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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

YOUTUBE completa cinco anos no ar

YouTube completa cinco anos no ar com 1 bilhão de vídeos assistidos por dia

As novidades que bombardeiam a internet a cada dia fazem parecer que o YouTube existe há muito mais tempo do que apenas cinco anos no ar. No dia 15 de fevereiro de 2005, foi registrado o domínio youtube.com, que passou a funcionar definitivamente ainda naquele ano e rapidamente se tornou um dos sites mais acessados do mundo. De acordo com o ranking da Alexa, empresa que monitora o tráfego de páginas ao redor do globo, ele é o quarto colocado, só perdendo para Google, Facebook e Yahoo, respectivamente. No Brasil, é o sexto, atrás de dois endereços do Google (google.com e google.com.br), do Orkut, do portal UOL e do Bing, serviço de busca da Microsoft.

Criado pelo trio Chad Hurley, Steve Chen e Jared Karim, então ex-funcionários do sistema de transações online PayPal, o site que começou como um sistema de compartilhamento de vídeos e se tornou símbolo do conceito de web 2.0, onde os usuários são os principais geradores de conteúdo. Hoje, o YouTube é praticamente uma biblioteca global da televisão. É fácil encontrar de tudo lá: desde videoclipes de qualquer banda até programas que saíram do ar há décadas. Mais do que isso, o serviço de vídeos online traz algumas das pessoas mais poderosas do mundo como clientes. O site já ofereceu exclusivamente uma coletiva com Barack Obama, um show da banda irlandesa U2 e até mesmo uma missa do Papa Bento XVI.

Hoje, os usuários do YouTube assistem a 1 bilhão de vídeos por dia. A quantidade de conteúdo gerada também é assombrosa: 20 horas de vídeo são recebidas pelo site a cada minuto. Com tanta gente assistindo e compartilhando vídeos, a oportunidade de faturar com publicidade é imensa. Assim, fica fácil entender porque o Google se apressou tanto para adquirir a empresa em novembro de 2006, pouco antes do segundo aniversário, por US$ 1,65 bilhão.

Hoje, o principal desafio do YouTube ainda é o mesmo daquela época: desenvolver um modelo lucrativo para seus compradores. A empresa não divulga números, mas o gasto não é pequeno, se levarmos em conta apenas o enorme tráfego de dados dos vídeos. De acordo com estimativas da revista Forbes, a renda do serviço de vídeos foi de US$ 200 milhões em 2008, e US$350 milhões ano passado. Pouco, considerando o tamanho do Google e a quantia investida.

Até agora, a principal estratégia do YouTube tem sido se aliar a parceiros. Sejam eles grandes como as gravadoras Universal, Warner, Sony e os canais de televisão CBS e NBC, ou usuários comuns com vídeos muito acessados, com os quais o YouTube compartilha parte da renda gerada pelos anúncios, por meio do Google AdSense. No ano passado, a empresa estendeu o programa de parcerias a todos os usuários cujo vídeo fique popular do dia para a noite.

Em ambos os casos, a intenção é lucrar com a possibilidade de atingir públicos específicos. Neste caso, o YouTube também funciona como rede social. "Se você levar em conta esse poder de fazer pessoas conversarem pelo vídeo, podemos entender porque somos a comunidade ideal para as pessoas encontrarem o conteúdo de seu interesse", diz o gerente de comunicação na AméricaLatina, Ricardo Blanco.

Ao ficar do lado dos principais grupos midiáticos, o YouTube também contornou um dos principais problemas: o excesso de material publicado ilegalmente. Em 2007, a Viacom, conglomerado que abrange Paramount e MTV, exigiu US$ 1 bilhão e a retirada do ar de 100 mil vídeos.

Celebridades

O principal impacto social do YouTube na internet foi o enorme potencial de dar fama a pessoas comuns. Quando o serviço começou a popularizar no Brasil e no mundo, vídeos muito acessados lançaram à categoria de 'celebridades da internet' a um ritmo muito mais rápido do que acontece com blogs e redes sociais.

São pessoas como o ator brasiliense Guilherme Zaiden, 21 anos. Em 2006, ele ficou conhecido por uma série de vídeos com personagens satirizando diversos estereótipos. O mais visto, Confissões de um emo (http://migre.me/jST3), teve mais de 1 milhão de acessos. Hoje, supera 5 milhões. De pessoa comum, chegou a ser reconhecido na rua e dar autógrafos. Os vídeos também renderam frutos para a sua carreira. Ele passou uma temporada em grupos de comédia de São Paulo, com direito a ponta em Caminho das índias.

De volta a Brasília, ele ingressou no curso de artes cênicas da UnB. Ele credita o sucesso ao fato de ter sido um dos pioneiros do YouTube, quando o site ainda não era muito conhecido. "Comecei a entrar no YouTube quando não era nem um pouco famoso no Brasil, antes dessa inundação de gatinhos e bebês sorrindo. Se eu tivesse colocado meus vídeos lá hoje em dia, acho que não faria o mesmo sucesso".

Hoje, ele vê que muitos dos vídeos mais acessados são reproduções do que já passa na televisão. "Acho que a produção para internet nunca vai ser como a da televisão. Por isso, não acho que uma possa dominar a outra. É a mesma conversa de quando falaram que o videocassete iria acabar com o cinema". Alçado pela internet, hoje confessa estar bem mais desconectado. "Não tenho conta no orkut nem no twitter. Quando eu era mais novo, usava bastante o MSN (Messenger), mas nem entro muito".

Cinco anos de sucesso

Cadê o chip, Pedro?

O rompante furioso da ex-namorada de Pedro Queiroz, de 29 anos, que foi até o apartamento dele exigir de volta o chip do celular, foi flagrado por um vizinho e jogado na rede. Ela não quis aparecer, mas Pedro foi descoberto por cinco blogueiros de Vitória e acabou conhecido como Pedro do chip, com direito a funk e várias paródias.
Número de acessos: 4.367.716

Stand-up comedy

Gênero de comédia popular nos EUA que ganhou fama no Brasil com a ajuda do YouTube. A maioria das performances, feitas no Clube da Comédia Stand-up, em São Paulo, mostra aqueles que se tornariam alguns dos principais artistas do gênero, como Rafinha Bastos, Danilo Gentili e Oscar Filho, hoje no programa humorístico CQC.
Número de acessos: 3.275.915

Susan Boyle

O vídeo mais assistido de 2009 transformou a escocesa Susan Boyle em uma cantora mundialmente famosa do dia para a noite. A performance da artista, que cantou a música I dreamed a dream, do musical Os miseráveis, derrubou preconceitos e os queixos de jurados e plateia do programa inglês Britain's got talent, que a aplaudiram de pé.
Número de acessos: 87.299.347

Tapa na pantera

Junto com os vídeos de Zaiden, o curta-metragem de Esmir Filho, Mariana Bastos e Rafael Gomes foi um dos primeiros vídeos nacionais a virar hit do YouTube, com a performance hilária da atriz Maria Alice Vergueiro.
Número de acessos: 3.683.627

Fonte: Diário de Natal

Investir em Mídias Sociais

Quer investir em mídias sociais? Seja relevante

Todo mundo fala em revolução da mídia social, mas será que os profissionais de criatividade realmente têm noção do quanto nossa vida mudou e o nosso tempo encurtou? Não adianta investir só para estar na moda.

Mídias sociais. Tema assunto do momento, ainda traz mais questionamentos do que respostas. E destas poucas, a maioria especula sob o mote: vivemos uma revolução, então pouco se sabe quais os padrões que serão adotados no futuro. Muita coisa ainda está por vir ?

Sim, muita coisa ainda está por vir. Mas o que notamos visivelmente é o posicionamento tomado após tal desculpa: o planejamento feito para a tal da mídia social é inexpressivo, como se estivesse ali porque precisa existir, na base do ? hoje em dia não pode faltar?.

Tenho a honra de estudar com uma professora que é mestre em história da comunicação. Seu nome é Jurema Brasil. Em uma de suas muitas aulas, ouvi uma teoria muito interessante do modo de vida com o qual estamos aprendendo a lidar: ela compara nosso período com a Renascença.

Obviamente não em questão de estética, arte e novos inventos. Mas em evolução da ciência, renovação das idéias, valores e, principalmente, da quebra de antigos paradigmas e a construção de outros ? novos em folha ? só esperando para serem desenhados pela mão de todos nós; a sociedade.

O mundo, que até o feudalismo era regido sob a esfera religiosa, ganhou nova forma com o advento da modernidade após o Renascimento. Nela, a esfera dominante foi a política. E assim chegamos até a Segunda Grande Guerra e a pós-modernidade. O mundo começava a ser regido pela esfera econômica.

E, com o acúmulo de bens em maior distribuição (onde a publicidade tem papel fundamental), um universo começou a ser criado em paralelo: o universo íntimo-pessoal.

É aí onde estão guardados seus valores religiosos e políticos, suas opiniões sobre temas polêmicos e tudo o que diz respeito a você e o que você gosta.

Tempo curto

Saindo do âmbito sociológico, quero talvez levantar uma questão um quanto tanto perturbadora.

Como anda seu tempo?

Você tem tempo para fazer tudo o que deseja, seus dias passam em uma velocidade tranquila, parece que está tudo em flat mode? Se sim, considere-se muito afortunado.

A grande maioria das pessoas que conheço está sempre em uma batalha travada contra o tempo. E não me refiro a atrasos, muito pelo contrário: a pontualidade nunca foi tão exigida. O fato é que a sociedade vive uma nítida impressão de que as horas sempre passam ?voando?, e sempre fica alguma coisa para fazer depois. Aí entra a questão: será mesmo só impressão?

A definição é conhecida: o tempo é uma medida de espaço. Tente abstrair-se do conceito de horas; isto é apenas uma régua inventada. O ato de medir o tempo nos primórdios era baseado em observar a sombra do sol projetada. Ou seja, media-se o espaço que a sombra percorria.

Agora, pense na evolução da comunicação (ela é um reflexo da evolução antropológica). Após a comunicação primária (a fala, face-to-face) e a secundária (imprensa), o mundo sofreu a revolução midiática pelo audiovisual.

Antes mesmo do audiovisual, pense como a comunicação era disseminada: o homem em seu cavalo levando uma mensagem a outros reinos; levava dias, meses. Séculos depois, o telégrafo tinha um delay para o recebimento da mensagem.

E podemos assim citar tantos outros meios de comunicação ao longo dos séculos. A informação demorava a chegar. Mesmo a TV, se a notícia passasse pelo crivo do gatekeeper. Com a internet, o tempo de espera da informação foi reduzido ao mínimo possível.

Então, pessoas que obtêm respostas mais rapidamente tomam decisões mais rapidamente.

Tomando decisões mais rapidamente, terminam seus projetos mais rapidamente. Terminando seus projetos mais rapidamente, abraçam novos projetos e fazem mais coisas.

Com essa cultura do imediatismo, não deixamos de lado nossos sonhos e afazeres pessoais. E assim nossa agenda está sempre lotada. Complete com a faculdade ou a pós, a casa, a família e a namorada.

O tempo parece estar curto ou nós realmente o encurtamos?

Se tempo é uma medida de espaço e espaço igual à distância, com a internet encurtamos a distância e consequentemente encurtamos o tempo.

Vivemos um período de descentralização. De poder e de coleta de informação, agora precisamos decidir o que fazer com isso. E, a mídia social veio para isso. VOCÊ constrói uma rede de pessoas com interesses comuns. E a distância não é, literalmente, nenhum empecilho. Pelo contrário, enriquece a troca cultural.

Agora que as peças estão na mesa, começamos a montar o enorme quebra-cabeça que é a ? revolução da mídia social?

Só no Brasil

? Orkut – 35 milhões de perfis ativos (Comscore)
? Média de navegação por usuário em mídia social – 4h/mês (Comscore)
? 87% dos brasileiros online estão o Orkut (Comscore)
? 17% dos internautas criam blogs ou sites (Cetic.Br)
? 51% dos internautas residenciais lêem blogs (Ibope/NetRatings)
? 5 milhões de perfis no Twitter (Info)
? 74% dos internautas do Brasil assistem vídeos online (Cetic.Br)
? 15% fazem uploads de vídeos (Cetic.Br)
? 43% ouvem rádio em tempo real (Cetic.Br)
? Facebook 2,7 milhões perfis de brasileiros (Ibope/NetRatings)

Certo. Agora enxerguemos a mídia social com um olhar um pouco diferenciado.

Não é nenhuma novidade, o conceito das premissas básicas do posicionamento corporativo em redes sociais. Vou ressaltar alguns, em resumo, para quem talvez não tenha visto:

A influência da mídia na escolha pessoal

Premissas:

O FOCO da rede social é a pessoa.
O tratamento com seu consumidor é baseado em um diálogo e não mais naquele velho monólogo de sempre. Ouça, entenda, responda.
Faça seus consumidores te amarem ou te odiarem. Mas não os deixe indiferentes.
Entenda que você estará gerenciando o risco da marca, e esta ficará imortalizada na internet. O que pode ser muito bom como o caso da Dell e do Starbucks. Ou, muito ruim, como o caso da Domino’s Pizza e KFC.
Saiba trabalhar as redes com o enfoque correto, assim sua comunicação será mais assertiva.

Exemplos de mídias para quem quer:

Se Comunicar

Blogs: Blogger, WordPress
Microblogs: Twitter, Pownce
Redes sociais: Orkut, Facebook, LinkedIn, MySpace, Drimio
Eventos: Upcoming

Colaborar

Wikis: Wikipedia
Social bookmarking / Agregadores de sites: Del.icio.us e StumbleUpon
Social News ou crowdsourcing: Digg, Reddit, EuCurti, Rec6
Sites de opiniões: Epinions

Multimídia

Compartilhamento de fotos: Flickr, Zooomr
Compartilhamento de vídeo: YouTube, Vimeo
Livecasting ou transmissão ao vivo: Justin.tv
Compartilhamento de música/áudio: imeem, Last.fm

E, finalmente o que fazer e o que não fazer quando se planeja ações em mídias sociais:

O que fazer

Produzir conteúdo RELEVANTE
Ser transparente
Disseminar de forma inteligente
Ouvir os clientes
Interagir/relacionar-se
Estar pronto para críticas

O que não fazer

Enganar pessoas
Criar perfis falsos
Enviar spams
Comprar opinião
Outros dados sobre a internet no Brasil

Tem 64,8 milhões de usuários (um terço da população), onde 20,1 milhões são usuários que acessam à internet em suas casas. E destes, 82% utilizam banda larga. Tem como tempo médio gasto com navegação por mês 24 horas e 41 minutos (Setembro 09)

Tem 50% dos internautas utilizando cartão de crédito em suas compras. Tem 79% de usuários que fazem compras online. Teve em 2008, R$ 8,2 bilhões em vendas por e-commerce.

Segundo o Ibope / NetRatings, 76% dos consumidores não acreditam que a publicidade tradicional fale a verdade. E, campanhas partindo de mídias sociais podem ter um impacto 500 vezes maior se as mesmas partissem dos sites da empresa.

Os dados estão aí, de bandeja, e não há porquê menosprezar o potencial desta ferramenta que já devia há muito ter saído do status de novidade e se transformado em um canal completo de marketing.

Digo completo porque não se trata de um veículo comum. Existem ferramentas muito robustas no âmbito de mensuração e gerenciamento. Não tem desculpa para explorar, pois até análises e insights podem ser obtidos por algumas plataformas muito inteligentes.

Também, não se trata apenas de posicionamento online; a autenticidade do seu posicionamento nas mídias sociais deve ser refletida no off-line. E, as ferramentas também estão aí para cruzar os dados online e off-line e chegar o mais próximo possível do marketing 360º.

Para finalizar, gostaria de deixar explícita a minha idéia aos criativos:

Senhores diretores de arte e redatores, pensem na mídia social! Utilizem-na como uma nova interface de seus trabalhos, explorem suas particularidades e busquem diferenciais para a criação. É a hora de inovar, de crescer e marcar seu espaço!

Redatores, enxerguem nos míseros centoequarentacaracteres, 140 oportunidades.

É uma revolução não só no modo agir e pensar, mas também de como transmitir idéias.

Lembrem-se, o sucesso de sua campanha agora é relativamente proporcional ao quanto ela é relevante para seus consumidores.

Por Marcelo Mendonça Godoy para o Webinsider.
fonte: http://comunicapress.wordpress.com/

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Dados do IBGE mostram quantos brasileiros navegam pela web

Apenas um terço dos brasileiros navega pela web, informa IBGE

Marcos Moura

Imagem de um homem sentado e usando um laptop

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, na sexta-feira, 11 de dezembro, amplo estudo sobre o comportamento dos brasileiros, com destaque sobretudo para sua relação com internet e celulares. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) teve como tema ‘Acesso à internet e posse de telefone móvel celular para uso pessoal’ e estudou os três últimos meses de 2008, comparando o resultado com a amostragem conseguida em 2005.

O dado mais relevante aponta que apenas um terço dos brasileiros com mais de dez anos de idade navega pela internet. Apesar do número de internautas ter saltado de 20,9% em 2005 para 34,8% em 2008, um acréscimo de 75,3%, o contingente de internautas equivale a somente 34,8% da população, 56 milhões de indivíduos em um universo de 160 milhões.

O maior número de conexões foi feita para comunicação entre as pessoas (83,2%), seguido por atividades de lazer (68,6%) e educação e aprendizado (65,9%). Três anos antes, a ordem era diferente: educação e aprendizado (71,7%), comunicação com outras pessoas (68,6%) e atividades de lazer (54,3%).

Entre os 104,7 milhões de excluídos digitais, três principais motivos são apontados para a falta de conexão: não achavam necessário ou não queriam (32,8%); não sabiam utilizar a internet (31,6%), e não tinham acesso a computadores (30%). A ordem dos motivos também foi diferente com relação ao estudo anterior, quando ‘não tinham acesso a computadores’ ficou com 37,2%, seguido por ‘não achavam necessário ou não queriam’, com 20,9%, e ‘não sabiam utilizar a internet’, com 20,6%.

A Região Sudeste concentra o maior número de usuários (40,3%), e o Distrito Federal, surpreendentemente, é o local com o mais alto percentual de conectados (56,1%), deixando São Paulo em segundo lugar (43,9%).

Outro dado relevante diz respeito ao sucesso comprovado das lan houses, que passaram a ser o segundo local de acesso (35,2%), superando os ambientes de trabalho (31%). Em 2005, as posições eram invertidas, e os resultados, de 39,7% e 21,9%, respectivamente. Em ambas as pesquisas, os domicílios lideram com folga: de 49,9% para 57,1%.

As lan houses já lideram as estatísticas nas Regiões Norte e Nordeste, com 56,3% e 52,9% dos acessos, respectivamente, contra 40% e 34,1% dos acessos domiciliares.

Metade dos brasileiros tem telefone celular para uso pessoal

Enquanto um terço da população está conectada à internet, um pouco mais da metade usa telefones celulares para uso pessoal. Segundo os números do IBGE, 53,8% dos brasileiros tinham aparelhos móveis no fim de 2008. A marca em 2005 era de 36,6%.

A região do País que possui o maior número de usuários é a Centro-Oeste (64,3%), e mais uma vez o Distrito Federal é a localidade que mais se destaca, com 75,6% dos moradores falando ao celular. Unidade da Federação mais populosa, São Paulo aparece apenas em oitavo lugar, com 59,2%.

fonte: Nós da Comunicação

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

LANÇADO O PORTAL ENCONTRO MARCADO

Rio de Janeiro - na última quarta-feira (8/12) o portal www.encontromarcado.net entrou no ar. No coquetel de lançamento algumas das personalidades marcaram presença, destacando-se as escritoras Marina Colassanti, Regina Navarro Lins e Suzana Vargas; o escritor e compositor Sergio Natureza e o ceramista Zé Andrade. O comentário geral era sobre a importância de um canal bilíngüe especialmente feito para falar sobre os 120 participantes do projeto Encontro Marcado e agora aberto a todos os internautas



(da esq. para dir.) Fabiana Colassanti (produtora da primeira fase do Encontro Marcado), Suzana Vargas (Estação das Letras), Marina Colassanti (escritora) e Lucia Koury (Editora Outras Letras)

(à frente) André Vallias (designer e criação do portal Encontro Marcado), Pedro Nin (produtor cultural) e Regina Navarro Lins (escritora e sexóloga) - (ao fundo) Sergio Natureza (compositor e poeta) e Zé Andrade (ceramista).

O patrocinador Ponto Frio foi representado por Silvia Grenbaum – Gerente da Fundação Ponto Frio, que se mostrou satisfeita ao comprovar que a verba contribuiu para que a cultura, a literatura e as artes plásticas tenham uma visibilidade maior através do acesso ao portal.

(à frente, da esq. para dir.) - Jorge Brenand Jr. (criador dos programas de TV do Encontro Marcado), Silvia Grenbaum (Fundação Ponto Frio) e Pedro Nin (produtor cultural )

A partir de agora, é possível ver vídeos e matar as saudades de grandes nomes como Almir Chediak, Antonio Callado, Artur da Távola, Augusto Boal, Carlos Scliar, Dercy Gonçalves, Dias Gomes, Fausto Wolff, João Antonio, Jorge Amado, Josué Montello, Maria Clara Machado, Mario Quintana, Mauro Rasi, Moacyr Félix, Orígenes Lessa, Oswaldo França Junior, Paulo Mendes Campos, Rachel de Queirós, Rubem Braga, Waly Salomão e o grande escritor Fernando Sabino, cujo romance inspirou o nome do projeto – Encontro Marcado.

Além dos vídeos, tem a biografia, perfil, obra, seleção do autor e opiniões sobre o trabalho desses autores, artistas e pensadores. Algumas informações são de 2009; outras, de dez anos atrás. Aos poucos todo o conteúdo do site vai ser atualizado.

De uma forma ou de outra, as curiosidades são muitas e por vezes o leitor irá se surpreender com algumas pérolas do mundo artístico, como:

• Em 1973, Zé Andrade transfere-se para o Rio de Janeiro e vive temporariamente nas areias de Copacabana, como um hippie

• O caricaturista Lan (Lanfranco Aldo Ricardo Vaselli Cortellini nascido na cidade italiana Montevarchi, em 1925) se define como “um preguiçoso que, como Caymi, acabou dando certo.”

• "Dos Marios, o pior" – por Mário Prata.

• Os “atuais” depoimentos de Armando Nogueira sobre a violência do esporte.

• Norma Bengell conta que começou sua carreira aos 16 anos, como manequim da Casa Canadá, e que seu casamento com o ator italiano Gabrielle Tinti foi realizado dentro do estúdio da Vera Cruz, em São Paulo, pois a agenda dos dois estava lotada de compromissos.

• Marina Colasanti diz que escrever é “o cavalo da minha fantasia”.

• “Minha vida não passou em branco. Tem muitas páginas escritas e muitas ainda por escrever.", profetiza Sergio Natureza.

• Em críticas, J.Ferreira dos Santos diz: “Praticamente exilada das livrarias e do interesse dos leitores, a poesia é resgatada com carinho e lucidez por Suzana Vargas, e os preconceitos do hermetismo e da inocuidade com que os versos modernos foram vitimados são postos por terra com explicações acessíveis até aos mais refratários.” (In: Jornal do Brasil, 1997)

• José Miguel Wisnik, curiosamente comenta que sua característica mais saliente é a versatilidade.

• O cineasta Jon Tob Azulai define "a vida pode ser tudo que quisermos, mas nunca tão ridícula e absurda”.

• “Nunca fiz uma canção: só fiz tentativas, diz Tom Zé.

• Nelson Motta declara: “Sou um falso carioca de 63 anos”.

• Tony Belotto decide ser guitarrista de rock depois de ler uma reportagem sobre Jimi Hendrix na revista Manchete.

• "Quando estou em processo de criação, rôo as unhas até o bagaço", segundo Deborah Colker.

E tem mais, muito mais fatos interessantes no portal www.encontromarcado.net, que, a partir de agora, aguarda os cliques de todos aqueles interessados no mundo da cultura brasileira.


Para saber mais sobre o portal Encontro Marcado

O pioneirismo de um projeto que levou escritores às universidades das capitais e das grandes cidades de norte a sul do país, certamente acrescentou cultura e informação que não estavam nos livros. Esse era o objetivo do Encontro Marcado nos anos 80, criado pelo jornalista Arakén Távora* e patrocinado pela IBM Brasil. A internet ainda não estava presente no cotidiano dos estudantes. Então, plateias ansiosas lotavam os auditórios para ouvirem os autores, ainda desconhecidos de muitos, verem um vídeo com a vida, a obra e o processo criativo dessas personalidades, e, no final, fazerem perguntas aos grandes mestres da literatura brasileira.


Os vídeos produzidos durante essa primeira fase foram doados a todas as instituições educacionais por onde o projeto passou, e, também aos Museus da Imagem e do Som do Rio de Janeiro e de São Paulo, à Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, à Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos (Washington, DC.), e a todas as embaixadas de países de língua portuguesa.


A disseminação da literatura no Brasil fez dos autores verdadeiras celebridades, antes reservadas aos grandes nomes com cadeiras na Academia Brasileira de Letras. Nos anos 90, o excelente retorno dessa grande “sacada” ganhou uma nova versão – o Encontro Marcado com Arte – passando a difundir grandes nomes do meio artístico e cultural, de atores de teatro e cinema aos cineastas, de cantores a pintores a escultores, de compositores e apresentadores a caricaturistas. A importância desses artistas e seus depoimentos foi tamanha que, durante três anos, os vídeos fizeram parte da grade de programação de algumas televisões (Bravo Brasil da TVA e Multishow); e atualmente está no Espaço Memória no Canal Brasil – 66 da Net. Esta segunda fase teve a competente direção de Jorge Brennand Jr. e a produção da Work Vídeo.


Os primeiros vídeos dos autores literários, sob a direção e realização de Arakén Távora em 1996, foram doados ao MEC (disponível na Secretaria de Educação a Distância e INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Ao todo são 53 programas de pluralidade cultural em que romancistas, poetas, cronistas, dramaturgos e outros criadores falam de suas formas de escrever e ver a vida.


Esse conjunto de vídeos gerou um acervo com o relato de mais de 120 nomes do universo artístico brasileiro e agora, com o patrocínio do Ponto Frio, da Secretaria de Cultura da cidade do Rio de Janeiro e da Eureka Imagens e Idéias, está disponível ao público através do portal bilíngüe www.encontromarcado.net, lançado no dia 8 de dezembro de 2009.


Segundo a ex-funcionária da IBM, responsável pelo projeto na empresa e agora sócia da Eureka Imagens e Idéias, Bete Calligaris fala sobre o portal: “ Tenho verdadeira devoção por esse projeto. Uma idéia simples que influenciou a vida de muita gente – tanto dos estudantes, quanto dos próprios autores. Com certeza a nossa perseverança em manter esse rico acervo e agora conseguir disponibilizá-lo na internet será de grande valia para as futuras gerações. Sinto que cumpri o meu dever com o nosso querido Arakén.”


No portal estão disponíveis dados biográficos e vídeos com mensagens gravadas por personalidades, tais como Adélia Prado, Adriana Calcanhotto, Affonso Romano de Sant’Anna, Alceu Valença, Almir Chediak, Ana Botafogo, Ana Miranda, Antonio Callado, Antônio Nóbrega, Antonio Torres, Ariano Suassuna, Armando Nogueira, Arthur Omar, Artur da Távola, Augusto Boal, Autran Dourado, Belisário Franca, Betty Milan, Bráulio Tavares, Cacá Diegues, Carla Camurati, Carlos Eduardo Novaes, Carlos Heitor Cony, Carlos Scliar, Celso Fonseca, Chico Anysio, Chico Buarque, Chico Caruso, Christina Oiticica, Daniel Azulay, Deborah Colker, Deonísio da Silva, Dercy Gonçalves, Dias Gomes, Doc Comparato, Eduardo Dusek, Elba Ramalho, Eliane Maciel, Elisa Lucinda, Elke Maravilha, Elza Soares, Eric Nepomuceno, Euclydes Marinho, Fagner, Fausto Fawcett, Fausto Wolff, Fernanda Montenegro, Fernando Gabeira, Fernando Morais, Fernando Sabino, Ferreira Gullar, Flora Purin, Garcia-Roza, Geraldo Carneiro, Gil Vicente, Gilberto Gil, Guilherme Zarvos, Guinga, Haroldo Costa, Hermano Viana, Hermínio Bello de Carvalho, Ignácio de Loyola Brandão, Jaguar, Jards Macalé, João Antonio, João Ubaldo Ribeiro, Jom Tob Azulay, Jorge Amado, Jorge Mautner, José Louzeiro, José Miguel Wisnik, Josué Montello, Juarez Machado, Lan, Lenine, Luis Fernando Veríssimo, Luiz Carlos Lacerda, Luiz Carlos Maciel, Luiz Cláudio, Luiz Vieira, Lygia Fagundes Telles, Manoel Carlos, Marcio Souza, Marcos Valle, Maria Clara Machado, Marilia Kranz, Marina Colasanti, Mário Prata, Mário Quintana, Mauro Rasi, Miguel Paiva, Millôr Fernandes, Milton Nascimento, Moacyr Félix, Moacyr Scliar, Nélida Piñon, Nelson Motta, Nelson Pereira dos Santos, Norma Bengell, Orígenes Lessa, Oswaldo França Júnior, Oswaldo Montenegro, Paulo Coelho, Paulo Mendes Campos, Pietrina Checcacci, Rachel de Queiroz, Raquel Jardim, Regina Casé, Regina Navarro Lins, Robertinho do Recife, Rubem Braga, Rubens Gerchman, Salgado Maranhão, Sandra Kogut, Sergio Britto, Sérgio Cabral, Sergio Natureza, Silviano Santiago, Simon Khoury, Suzana Vargas, Thiago de Mello, Tizuka Yamasaki, Tom Zé, Tonia Carrero, Tony Bellotto, Túlio Mourão, Tunai, Wagner Tiso, Walmor Chagas, Walter Lima Jr., Waly Salomão, Zé Andrade, Zelito Viana, Ziraldo e Zuenir Ventura.


O projeto foi marcante na vida de vários artistas, dentre eles, alguns notáveis que dão seus depoimentos:


"Como se estátuas rissem, chorassem ou soluçassem, dissemos para o escuro de câmeras aquilo que não podíamos calar. Muito antes de bloguear, tuitar e fazer muitas artes na Internet, demos a outra face, sussurramos as nossas confidências e produzimos novos leitores para nossos livros e para livros alheios. Foram tempos gloriosos, que hoje renascem com muito mais alcance. Os idealizadores e realizadores do Projeto Encontro Marcado com a Arte fizeram um trabalho heróico para a literatura e a arte brasileiras". - Deonísio da Silva


"Abre-se um segundo portal para que os depoentes tenham seus depoimentos, como sóis, preservados mesmo depois dos poentes. O projeto é uma prova cabal de que ainda há vida inteligente". – Sergio Natureza.


"Afora a parte que me cabe neste latifúndio, considero o acervo do Encontro Marcado fundamental para inspirar os futuros carnavais das artes no século XXI." – Geraldo Carneiro.


"Para mim foi muito gratificante participar do Projeto Encontro Marcado, tendo até sugerido que se fizesse um livro com o conjunto das entrevistas, mostrando o que há de melhor na cultura brasileira. Felizmente, agora, podemos reaver toda essa riqueza, essa multiplicidade de ideias, num momento tão carente de reflexão." – Salgado Maranhão.


“O projeto Encontro Marcado da IBM,com o memorável Arakén Távora, virou um marco histórico. Foi o primeiro grande programa nacional para levar escritores a todo o pais.Tendo registrado em vídeo a vida dos autores, virou material de memória e pesquisa." – Affonso Romano de Sant’Anna.

Talvez Arakén Távora, ao nomear o projeto de “Encontro Marcado” – título tomado de empréstimo de seu grande amigo, o escritor Fernando Sabino -, não tivesse vislumbrado o significado do termo na atual linguagem da internet. Se, para os jovens “um encontro marcado pela internet, pode ser um encontro de alto risco”, o portal www.encontromarcado.net mostrará um conceito mais amplo e educativo para os internautas - um encontro com os maiores nomes da arte e literatura contemporânea.

*Arakén Távora (1931-1991) paranaense de Ribeirão Claro, foi um dos mais conhecidos jornalistas brasileiros. Em quase quatro décadas de atividades profissionais passou por redações famosas como os “Diários Associados” (em seus anos de maior glória), "Manchete", "Tribuna da Imprensa" (no Paraná com atuações em “O Estado”, TV Tibagi, além da revista "Panorama"). Produziu o histórico programa "Os Mágicos" para a TVE, que mereceu o troféu “AnaTerra” em 1978 e, em 1980, o “Golfinho de Ouro” do Museu da Imagem e do Som, do Rio de Janeiro. Antecipando-se do que se tornaria um modismo na imprensa americana - a publicação de livros-reportagens, como “Brasil, 1º. de Abril”, publicado em 1964, dentre outros livros.


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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Living Stores, a nova plataforma jornalística do Google

Google cria Living Stories junto com grandes jornais

Fonte: Google Discovery

O Google anunciou um novo produto experimental no Google Labs que demonstra uma forma diferente de apresentar notícias. Desenvolvido com a colaboração de jornais como The New York Times e The Washington Post, o Google Living Stories oferece uma plataforma para que as informações na web sejam tão eficientes quanto o ambiente on-line possibilita.

"Um artigo típico de jornal começa com as notícias mais importantes e interessantes e segue com informações adicionais em uma ordem decrescente de importância. Informações já publicadas em coberturas anteriores são sintetizadas em novos artigos. E o mesmo artigo é apresentado a todos os leitores, não importando se alguns já o leram ou não. Living Stories explora alguns métodos e formatos diferentes que aproveitam certas vantagens únicas da publicação on-line", explicaram Neha Singh, engenheiro de software, e Josh Cohen, gerente de produto de negócios.

De acordo com a empresa de internet, o Living Stories foi desenvolvido após deixar seus engenheiros e especialistas em interface de usuário passarem algum tempo nas redações de ambos os jornais. "Estamos oferecendo a plataforma tecnológica, enquanto os jornalistas das duas empresas estão escrevendo e editando os artigos. Nossa colaboração busca continuamente fazer com que a interface de usuário melhor sirva à visão editorial desses jornais."

Por Renê Fraga

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Site ensina a planejar finanças pessoais

Sistema de controle financeiro é gratuito e traz informações e um blog para discussão de casos

Quando os três engenheiros e amigos Marcelo Kimura, Paulo Sain e Décio Kimura resolveram se juntar e colocar em prática suas experiências com tecnologia e mercado financeiro, o site MinhasEconomias (www.minhaseconomias.com.br) passou de uma simples ideia para um ponto de encontro virtual de usuários com dificuldades em lidar com dinheiro.

Idealizado com o propósito de colaborar com a sociedade, principalmente as camadas menos favorecidas, o projeto nasceu das constantes solicitações de amigos e familiares sobre finanças pessoais. As ferramentas são fáceis de usar, o cadastramento é gratuito e só solicitam do usuário alguns poucos dados, como cidade de moradia.

“Escolhemos a Internet por ter um alcance maior e permitir fácil acesso. Além disso, nosso modelo de trabalho é simples. Não é necessário instalar softwares; basta lançar gastos e recursos para controlar o orçamento”, explica um dos fundadores do MinhasEconomias, Paulo Sain.

Aliando tecnologia à educação financeira, o site também hospeda um blog, cujo conteúdo é determinado principalmente pelas dúvidas dos participantes. O problema de uns acabam inspirando a solução de outros e todos, no fim, recebem dicas valiosas, além de aprenderem mais sobre finanças através de textos e outros materiais disponibilizados naquele espaço.

Além do site, os sócios mantêm em Curitiba um projeto social destinado a famílias de baixa renda que querem planejar corretamente as finanças. "Nossos alunos têm aulas de educação financeira e aprendem a utilizar o site. Desenvolvemos com eles dinâmicas de grupos e os estimulamos a pesquisar na Internet sobre compras, valores e taxas. Mas o curso se baseia na realidade das populações socialmente desfavorecidas, as situações que vivem no cotidiano”, ressalta Sain.

Por Juliano Moreira

domingo, 6 de dezembro de 2009

O Mundo da Cultura Brasileira num clique do Encontro Marcado

O Mundo da Cultura Brasileira num clique do Encontro Marcado

O pioneirismo de um projeto que levou escritores às universidades das capitais e das grandes cidades de norte a sul do país, certamente acrescentou cultura e informação que não estavam nos livros. Esse era o objetivo do Encontro Marcado nos anos 80, criado pelo jornalista Arakén Távora* e patrocinado pela IBM Brasil. A internet ainda não estava presente no cotidiano dos estudantes. Então, plateias ansiosas lotavam os auditórios para ouvirem os autores, ainda desconhecidos de muitos, verem um vídeo com a vida, a obra e o processo criativo dessas personalidades, e, no final, fazerem perguntas aos grandes mestres da literatura brasileira.

Esses vídeos foram doados a todas as instituições educacionais por onde o projeto passou, e, também aos Museus da Imagem e do Som do Rio de Janeiro e de São Paulo, à Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, à Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos (Washington, DC.), e a todas as embaixadas de países de língua portuguesa.

A disseminação da literatura no Brasil fez dos autores verdadeiras celebridades, antes reservadas aos grandes nomes com cadeiras na Academia Brasileira de Letras. Nos anos 90, o excelente retorno dessa grande “sacada” ganhou uma nova versão – o Encontro Marcado com Arte – passando a difundir grandes nomes do meio artístico e cultural, de atores de teatro e cinema aos cineastas, de cantores a pintores a escultores, de compositores e apresentadores a caricaturistas. A importância desses artistas e seus depoimentos foi tamanha que, durante três anos, os vídeos fizeram parte da grade de programação de algumas televisões (Bravo Brasil da TVA e Multishow); e atualmente está no Espaço Memória no Canal Brasil – 66 da Net. Esta segunda fase teve a competente direção de Jorge Brennand Jr. e a produção da Work Vídeo.

Os primeiros vídeos dos autores literários, sob a direção e realização de Arakén Távora em 1996, foram doados ao MEC (disponível na Secretaria de Educação a Distância e INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Ao todo são 53 programas de pluralidade cultural em que romancistas, poetas, cronistas, dramaturgos e outros criadores falam de suas formas de escrever e ver a vida.

Esses vídeos e os do projeto que se seguiu geraram um acervo com o relato de mais de 120 nomes do universo artístico brasileiro e agora, com o patrocínio do Ponto Frio, da Secretaria de Cultura da cidade do Rio de Janeiro e da Eureka Imagens e Idéias, estará disponível ao público através do portal bilíngüe www.encontromarcado.net, a ser lançado às 18h do dia 8 de dezembro de 2009, no POP – Pólo de Pensamento Contemporâneo, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro.

Segundo a ex-funcionária da IBM, responsável pelo projeto na empresa e agora sócia da Eureka Imagens e Idéias, Bete Calligaris fala sobre o lançamento do portal: “ Tenho verdadeira devoção por esse projeto. Uma idéia simples que influenciou a vida de muita gente – tanto dos estudantes, quanto dos próprios autores. Com certeza a nossa perseverança em manter esse rico acervo e agora conseguir disponibilizá-lo na internet será de grande valia para as futuras gerações. Sinto que cumpri o meu dever com o nosso querido Arakén.”

No portal estarão disponíveis dados biográficos e vídeos com mensagens gravadas por de personalidades da nossa cultura, tais como Adélia Prado, Adriana Calcanhotto, Affonso Romano de Sant’Anna, Alceu Valença, Almir Chediak, Ana Botafogo, Ana Miranda, Antonio Callado, Antônio Nóbrega, Antonio Torres, Ariano Suassuna, Armando Nogueira, Arthur Omar, Artur da Távola, Augusto Boal, Autran Dourado, Belisário Franca, Betty Milan, Bráulio Tavares, Cacá Diegues, Carla Camurati, Carlos Eduardo Novaes, Carlos Heitor Cony, Carlos Scliar, Celso Fonseca, Chico Anysio, Chico Buarque, Chico Caruso, Christina Oiticica, Daniel Azulay, Deborah Colker, Deonísio da Silva, Dercy Gonçalves, Dias Gomes, Doc Comparato, Eduardo Dusek, Elba Ramalho, Eliane Maciel, Elisa Lucinda, Elke Maravilha, Elza Soares, Eric Nepomuceno, Euclydes Marinho, Fagner, Fausto Fawcett, Fausto Wolff, Fernanda Montenegro, Fernando Gabeira, Fernando Morais, Fernando Sabino, Ferreira Gullar, Flora Purin, Garcia-Roza, Geraldo Carneiro, Gil Vicente, Gilberto Gil, Guilherme Zarvos, Guinga, Haroldo Costa, Hermano Viana, Hermínio Bello de Carvalho, Ignácio de Loyola Brandão, Jaguar, Jards Macalé, João Antonio, João Ubaldo Ribeiro, Jom Tob Azulay, Jorge Amado, Jorge Mautner, José Louzeiro, José Miguel Wisnik, Josué Montello, Juarez Machado, Lan, Lenine, Luis Fernando Veríssimo, Luiz Carlos Lacerda, Luiz Carlos Maciel, Luiz Cláudio, Luiz Vieira, Lygia Fagundes Telles, Manoel Carlos, Marcio Souza, Marcos Valle, Maria Clara Machado, Marilia Kranz, Marina Colasanti, Mário Prata, Mário Quintana, Mauro Rasi, Miguel Paiva, Millôr Fernandes, Milton Nascimento, Moacyr Félix, Moacyr Scliar, Nélida Piñon, Nelson Motta, Nelson Pereira dos Santos, Norma Bengell, Orígenes Lessa, Oswaldo França Júnior, Oswaldo Montenegro, Paulo Coelho, Paulo Mendes Campos, Pietrina Checcacci, Rachel de Queiroz, Raquel Jardim, Regina Casé, Regina Navarro Lins, Robertinho do Recife, Rubem Braga, Rubens Gerchman, Salgado Maranhão, Sandra Kogut, Sergio Britto, Sérgio Cabral, Sergio Natureza, Silviano Santiago, Simon Khoury, Suzana Vargas, Thiago de Mello, Tizuka Yamasaki, Tom Zé, Tonia Carrero, Tony Bellotto, Túlio Mourão, Tunai, Wagner Tiso, Walmor Chagas, Walter Lima Jr., Waly Salomão, Zé Andrade, Zelito Viana, Ziraldo e Zuenir Ventura.

O projeto foi marcante na vida de vários artistas, dentre eles, alguns notáveis dão seus depoimentos:

"Como se estátuas rissem, chorassem ou soluçassem, dissemos para o escuro de câmeras aquilo que não podíamos calar. Muito antes de bloguear, tuitar e fazer muitas artes na Internet, demos a outra face, sussurramos as nossas confidências e produzimos novos leitores para nossos livros e para livros alheios. Foram tempos gloriosos, que hoje renascem com muito mais alcance. Os idealizadores e realizadores do Projeto Encontro Marcado com a Arte fizeram um trabalho heróico para a literatura e a arte brasileiras". - Deonísio da Silva

"Abre-se um segundo portal para que os depoentes tenham seus depoimentos, como sóis, preservados mesmo depois dos poentes. O projeto é uma prova cabal de que ainda há vida inteligente". – Sergio Natureza.

"Afora a parte que me cabe neste latifúndio, considero o acervo do Encontro Marcado fundamental para inspirar os futuros carnavais das artes no século XXI." – Geraldo Carneiro.

"Para mim foi muito gratificante participar do Projeto Encontro Marcado, tendo até sugerido que se fizesse um livro com o conjunto das entrevistas, mostrando o que há de melhor na cultura brasileira. Felizmente, agora, podemos reaver toda essa riqueza, essa multiplicidade de ideias, num momento tão carente de reflexão." – Salgado Maranhão.

“O projeto Encontro Marcado da IBM,com o memorável Arakén Távora, virou um
marco histórico.Foi o primeiro grande programa nacional para levar
escritores a todo o pais.Tendo registrado em vídeo a vida dos autores, virou material
de memória e pesquisa."
– Affonso Romano de Sant’Anna.

Talvez Arakén Távora, ao nomear o projeto de “Encontro Marcado” – título tomado de empréstimo de seu grande amigo, o escritor Fernando Sabino -, não tivesse vislumbrado o significado do termo na atual linguagem da internet. Se, para os jovens “um encontro marcado pela internet, pode ser um encontro de alto risco”, o portal www.encontromarcado.net mostrará um conceito mais amplo e educativo para os internautas - um encontro com os maiores nomes da arte e literatura contemporânea.

AGENDA

Data: 8 de dezembro de 2009

Horário: 18 horas

Endereço: Rua Conde Afonso Celso, 103, Jardim Botânico, Rio de Janeiro

*Arakén Távora (1931-1991) paranaense de Ribeirão Claro, foi um dos mais conhecidos jornalistas brasileiros. Em quase quatro décadas de atividades profissionais passou por redações famosas como os “Diários Associados” (em seus anos de maior glória), "Manchete", "Tribuna da Imprensa" (no Paraná com atuações em “O Estado”, TV Tibagi, além da revista "Panorama"). Produziu o histórico programa "Os Mágicos" para a TVE, que mereceu o troféu “AnaTerra” em 1978 e, em 1980, o “Golfinho de Ouro” do Museu da Imagem e do Som, do Rio de Janeiro. Antecipando-se do que se tornaria um modismo na imprensa americana - a publicação de livros-reportagens, como “Brasil, 1º. de Abril”, publicado em 1964, dentre outros livros.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Murdoch versus Google

Murdoch versus Google
Julio Daio Borges
Digestivo nº 443

Desde que os jornais começaram a morrer nos Estados Unidos, a acusação mais frequente contra o Google tem sido a de que o gigante da internet “monetiza” suas buscas em cima do conteúdo de empresas jornalísticas. Isso se alguém considerar que citar um trecho de uma página da Web, associado a determinadas palavras-chave, com eventuais anúncios, seja algo próximo de... pirataria. A verdade é que a WWW esteve aberta para todos os experimentos, desde sempre, mas o Google encontrou uma forma de ganhar rios de dinheiro, que a grande imprensa não encontrou – e agora os perdedores, obviamente, se sentem lesados...

O último capítulo dessa alardeada briga pode: ou mudar os rumos da veiculação de conteúdo na internet; ou acabar num acordo entre cavalheiros e não alterar nada. O fato é que Rupert Murdoch, o magnata da News Corp. – que já criticou os jornalistas antes, em favor do mundo on-line –, vem ameaçando fechar o conteúdo de seus jornais, porque a “farra” de consumir informação de graça, na WWW, vem corroendo seu modelo de negócio. Se isso era uma indireta para o Google, a empresa não se manifestou.

Foi, então, que Jason Calacanis – pai do Weblogs, Inc., hoje desenvolvendo o Mahalo – “ventilou”, de graça, em seu videocast, uma ideia para Mudorch. Jason disse que, se fosse o magnata australiano, proibiria o Google de “indexar” seu conteúdo e, ao mesmo tempo, se aproximaria da Microsoft, oferecendo exclusividade ao seu serviço de busca – que fechou recente acordo com o Yahoo! –, o Bing. Pois, não passou muito tempo e o New York Times noticiou que a empresa de Bill Gates e a News Corp. deram início a “conversações”, para um possível acordo nesse sentido. Jason, em sua fala original, ia além: conclamava outras grandes empresas jornalísticas a fazer o mesmo e apostava que, se isso acontecesse, seria um “momento histórico” (para o bem e para o mal).

Desde o fim de novembro, o Twitter, os blogs e mesmo o mainstream media discutem os impactos de uma associação Murdoch-Microsoft. Entre as mais variadas hipóteses e os cansativos “especialistas em social media”, Seth Godin, o guru da publicidade na internet, foi o mais certeiro até o momento: “Você nunca cobra, de uma mecanismo de busca, para que ele desvie tráfego para as suas páginas, você o paga. E se você está no negócio de mídia e não consegue mais chamar a atenção do seu público, você deveria mudar de ramo. Cobrar para obter atenção possivelmente não te trará nenhum dinheiro, nem atenção”. “Rupert Mudoch entendeu tudo errado”, Seth Godin proclama. Será?

fonte: http://www.digestivocultural.com

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Internautas podem fazer propostas para a Confecom

Até o dia 05/12, internautas podem fazer propostas para a Confecom

Da Redação

Até o dia 05/12, os internautas poderão fazer sugestões de temas a serem discutidos na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, que acontece entre os dias 14 e 17/12, em Brasília. Para isso, a Comissão Organizadora do evento disponibilizou o site Conferência Virtual (http://201.24.24.85:8080/jforum/forums/list.page)

As sugestões apresentadas pelos internautas serão reunidas num documento que será entregue aos delegados que participarão da Confecom.

O objetivo é ampliar ainda mais o debate, iniciado nas Conferências Estaduais, que formularam cerca de 3,5 mil propostas.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Rádio e internet são as mídias de maior credibilidade, revela pesquisa

Rádio e internet são as mídias de maior credibilidade, revela pesquisa

Da Redação comunique-se

Um estudo realizado pelo Instituto Vox Populi, encomendado pela Máquina da Notícia, aponta que o rádio e a internet são as mídias que despertam mais credibilidade entre os brasileiros. Em uma escala de 1 a 10, o rádio conquistou a maior nota (8,21), quase empatando com a internet (8,20), seguidos pela TV (8,12), jornal (7,99), revista (7,79) e redes sociais (7,74).
A pesquisa mostrou que as mídias apontadas pela credibilidade não são necessariamente as mais acessadas, já que a TV é vista pela maioria dos respondentes (99,3%), seguida por rádio (83,5%), jornal impresso (69,4%), internet - sites de notícias e blogs de jornalistas - (52,8%), revista impressa (51,1%), redes sociais - Twitter, Orkut, Facebook, etc - (42,7%), a versão online dos jornais impressos (37,4%) e a versão online das revistas impressas (22,8%).
O economista e coordenador da pesquisa, Luis Contreras, consultor do Grupo Máquina, destaca o avanço das redes sociais, que se aproximam do índice de credibilidade das demais fontes de informação. “Entre os usuários dessa nova mídia, 40% consideram-na como de credibilidade muito alta. Isso nos mostra claramente que não podemos ignorar o poder das redes sociais na formação de opinião”, enfatiza.
Entre os principais meios de informação, a TV continua na liderança (55,9%), seguida pela internet - sites de notícias/blogs jornalísticos - (20,4%), jornal impresso (10,5), rádio (7,8%), internet - redes sociais - 2,7%, jornal online (1,8%), revista impressa (0,8%) e revista online (0,1%).
O estudo entrevistou 2.500 pessoas maiores de 16 anos, entre 25/08 e 09/09, no Distrito Federal e nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.