de jornalismo, design, marketing,
administração, publicidade e propaganda, tecnologia de informação e ciências
contábeis.

As inscrições podem ser feitas até 30 de novembro por meio do site
www.editoraglobo.com.br


O processo seletivo será realizado em três etapas: triagem e provas -
realizadas pela consultoria MBA Empresarial; dinâmica de grupo - realizada
na Editora Globo com a participação dos gestores das áreas e RH; e
entrevista individual. O programa terá início em 17 de janeiro, com duração
de dois anos.

A remuneração será de R$ 1.050 por mês (valor atual e sujeito a reajuste) e
os escolhidos terão direito também a recesso remunerado, vale transporte ou
estacionamento no local, refeição e seguro de vida. Para os estudantes de
jornalismo, é oferecido um rodízio entre as redações, o que permite que o
estudante tenha uma experiência mais ampla conhecendo diversos temas e
processos.

O Programa de Estágio Novos Talentos da Editora Globo existe há mais de 10
anos. Ele oferece palestras e oficinas para o desenvolvimento da
qualificação dos estudantes, monitoria de profissionais seniores e avaliação
de desempenho a cada quatro meses. Em média, 60 % dos profissionais que
participam continuam na Editora Globo após o término do programa.

Abertas as inscrições para o 3. Prêmio ESMPU de Jornalismo Universitário

A Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) abriu nesta
quarta-feira, 27 de outubro, o prazo de inscrições para o *3º P**rêmio ESMPU
de Jornalismo Universitário*. A iniciativa vai reconhecer as melhores
matérias e reportagens sobre qualquer um dos quatro ramos do Ministério
Público da União (MPU) produzidas por estudantes de jornalismo e publicadas
em mídias laboratório de instituições de ensino superior públicas ou
privadas. Dez trabalhos serão premiados: o primeiro e o segundo colocados de
cada região do país serão contemplados com R$ 5 mil e R$ 3 mil,
respectivamente. No total, serão distribuídos quarenta mil reais em
premiação.

O objetivo do prêmio é estimular a produção de matérias sobre a atuação dos
quatro ramos do MPU (formado pelos Ministérios Públicos Federal, do
Trabalho, Militar e do Distrito Federal e Territórios) e, com isso,
esclarecer o público sobre o trabalho da instituição. Apoiam a iniciativa a
Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação
(Intercom), o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub), o
Sindicato de Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJP-DF), a Band
Brasília/Band News FM e a Rede Record Brasília.

Para concorrer, as matérias devem ter sido produzidas por estudantes
regularmente matriculados em cursos de jornalismo. A veiculação em mídias
laboratório (jornal impresso, rádio, televisão ou jornal *on-line*) mantidas
pela instituição de ensino também é necessária. Os trabalhos podem ser
feitos em grupo ou individualmente. É obrigatório que os trabalhos tenham
sido produzidos e veiculados em 2010.

Os vencedores serão escolhidos segundo critérios como atualidade e gancho
jornalístico, relevância do tema, profundidade da abordagem, qualidade
técnica da forma e do conteúdo, abordagem correta e esclarecedora sobre o
trabalho de qualquer um dos ramos do MPU, entre outros. O resultado será
divulgado em fevereiro de 2011. Esta é a terceira edição do prêmio,
realizado pela primeira vez em 2008 como parte das comemorações dos dez anos
da ESMPU. No ano passado, 11 trabalhos concorreram à premiação.

Os interessados em participar devem acessar a ficha de inscrição no endereço
www.esmpu.gov.br/premiojornalismo. A seguir, basta enviar pelos Correios a
ficha impressa e o material a ser analisado pela comissão julgadora. As
inscrições estão abertas até o dia 21 de janeiro de 2011, e o material deve
ser endereçado à Assessoria de Comunicação da Escola Superior do Ministério
Público da União (ESMPU), Avenida L2 Sul, quadra 603/604, Lote 23, CEP
70200-640, Brasília (DF). O regulamento do prêmio traz as regras completas
de envio do material. Para fins de inscrição, será considerada a data de
postagem do envelope.

Mais informações podem ser obtidas no *hot site *do
Prêmioou com a Assessoria
de Comunicação da ESMPU, pelo telefone (61) 3313-5132 e
pelo *e-mail* ascom@esmpu.gov.br.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Benin submerso

O blog de Shanta Devarajan, economista chefe do Banco Mundial da África, foi reconhecido pela ONU como uma das poucas mídias que deram publicidade ao estado calamitoso em que se encontra Benin por causa das enchentes no oeste da África.

Shanta foi solicitado pelo presidente do país para ajudar com as recentes inundações que deixaram metade do país embaixo de água. Porém, ele percebeu que tais problemas não haviam sido notados pelo resto do mundo. Nem mesmo a ONU havia divulgado os estragos causados em Benin. Agora as Nações Unidas estão se mobilizando para reconhecer o país como o mais afetado pelas chuvas.

Na capital Cotonou, Shanta observou toda a cidade submersa em águas sujas e poluídas, pois ali não há tratamento de esgotos. Pessoas vivendo em cima de telhados, casos de cólera entre outras doenças graves foram algumas das situações que ele testemunhou. A produção de alimentos do país foi completamente prejudicada semanas antes do período de colheitas e a bacia do rio Oueme foi a mais impactada.

O blog apresenta não só uma visão crítica e analítica da situação social da África no contexto mundial, mas também cumpre o papel de divulgar grandes desastres que fogem do foco das mídias, enquanto as pessoas em Benin lutam para sobreviver.

Acesse o blog: http://blogs.worldbank.org/africacan/blog

fonte: www.oeco.com.br

Força dos ventos gera energia

Com queda no preço da energia eólica, projetos do setor vão multiplicar por sete a capacidade instalada no Brasil até 2013

Era uma manhã de verão na praia de Taíba, a 55 quilômetros de Fortaleza (CE). Não é possível descrever com exatidão a paisagem naquele início dos anos 90, mas com certeza ventava. Vindo de Sorocaba, o engenheiro mecânico Pedro Vial atravessou as dunas de buggy, fincando hastes de metal na areia - dez ao todo. "De longe, parecia um campo de golfe", lembra. Mas era a pedra fundamental da primeira usina comercial de energia eólica no País.

As hastes provisórias indicavam o lugar onde mais tarde seriam instalados dez cataventos mais altos que o Cristo Redentor, no Rio. Ali, de frente para o mar, eles teriam de gerar 5 megawatts (MW) por hora - o suficiente para abastecer 100 mil residências em um ano. Vial conhecia pouco, ou quase nada, de usinas eólicas. Mas tinha acabado de ser apresentado a um empresário alemão, perito no assunto, que vislumbrou, antes de muitos, o potencial brasileiro.

Aloys Wobben, dono da Enercon, uma das maiores fabricantes de aerogeradores do mundo, incumbiu o engenheiro de Sorocaba de iniciar a operação no Brasil. "Quando comecei a oferecer nossos projetos para governos e concessionárias, parecia que eu estava recitando poesia, era coisa de desocupado", lembra Vial.

A usina de Taíba entrou em operação em janeiro de 1999. Desde então, a multinacional alemã, aqui chamada Wobben Windpower, ergueu 16 usinas no Brasil. Na porta da sala do engenheiro, uma mensagem impressa em papel sulfite dá noção do que foram esses últimos anos e do que vem pela frente: "Depois que o tigre é morto, todo mundo é caçador." Após uma década, explorando praticamente sozinha o mercado nacional, a empresa terá de disputar o tigre com os primeiros concorrentes. Eles estão chegando de todas as partes do mundo para explorar os ventos que sopram no País.

Alguns já fincaram suas bandeiras em território nacional e estão com a produção a plena carga, como a argentina Impsa e a americana GE. A francesa Alstom vai inaugurar sua unidade na Bahia em 2011. A corrida para abocanhar uma fatia do mercado conta ainda com a espanhola Gamesa, a indiana Suzlon, a dinamarquesa Vestas e a alemã Siemens. Multinacionais coreanas e chinesas podem engrossar o time, ávido por novos projetos, resguardadas pelo marco regulatório do setor aprovado em 2005.

A efervescência no setor é recente. Tem pouco mais de um ano. Antes disso, o preço da energia eólica era inviável para a realidade brasileira. Mas os ventos mudaram e os projetos deixaram de fazer parte da ideologia dos ambientalistas para virar alternativa de abastecimento energético do País. O crédito e o planejamento do governo federal possibilitaram o ganho de escala necessário para a redução dos custos.

Virada. Com a crise internacional, o consumo de energia recuou no mundo todo e os projetos de novas usinas foram paralisados, deixando as fábricas de equipamentos com a capacidade ociosa elevada, principalmente nos Estados Unidos e na Europa. Como o Brasil saiu rapidamente da crise e o consumo de energia passou a crescer 12% ao ano, os fabricantes globais se voltaram para o País.

O interesse cada vez maior das multinacionais pelo mercado brasileiro se refletiu diretamente nos preços da energia, que surpreenderam até os mais otimistas do setor no primeiro leilão de eólicas, em dezembro de 2009. Em média, os valores ficaram em R$ 148 o megawatt/hora (MWh) - um ano antes, custavam mais de R$ 200. Oito meses depois, o improvável ocorreu: o preço recuou para R$ 130 - mais baixo que os das tradicionais pequenas centrais hidrelétricas e das usinas de biomassa.

Na prática, os leilões representam a construção de 161 unidades até 2013. Hoje, são 45. A capacidade instalada vai crescer até sete vezes no período, saindo dos atuais 700 MW para 5.250 MW - resultado de uma montanha de investimentos, da ordem de R$ 18 bilhões, segundo o presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (AbeEólica), Ricardo Simões.

Perspectiva. A formação desse plano de investimentos e a expectativa de leilões regulares de energia eólica ajudaram a reforçar a aposta estrangeira no País. "O Brasil está se preparando para ter 20% de energia eólica até 2020?, diz Arthur Lavieri, que há dois meses assumiu o controle da Suzlon. A multinacional anunciará até novembro o nome da cidade, no Ceará, que vai receber sua fábrica de aerogeradores. Será a única nova unidade do grupo até 2011. "Brasil, Índia e China são os três maiores mercados eleitos pela Suzlon", diz.

Bem antes de se decidir pelo investimento, porém, a Suzlon já experimentava os retornos do mercado brasileiro: 47% da energia eólica do País são produzidos com equipamentos da companhia. No passado, as máquinas eram importadas. Agora, tudo será feito com mão de obra nacional - a fábrica terá capacidade para produzir até 600 pás e 500 MW de turbinas por ano.

A Siemens, referência mundial na produção de turbinas para hidrelétricas, também corre para conquistar uma fatia do mercado. Para estrear na produção de geradores eólicos no Brasil, a alemã planeja uma nova fábrica no Nordeste. A alternativa da gigante GE foi fazer um "puxadinho" na sua unidade em Campinas para atender os contratos firmados no primeiro leilão de energia eólica, no fim de 2009.

Na ocasião, foram contratados 300 aerogeradores, com capacidade em torno de 450 MW. No segundo leilão, ela conquistou outra leva de pedidos, que somam quase 500 MW. A demanda elevada já mudou os planos da empresa, que estuda quatro locais para instalar uma nova fábrica, inclusive no Nordeste. Esta também foi a região escolhida pela Impsa, que construiu uma unidade em Pernambuco, com capacidade para produzir 600 MW por ano em turbinas.

Investidores. Todos esses fabricantes de equipamentos firmaram pré-contratos com os investidores que participaram dos leilões e que vão construir as usinas. Uma das empresas que mais fecharam negócios nos últimos dois leilões é a brasileira Renova. Com dez anos de mercado, ela fatura hoje R$ 37 milhões. Até 2013, esse valor vai quase multiplicar por dez com os novos contratos. A espanhola Iberdrola também teve forte participação nas disputas e já encomendou equipamentos da fabricante Gamesa, que tem planos de abrir fábrica na Bahia.

Para a pioneira Wobben, tantos concorrentes devem representar um recuo na participação no mercado, de 50% para 35%. Mas Pedro Vial parece tão hipnotizado com as perspectivas do setor que tem deixado a preocupação com os novos competidores em segundo plano. A multinacional fabrica em média 20 aerogeradores por mês. São peças gigantes: só as pás pesam 6,5 toneladas cada uma e, os geradores, outras 61 toneladas. Até 2009, 80% das máquinas eram vendidas para o exterior. Aos poucos, as usinas brasileiras têm ganhado mais espaço no portfólio da empresa. Em 2010, as exportações já caíram para 60%. No ano que vem, não devem passar de 15%.

Perto da Wobben, em Sorocaba, está instalada outra gigante do setor, a Tecsis, segunda maior fabricante de pás do mundo. A empresa fundada por engenheiros do Centro de Tecnologia Aeroespacial de São José dos Campos tem dez unidades de produção. Em 15 anos de existência, todas as 30 mil pás produzidas foram exportadas. Não havia nenhuma pá da Tecsis girando em usinas brasileiras até o início deste mês, quando os equipamentos foram inaugurados num parque eólico da Impsa.

"Já tive a oportunidade de ver nossas pás em operação no Japão, nos EUA, na Europa, e era uma frustração não vender para o Brasil", diz o presidente da Tecsis Bento Koike. "Nossos clientes não olhavam para esse mercado, porque não interessava." Agora, a situação mudou. Cerca de 85% dos projetos contratados nos dois leilões terão pás da Tecsis. Para atender à demanda brasileira, a empresa vai montar uma fábrica no complexo industrial de Suape, em Pernambuco.