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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Dados do IBGE mostram quantos brasileiros navegam pela web

Apenas um terço dos brasileiros navega pela web, informa IBGE

Marcos Moura

Imagem de um homem sentado e usando um laptop

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, na sexta-feira, 11 de dezembro, amplo estudo sobre o comportamento dos brasileiros, com destaque sobretudo para sua relação com internet e celulares. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) teve como tema ‘Acesso à internet e posse de telefone móvel celular para uso pessoal’ e estudou os três últimos meses de 2008, comparando o resultado com a amostragem conseguida em 2005.

O dado mais relevante aponta que apenas um terço dos brasileiros com mais de dez anos de idade navega pela internet. Apesar do número de internautas ter saltado de 20,9% em 2005 para 34,8% em 2008, um acréscimo de 75,3%, o contingente de internautas equivale a somente 34,8% da população, 56 milhões de indivíduos em um universo de 160 milhões.

O maior número de conexões foi feita para comunicação entre as pessoas (83,2%), seguido por atividades de lazer (68,6%) e educação e aprendizado (65,9%). Três anos antes, a ordem era diferente: educação e aprendizado (71,7%), comunicação com outras pessoas (68,6%) e atividades de lazer (54,3%).

Entre os 104,7 milhões de excluídos digitais, três principais motivos são apontados para a falta de conexão: não achavam necessário ou não queriam (32,8%); não sabiam utilizar a internet (31,6%), e não tinham acesso a computadores (30%). A ordem dos motivos também foi diferente com relação ao estudo anterior, quando ‘não tinham acesso a computadores’ ficou com 37,2%, seguido por ‘não achavam necessário ou não queriam’, com 20,9%, e ‘não sabiam utilizar a internet’, com 20,6%.

A Região Sudeste concentra o maior número de usuários (40,3%), e o Distrito Federal, surpreendentemente, é o local com o mais alto percentual de conectados (56,1%), deixando São Paulo em segundo lugar (43,9%).

Outro dado relevante diz respeito ao sucesso comprovado das lan houses, que passaram a ser o segundo local de acesso (35,2%), superando os ambientes de trabalho (31%). Em 2005, as posições eram invertidas, e os resultados, de 39,7% e 21,9%, respectivamente. Em ambas as pesquisas, os domicílios lideram com folga: de 49,9% para 57,1%.

As lan houses já lideram as estatísticas nas Regiões Norte e Nordeste, com 56,3% e 52,9% dos acessos, respectivamente, contra 40% e 34,1% dos acessos domiciliares.

Metade dos brasileiros tem telefone celular para uso pessoal

Enquanto um terço da população está conectada à internet, um pouco mais da metade usa telefones celulares para uso pessoal. Segundo os números do IBGE, 53,8% dos brasileiros tinham aparelhos móveis no fim de 2008. A marca em 2005 era de 36,6%.

A região do País que possui o maior número de usuários é a Centro-Oeste (64,3%), e mais uma vez o Distrito Federal é a localidade que mais se destaca, com 75,6% dos moradores falando ao celular. Unidade da Federação mais populosa, São Paulo aparece apenas em oitavo lugar, com 59,2%.

fonte: Nós da Comunicação

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Você é feliz no trabalho?

Você é feliz no trabalho? Quantas vezes você já ouviu esta pergunta? É duro respondê-la, né? Quase sempre a resposta é longa e pouca assertiva. As pessoas dão a maior volta para responder.

Mas eu tenho outra pergunta: Quem disse que a gente ter que ser feliz no trabalho?

O jornal O Globo, na edição de 15 de Novembro, no caderno Boa Chance, publicou uma excelente entrevista com Alain de Botton, autor de um livro recentemente publicado chamado "Os prazeres e desprazeres do trabalho". Gostei muito do conteúdo da entrevista pois trouxe "insights" bacanas sobre um tema que sempre é polêmico: a tal felicidade no trabalho.

Eu não tenho opinião sobre essa discussão, mas selecionei algumas partes interessantes da entrevista que deixa a gente encucado. Enfim, se tiver interesse, leia, pois vale a pena. Só não sei se você vai chegar a alguma conclusão. Cito apenas uma frase que vivo repetindo baixinho pra mim, pois as vezes eu esqueço: "Eu não vivo para trabalhar. Eu trabalho para viver".

Eis alguns fragmentos da entrevista de Alain de Botton para O Globo:

"Temos grandes expectativas de que precisamos ser felizes trabalhando e que o trabalho deve estar no centro de nossas vidas e aspirações. A primeira pergunta que fazemos para novos conhecidos não é de onde eles vêm, mas sim o que eles fazem - como se isso fosse revelar a essência de sua identidade".

"... por milhares de anos o trabalho foi visto como uma espécie de mal necessário e nada mais. Aristóteles, por exemplo, já dizia que ninguém poderia ser livre, diante da obrigação de garantir seu próprio sustento. Ter um emprego era como ser escravo".

"Na era pré-moderna, argumentava-se que ninguém poderia estar apaixonado e casado: casar, era algo feito por razões comerciais, para garantir os negócios da família ou a continuidade de uma dinastia. Amizade entre o casal já era bom. Amor era para se ter com o amante, em paralelo - prazer separado das responsabilidades de criar filhos".

"Mas os novos filósofos do amor disseram que deveríamos casar com quem amássemos em vez de só ter um caso. À ideia incomum surgiu a noção peculiar de que alguém poderia trabalhar tanto por dinheiro quanto para realizar sonhos, algo que substituiu o pensamento de que o trabalho servia apenas para pagar as contas e que as ambições só deveriam ser alimentadas no tempo livre. Somos herdeiros da crença de que podemos ter um emprego e nos divertir nele".

"A grande promessa do mundo moderno era que trabalharíamos menos no futuro. O oposto parece ter acontecido. A vida parece tão competitiva agora que nos tempos de grande pobreza. Eis o paradoxo da modernidade: para onde foi a liberdade, o dinheiro e o tempo de olhar para o céu? Por que é tão difícil ter o tempo livre que nos foi prometido?"

"É vital notar que muito da satisfação depende de expectativas pessoais. Estamos falando de duas filosofias: a primeira é a da classe trabalhadora, que vê o emprego como algo primariamente financeiro. Você trabalha para se alimentar e sustentar seus entes queridos. Você não vive para o trabalho, sobrevive à espera do tempo livre e seus colegas não são necessariamente seus amigos. A outra visão é a da classe média, que vê o trabalho como algo essencial para uma vida realizada. Na recessão, a visão da classe trabalhadora ganha nova força. Mais gente vai dizer: não é perfeito, mas é um emprego".

"Mas o que mais jogamos fora é o talento humano. Não sabemos tirá-lo da mina. Muitos de nós caem de paraquedas em empregos que não necessariamente requerem nossa preciosa habilidade. É importante debater, por exemplo, como mudanças no sistema educacional podem ajudar a combater isso".

"Umas das grandes satisfações do trabalho é a sensação de que estamos fazendo a diferença. A industrialização tornou essa sensação menos acessível para alguns. Fabricar biscoitos, por exemplo, passei um bom tempo na maior fábrica britânica, que emprega 15 mil pessoas em 12 unidades. Antigamente, o confeiteiro fazia tudo na cozinha e possivelmente conhecia todos os clientes. Muito diferente de agora. Alguém que trabalha na contabilidade, por exemplo, está bem longe de experimentar o sentido de sua atividade".

Enfim, você é feliz no trabalho?
A gente tem que ser feliz no trabalho?
Você trabalha com pessoas felizes?
Você vive para o trabalho ou trabalha para viver?

Infelizmente o jornal O Globo não disponibilizou essa entrevista na rede.

Por fim, se está interessado no tema, sugiro acessar http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI81676-15259,00-DA+PARA+SER+FELIZ+NO+TRABALHO.html
uma matéria interessante publicada na Época Negócios de 10/07/2009, chamada "Dá para ser feliz no trabalho?"

fonte: A quinta onda, 11 Dec 2009 05:59 PM PST

Biólogos afirmam que ser humano tem compulsão por ajudar

Qual é a essência da natureza humana? Falha, segundo muitos teólogos. Cruel e viciada em guerra, escreveu Hobbes. Egoísta e precisando de um considerável aperfeiçoamento, segundo muitos pais. Porém, biólogos estão começando a formar uma visão mais otimista da humanidade. Suas conclusões derivam em parte de testes em crianças muito jovens, além da comparação entre crianças humanas e chimpanzés jovens - na esperança de que as diferenças apontarão o que é unicamente humano.

A resposta obtida por alguns biólogos, bastante surpreendente, é que os bebês são naturalmente sociáveis e bons para com os outros. Obviamente, todo animal precisa ser de certa forma egoísta para sobreviver. No entanto, os biólogos também enxergam, nos humanos, uma disposição natural para ajudar.

Quando bebês com 18 meses de idade veem um adulto sem parentesco, cujas mãos estão ocupadas e que precisa de ajuda para abrir uma porta ou apanhar algo do chão, eles imediatamente ajudarão, escreve Michael Tomasello em "Why We Cooperate" (Por Que Cooperamos, em tradução livre), livro publicado em outubro. Tomasello, psicólogo de desenvolvimento, é codiretor do Instituto Max Planckde Antropologia Evolucionária em Leipzig, na Alemanha.

O comportamento de ajuda parece inato por aparecer tão cedo e antes de qualquer pai ensinar à criança as normas do comportamento educado.

"É razoavelmente seguro supor que eles não foram explicita e diretamente ensinados a fazer isso", disse Elizabeth Spelke, psicóloga de desenvolvimento de Harvard. "Por outro lado, eles tiveram muitas oportunidades de experimentar atos de ajuda por outras pessoas. Acho que o júri está focado na questão de isso ser inato".
Tomasello, entretanto, não acha que a ajuda é motivada por recompensas, sugerindo que não é algo influenciado pela educação. O fato parece ocorrer em diversas culturas, com diferentes agendas para o ensino de regras sociais. E o comportamento de ajuda pode ser visto até mesmo em filhotinhos de chimpanzés, sob as condições experimentais corretas. Por todas essas razões, Tomasello conclui que ajudar é uma propensão natural, e não algo imposto pelos pais ou pela cultura.

Bebês também ajudarão com informações, além das maneiras práticas. Desde os 12 anos de idade, eles apontarão a objetos que um adulto pensa ter perdido. Chimpanzés, ao contrário, nunca apontam coisas um para o outro - e quando apontam para pessoas, parece mais um comando para buscar algo do que um compartilhamento de informações.

Mais cooperativas fora de casa
Para pais que acham que seus filhos, de alguma forma, pularam a fase cooperativa, Tomasello oferece um conselho animador - de que as crianças muitas vezes são mais cooperativas fora de casa, explicando por que os pais podem ficar surpresos ao ouvir de um professor ou treinador como seus filhos são ótimos. "Nas famílias, o elemento competitivo está em ascendência", disse ele.

Conforme crescem, as crianças se tornam mais seletivas em suas ajudas. Por volta dos três anos, elas se associarão mais generosamente com uma criança que já tenha sido boa para elas. Outro comportamento que surge na mesma idade é um senso de normas sociais. "A maioria das normas sociais se refere a ser bom a outras pessoas", disse Tomasello em entrevista, "então as crianças aprendem essas normas porque querem fazer parte do grupo".

As crianças não apenas sentem que devem obedecer a essas regras, mas também que devem fazer os outros do grupo agirem da mesma forma. Até mesmo crianças de 3 anos estão dispostas a impor normas sociais. Se alguém lhes ensina um jogo, e um boneco se junta com suas próprias ideias sobre as regras, as crianças irão se opor, algumas delas de forma barulhenta.

Onde elas conseguem essa ideia de regras de grupo, o senso de "nós que o fazemos desta maneira?" Tomasello acredita que as crianças desenvolvem o que ele chama de "intencionalidade compartilhada", uma noção do que os outros esperam que aconteça e, disso, um senso do grupo "nós". Seria dessa intencionalidade compartilhada que as crianças obteriam seu senso de normas, e de esperar que os outros as obedeçam.

A intencionalidade compartilhada, na visão de Tomasello, é parecida à essência do que distingue as pessoas dos chimpanzés. Um grupo de bebês humanos usará todos os tipos de palavras e gestos para formar objetivos e coordenar atividades, mas os jovens chimpanzés parecem demonstrar pouco interesse no que pensam seus companheiros.

Se os bebês são naturalmente cooperativos e sociáveis, que sistema de educação parental melhor aproveita essa surpreendente propensão? Tomasello diz que a abordagem conhecida como paternidade indutiva funciona melhor, pois reforça a propensão natural da criança a cooperar com outros. A paternidade indutiva é simplesmente se comunicar com crianças a respeito do efeito de suas ações nos outros, e enfatizar a lógica da cooperação social.

Egoístas também
"As crianças são altruístas por natureza", escreve ele. Embora elas também sejam naturalmente egoístas, tudo que os pais precisam fazer é tentar inclinar o equilíbrio na direção do comportamento social.

A intencionalidade compartilhada repousa na base da sociedade humana, segundo Tomasello. Dela fluem ideias de normas, de punir aqueles que violam essas normas e de vergonha e culpa para a autopunição. A intencionalidade compartilhada se desenvolveu muito cedo na linhagem humana, ele acredita, e seu provável intento era a cooperação pelo acúmulo de alimento.

Antropólogos relatam que, quando os homens cooperam ao caçar, eles abatem presas muito maiores, algo q eu caçadores solitários não conseguem fazer. Chimpanzés se juntam para caçar macacos Colobus, mas Tomasello argumenta que isso é muito menos que um esforço cooperativo - já que os participantes agem de maneira pontual, e nem chegam a compartilhar suas presas.

Um interessante reflexo físico da intencionalidade compartilhada nos humanos é a esclera, ou o branco dos olhos. Todas as mais de 200 espécies de primatas possuem olhos escuros, e uma esclera quase invisível. Todas com a exceção dos humanos, cuja esclera é três vezes maior, uma característica que torna muito mais fácil seguir a direção do olhar de outros. Chimpanzés também seguem o olhar de uma pessoa, mas olhando para sua cabeça, mesmo que seus olhos estejam fechados. Bebês acompanham os olhos de uma pessoa, mesmo que essa mantenha sua cabeça imóvel.

Propagandear o que se está olhando pode ser um risco. Tomasello argumenta que o comportamento se desenvolveu "em grupos sociais cooperativos onde monitorar o foco um do outro visava o benefício comum ao completar tarefas conjuntas".

Isso poderia ter acontecido em algum ponto bem no início da evolução humana, quando as pessoas eram forçadas a cooperar na caça ou coleta de frutas para sobreviver. O caminho da cooperação obrigatória - aquele que não foi usado pelos outros primatas - levou a regras sociais e à sua imposição, ao altruísmo humano e à linguagem.

"Os humanos unindo suas cabeças em atividades cooperativas compartilhadas são, portanto, os criadores da cultura humana", escreve Tomasello.

Uma conclusão similar foi atingida independentemente por Hillard S. Kaplan, antropólogo da Universidade do Novo México. Os humanos modernos viveram pela maior parte de sua existência como caçadores coletores, então muito da natureza humana foi presumivelmente moldada para a sobrevivência nessas condições. Com o estudo de povos caçadores coletores existentes, Dr. Kaplan encontrou evidências de cooperação entrelaçadas em muitos níveis de atividades humanas.

Cooperação entre os sexos
A divisão de trabalho entre homem e mulher - os homens concentram 68% das calorias em sociedades de caça - exige cooperação entre os sexos. Os jovens dessas sociedades consomem mais do que produzem até os 20 anos de idade, o que por sua vez exige cooperação entre as gerações. Esse longo período de dependência era essencial para o desenvolvimento das habilidades necessárias ao modo de vida caçador-coletor.

A estrutura das primeiras sociedades humanas, incluindo seus "altos níveis de cooperação entre familiares e não-familiares", era assim uma adaptação ao "nicho especializado de busca" por alimentos que eram difíceis demais para outros primatas capturarem, segundo Kaplan e colegas escreveram recentemente no The Philosophical Transactions of the Royal Society. Nós evoluímos para sermos bons uns aos outros, em outras palavras, porque não havia alternativa.

Em outro livro lançado em outubro, "The Age of Empathy" (A Era da Empatia, tradução livre), Frans de Waal chegou praticamente à mesma conclusão. De Waal, primatologista, estudou por muito tempo o lado cooperativo do comportamento primata, e acredita que a agressão, algo que também estudou, é muitas vezes superestimada como uma motivação humana.

"Somos pré-programados a estender a mão", escreve Dr. de Waal. "A empatia é uma resposta automática, sobre a qual temos controle limitado". As únicas pessoas emocionalmente imunes à situação do outro, segundo ele, são os psicopatas.Realmente, é em nossa natureza biológica, e não em nossas instituições políticas, que devemos colocar nossa confiança, segundo sua visão. Nossa empatia é inata e não pode ser alterada, tampouco suprimida por muito tempo. "Na verdade", escreve De Waal, "eu argumentaria que a biologia constitui nossa maior esperança. Podemos apenas tremer ao pensamento de que a humanidade em nossas sociedades dependeria dos caprichos da política, cultura ou religião".

A sociabilidade básica da natureza humana não significa, é claro, que as pessoas são boas umas às outras o tempo todo. A estrutura social exige que algumas coisas sejam feitas para mantê-la, algumas das quais envolvendo atitudes negativas em relação a outras pessoas. O instinto de impor normas é poderoso, assim como o instinto pela justiça. Experimentos demonstraram que as pessoas rejeitam distribuições injustas de dinheiro, mesmo se isso significar que elas não receberão nada.

"Os humanos claramente desenvolveram a habilidade de identificar injustiças, controlar desejos imediatos, prever as virtudes de se obedecer a normas e obter as recompensas pessoais e emocionais que acompanham a visão de outro sendo punido", escrevem três biólogos de Harvard, Marc Hauser, Katherine McAuliffe e Peter R. Blake, revisando seus experimentos com saguis e bebês.

Se as pessoas fazem coisas más aos outros de seu próprio grupo, elas podem se comportar de maneira ainda pior em relação a quem está fora. A capacidade humana para cooperação "parece ter se desenvolvido principalmente para interações dentro do grupo local", escreve Tomasello.

A sociabilidade, a união de membros de um grupo, é o primeiro requisito da defesa, já que sem ela as pessoas não colocarão os interesses do grupo à frente de seus próprios, ou estarão dispostas a sacrificar suas vidas em batalha. Lawrence H. Keeley, antropólogo que investigou a agressão entre povos antigos, escreve em seu livro "War Before Civilization" (A Guerra Antes da Civilização, tradução livre) que, "No final das contas, a guerra não é uma negação da capacidade humana para cooperar, mas simplesmente a expressão mais destrutiva dessa capacidade".

As raízes da cooperação humana podem estar na agressão humana. Somos egoístas por natureza, mesmo que também sigamos regras exigindo que sejamos bons para com os outros. "É por isso que sofremos com dilemas morais", concluiu Tomasello. "Porque somos egoístas e altruístas ao mesmo tempo".

fonte: The New York Times, por Nicholas Wade

13o. Salário - quem recebe?

Todo mundo deve receber o 13º salário? Qual o prazo para o pagamento?

O benefício é direito de todo trabalhador, do serviço público e da iniciativa privada, urbano, rural, avulso e doméstico, garantido pela Constituição de 1988 (art. 7º, VIII).

O prazo estabelecido por lei para que os empregadores efetuem o pagamento do valor correspondente ao pagamento da primeira parcela do Décimo Terceiro Salário é até dia 30 de novembro. A segunda metade deve ser paga até 20 de dezembro e será correspondente à remuneração devida nesse mês, descontado o valor correspondente à primeira parcela paga.

O Décimo Terceiro Salário consiste no pagamento de 1/12 avos da remuneração devida no mês de dezembro, por mês de serviço prestado ou fração igual ou superior a 15 dias. Quando no salário do empregado houver valor variável, deverá ser calculada a sua média. O empregador não está obrigado a pagar a primeira parcela no mesmo mês a todos os empregados, desde que o faça até novembro.

Nos contratos de prazo determinado, incluídos os contratos de safra - que depende das variações estacionais, e compreende o período entre o preparo do solo e a colheita da safra - o Décimo Terceiro é pago proporcionalmente, mesmo quando a relação empregatícia tenha terminado antes do mês de dezembro. Assim também funciona em caso de aposentadoria do trabalhador ou demissão sem justa causa (com gratificação calculada sobre a remuneração do mês da rescisão).

O trabalhador pode solicitar, por escrito, no mês de janeiro de cada ano, que a primeira parcela seja recebida por ocasião do gôzo das férias. Quando o trabalhador não solicitar, caberá ao empregador decidir sobre o adiantamento, contanto que não passe do mês de novembro.

As horas extras integram o 13º salário, conforme determina a Súmula nº 45 do Tribunal Superior do Trabalho (TST). O adicional noturno também integra o 13º salário por força do item I da Súmula nº 60 do TST.

Os adicionais de insalubridade e de periculosidade integram o pagamento do 13º salário, e como são percentuais aplicados sobre valores determinados (salário-mínimo ou salário-base, conforme o caso), não se faz média.

O valor da primeira parcela corresponde a 50% do salário para quem for admitido até 17 de janeiro, uma vez que a fração superior a 15 dias é havida como mês integral. Para os admitidos no decorrer do ano é um doze avos da remuneração, por mês de serviço prestado.

Para os empregados que recebem salário variável, a qualquer título, a gratificação natalina será calculada com base na soma das importâncias variáveis devidas nos meses trabalhados até o anterior àquele em que se realizar o adiantamento. E os empregados que receberem parte fixa, esta será somada à parte variável do salário.

O empregado afastado para o serviço militar obrigatório faz jus ao 13º salário, correspondente ao período anterior e posterior (se houver) ao afastamento, ou seja, o período de ausência não é computado para fins do 13º salário.

É paga a parcela do 13º salário correspondente ao período da licença materindade, e poderá ser deduzido quando do pagamento das contribuições sociais previdenciárias devidas, exceto das destinadas a outras entidades e fundos.

Sobre a primeira a parcela não há incidência do INSS nem do IRPF. O FGTS incidirá sobre o valor pago, efetivamente, pelo regime de competência. Significa dizer que se o pagamento da primeira parcela ocorrer em novembro o FGTS deverá ser recolhido até o prazo legal estabelecido junto com a folha de pagamento. Se a primeira parcela for paga por ocasião das férias do trabalhador o FGTS deve ser recolhido no mês subseqüente.

*Informações retiradas do site do Ministério do Trabalho e Emprego (www.mte.gov.br)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Carrefour doa alimento em campanha nacional

CARREFOUR LANÇA CAMPANHA "SEJA UM DOADOR DE ALEGRIA"

A cada quilo de alimento doado, o Grupo doará mais um


Com objetivo de viabilizar o acesso de milhares de famílias a alimentos neste final de ano, o Carrefour lança a campanha "Seja um Doador de Alegria". Entre os dias 14 e 24 de dezembro, clientes, funcionários e parceiros podem doar alimentos não perecíveis em qualquer loja Carrefour e Carrefour Bairro do País. Para estimular a participação da sociedade, a cada quilo de alimento doado, o Grupo doará mais um. A expectativa é arrecadar cerca de 50 toneladas de produtos.


Os produtos doados pelos consumidores serão entregues para associações de catadores de materiais recicláveis cadastrados no Programa Fome Zero, por meio da Secretaria Nacional do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis. Já as doações do Carrefour serão destinadas a Bancos de Alimentos das cidades onde o Grupo possui Centros de Distribuição: João Pessoa (PB), Osasco (SP), Contagem (MG), Duque de Caxias (RJ), Brasília (DF), Esteio (RS) e Manaus (AM).

O Carrefour preparou também uma campanha para sensibilizar a população, com mensagens na Rádio e TV Carrefour, nos tablóides e lâminas publicitárias, banners e sites, além do reforço do locutor da loja. A comunicação também será feita nos veículos internos para alcançar todos colaborares da empresa. As caixas de coleta dos alimentos estarão sinalizadas em todas as lojas.

Há 34 anos no Brasil, o Grupo Carrefour é reconhecido como empresa pioneira no mercado varejista. Hoje a rede conta com unidades em 18 Estados, atuando com diversos formatos de lojas e vários serviços, que incluem postos de combustíveis, drogarias, serviços financeiros, turismo, entre outros. A empresa conta com 68 mil funcionários no Brasil, sendo um dos maiores empregadores do País. No mundo, o Grupo é o segundo maior varejista do mercado, presente em 34 países.

fonte: Pauta Social

1a. ECOVEGETAL, em Curitiba

Mostra Cultural e Educacional em Defesa Vegetal

A Associação Nacional de Defesa Vegetal, Andef, lançou nesta terça-feira, 15/12, um novo programa de educação e de conscientização sobre a importância da agricultura e da defesa vegetal para o desenvolvimento sustentável. Trata-se da 1ª edição da EcoVegetal - Mostra Cultural e Educacional em Defesa Vegetal -, que aconteceu na Universidade Federal do Paraná, UFPR - Campus Agrárias, em Curitiba.

A iniciativa tem como objetivos destacar a contribuição da agricultura para a sustentabilidade sob os aspectos econômico, social e ambiental do país. Ao mesmo tempo, ressaltará a importância do controle de pragas para a competitividade agrícola. O evento também mostrará o papel decisivo do uso correto dos defensivos agrícolas como tecnologia para a produtividade no campo e a geração de alimentos saudáveis, fibras e fontes renováveis de energia.

Esta edição tem o apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e do Instituto Ambiental do estado. O projeto da Mostra Vegetal foi desenvolvido pela Ehco, agência ambiental paranaense. Os próximos eventos acontecem dia 16, em Ponta Grossa, e dia 18, em Guarapuava, no Paraná.

A EcoVegetal se desenvolve em tendas montadas sempre em locais abertos ao público, como campus de faculdades e parques de cidades apropriados para a realização de eventos. "A programação consistirá de palestras para públicos adultos sobre o uso correto e seguro de defensivos agrícolas", explica Luís Carlos Ribeiro, gerente de Regulamentação Estadual da Andef. "Já para o público infanto-juvenil, foram criadas apresentações cênicas cujas mensagens procuram despertá-lo para a importância da agricultura como geradora de alimentos e da preservação ambiental", completa Ribeiro.

Como são as atividades durante a EcoVegetal:

Tenda principal:

- Palco para apresentações artísticas e palestras cênicas para grupos de até 100 pessoas;
- Tela de plasma, com exibição filmes institucionais da ANDEF;
- Ambientação temática com cesto de pães, sacos de juta com grãos e gôndola com frutas e hortaliças.


Atividade: CONSCIENTIZAÇÃO DA SOCIEDADE

- Destinada ao público adulto: técnicos que trabalham diariamente na agricultura, departamentos técnicos (SEAB, SESA e IAP), estudantes (técnicos universitários), assistência técnica (EMATER PR) e professores.
- Como são realizadas: palestra e apresentação cênica com um novo personagem, "Du Croissant", um mestre cuca bem divertido, criado especialmente para o projeto EcoVegetal.
- Distribuição de material informativo técnico e materiais institucionais das entidades realizadoras.


Atividade: MULTIPLICAR INFORMAÇÕES

- Destinada ao público adulto: pais e alunos;

- Como são realizadas: apresentação de peça de teatro. Utilizando argumentos técnicos aliados a elementos cômicos e à interação com a platéia, três folhagens divertidas discorrem sobre a importância dos manejos de defesa vegetal para o controle de pragas que prejudicam a produção de alimentos;

- Entrega de ecobag mediante cadastramento.

fonte: Pauta Social

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Campanha de prevenção de câncer de pele - SP

CAMPANHA NACIONAL DE PREVENÇÃO AO CÂNCER DA PELE MOBILIZA O PAÍS PARA A NECESSIDADE DA PREVENÇÃO SOLAR E ATENÇÃO A SINTOMAS

Mantendo seu compromisso de alertar a população sobre os perigos do câncer da pele, tipo de câncer mais comum no Brasil, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realiza, no dia 5 de dezembro, a 11ª edição de sua já tradicional Campanha Nacional de Prevenção, com cobertura simultânea em 23 estados.

Em São Paulo, os atendimentos serão realizados na capital e mais 15 municípios, por cerca de 980 dermatologistas voluntários. A expectativa é atender aproximadamente 15 mil pessoas em todo o estado.
O câncer da pele é o mais comum no Brasil e corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no país. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), aproximadamente 115 mil brasileiros foram acometidos pela doença em 2008.

Com o objetivo de superar a marca de 43.800 consultas alcançadas em 2008, a entidade inova com a extensão do tempo de campanha de seis para oito horas nos postos de atendimento ao redor do país. Mais uma novidade é o lançamento de um Tour de Prevenção, que acontecerá nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Outra ação pioneira será a tentativa de certificação da campanha pelo Guinness World Records — líder global do setor de recordes mundiais.

“Queremos atestar a campanha da SBD como a maior campanha médica do mundo realizada em um único dia”, destaca o Dr. Omar Lupi, presidente da entidade, informando que todas as medidas já estão sendo tomadas junto ao grupo de fama internacional para que o feito seja alcançado e tenha sua autenticidade reconhecida.

A campanha será realizada das 8h às 16h, ininterruptamente, em hospitais públicos credenciados, postos de saúde e tendas montadas em pontos de grande circulação. Os pacientes serão atendidos pelas equipes médicas e, apresentando suspeita de câncer da pele, serão encaminhados para tratamento totalmente gratuito. Nos postos, estão previstas atividades educativas, como aulas expositivas que trazem orientações sobre fotoproteção e dicas de como suspeitar do câncer da pele. Os endereços dos locais de atendimento poderão ser consultados pelo site da SBD (www.sbd.org.br).

No ano passado, do total de pessoas examinadas, 65,4% confessaram tomar sol sem qualquer proteção e 10,8% foram diagnosticadas com câncer da pele. Cerca de 350 indivíduos, o que corresponde a 0,8% do total, apresentaram melanomas malignos — considerado o câncer da pele mais perigoso, pois está associado a metástases e, consequentemente, a maiores índices de letalidade. De acordo com a Dra. Selma Cernea, coordenadora nacional da campanha, o diagnóstico precoce é determinante para garantir a sobrevida nestes casos e assegurar a escolha do tratamento mais eficaz.

“A exposição excessiva ao sol é o principal fator de risco do câncer da pele. Países como o Brasil estão mais expostos a esse tipo de doença e, por isso, é tão importante oferecer orientação a todos para diminuir a alta incidência e alcançar a cura”, explica a dermatologista, informando que a população de pele clara está mais sujeita ao mal, mas nem por isso representantes de outras etnias devem se descuidar.

TOUR DE PREVENÇÃO

Este ano, a Sociedade Brasileira de Dermatologia também traz um inédito tour de prevenção nos meses de mais calor. Um caminhão volante percorrerá cerca de 10 mil quilômetros do litoral brasileiro, de 5 de dezembro a 7 de fevereiro, circulando por cidades litorâneas como Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Camboriú, Vitória, Vila Velha, Maceió, Aracaju, Recife, Natal, João Pessoa e Salvador.

O caminhão contará com dois consultórios e diversas equipes voluntárias de dermatologistas da SBD, apoiadas por equipes de enfermagem da Sociedade Brasileira de Enfermagem em Dermatologia (Sobende), que irão realizar diagnósticos, entre 9 e 15 horas e fornecer orientação para conscientizar a população sobre os riscos da exposição solar excessiva e a necessidade de utilizar a devida proteção contra os raios UV.

BANCO DE DADOS DO CÂNCER DA PELE

Ao final de todas as atividades relacionadas à Campanha Nacional de Prevenção do Câncer da Pele de 2009, os números de atendimento de cada estado são computados e passam a integrar um banco de dados nacional, segmentado por regiões, sexo, idade e cor. De acordo com a Dra. Selma Cernea, a avaliação dos resultados é ponto muito importante do processo.

“Ao liberar estes números, a SBD contribui para abastecer entidades médicas, autoridades e a sociedade em geral de subsídios para o conhecimento epidemiológico do câncer da pele no país, bem como instrumentação para novas ações preventivas”, diz.

MAIS INFORMAÇÕES

Para mais informações sobre os postos de atendimento em atividade no dia 5 de dezembro, ligue 0800-7013187 ou acesse o site da Sociedade Brasileira de Dermatologia (www.sbd.org.br).

POSTOS DE ATENDIMENTO NO ESTADO DE SÃO PAULO

CAPITAL (12 postos):

- Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

- Serviço de Dermatologia do Hospital Heliópolis

- Hospital Israelita Albert Einstein - Unidade Paraisópolis

- Casa de Saúde Santa Marcelina – AME (Itaquera)

- Hospital do Câncer de São Paulo - Departamento de Oncologia Cutânea

- Instituto Brasileiro de Controle do Câncer

- Hospital Beneficência Portuguesa

- Serviço de Dermatologia do Hospital Ipiranga

- Divisão de Clínica Dermatológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

- Hospital do Servidor Público Estadual de SP

- Hospital do Servidor Público Municipal de SP

- Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP EPM



BAURU:

- Instituto Lauro de Souza Lima - Serviço de Residência Médica "Dr. Diltor Wladimir Araújo Opromolla



BOTUCATU:

- Faculdade de Medicina de Botucatu - Departamento de Dermatologia e Radioterapia



CAMPINAS (3 POSTOS):

- Hospital e Maternidade Celso Pierro - PUC Campinas

- Hospital das Clínicas da UNICAMP - Ambulatório de Dermatologia

- Complexo Hospitalar Ouro Verde



CARAGUATATUBA:

- Secretaria Municipal de Saúde de Caraguatatuba - Centro de Saúde II



DRACENA:

- Centro de Saúde Dr. Takashi Enokibara



FERNANDÓPOLIS:

- Santa Casa Fernandópolis



GUARULHOS:

- Complexo Hospitalar Padre Bento - Ambulatório de Dermatologia



JAÚ:

- Santa Casa de Jaú - Serviço de Dermatologia do Ambulatório de Especialidades



JUNDIAÍ:

- Faculdade de Medicina de Jundiaí



MARÍLIA:

- Disciplina de Dermatologia da Faculdade de Medicina de Marília



MOGI DAS CRUZES:

- Departamento de Dermatologia da Universidade de Mogi das Cruzes



OLÍMPIA:

- Posto de Saúde Olímpia



PRESIDENTE PRUDENTE:

- Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus



PROMISSÃO:

- Hospital Geral de Promissão



REGISTRO:

- Unidade Básica de Saúde IV - Centro de Saúde



SANTO ANDRÉ:

- Faculdade de Medicina do ABC - Serviço de Dermatologia



SANTOS:

- Hospital Guilherme Álvaro - Fundação Lusíada – UNILUS



SÃO JOSÉ DOS CAMPOS:

- 3º Distrito de São José dos Campos



SÃO JOSÉ DO RIO PRETO:

- Dermatologia do Hospital de Base da Faculdade Estadual de Medicina de São José do Rio Preto



SOROCABA:

- Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba/Policlínica Municipal Dr. Edward Maluf



TAUBATÉ:

- Hospital Universitário de Taubaté - UNITAU

fonte: Sentir Bem

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Seja você um Papai Noel !

Para o Natal 2009 ( espalhe essa idéia) Que tal fazer algo diferente, este ano, no Natal?

Que tal ir a uma agência dos Correios e pegar uma das 17 milhões de cartinhas de crianças pobres e ser o Papai ou Mamãe Noel delas?

Há a informação de que tem pedidos inacreditáveis. Tem criança pedindo um panetone, uma blusa de frio para a avó....

É uma idéia.

É só pegar a carta e entregar o presente numa agência do correio até dia 20 de Dezembro. O próprio correio se encarrega de fazer a entrega.

DIVULGUE P/ SEUS AMIGOS DA SUA LISTA DE CONTATOS

Na vida, a gente passa por 3 fases:

- a primeira, quando acreditamos no Papai Noel;
- a segunda, quando deixamos de acreditar e
- a terceira, quando nos tornamos Papai Noel!!!
Vá aos CORREIOS para garantir sua boa ação !

Artigo - Perigos para o Brasil

PERIGOS PARA O BRASIL
Prof. Marcos Coimbra

Existem seis crises mundiais que ameaçam a sobrevivência da espécie humana no atual milênio: energia, alimentos, água doce, matérias primas de natureza mineral, bens do reino vegetal e produtos de origem animal. As nações produtoras vão sofrer carências severas desta gama de recursos vitais. E não querem diminuir seu padrão de consumo. Por estas razões não lhes interessam o crescimento de nações emergentes, como o Brasil, a China, a Índia, capazes de assumirem o "status" de nações perturbadoras da ordem internacional estabelecida pelos "donos do mundo".

Temos então a explicação para a desesperada tentativa feita pelas nações mais desenvolvidas para impedir o progresso do Brasil, procurando quebrar a Integridade do Patrimônio Nacional e a Integração Nacional. Movimentos separatistas são estimulados do exterior. Demarcação criminosa de "reservas indígenas". Estímulo a "quilombolas" e cotas raciais. Tudo isto para estimular a quebra da coesão social. Isto é crime de lesa-pátria! Atingindo o Estado Nacional Soberano, enfraquecem-nos, tornando mais fácil disseminar a cizânia entre nós, para procurar evitar que nosso país alcance o patamar de potência emergente. Só para exemplificar: cerca de 20% das reservas de água doce no mundo pertencem ao Brasil (15% na Amazônia) e o segundo país, o Canadá, tem apenas 14% das reservas mundiais e isto contando as águas contidas nas geleiras. A água potável vai tornar-se cada vez mais rara. E nós a temos em abundância.

Daí a estratégia imposta pelos "donos do mundo", os detentores do capital transnacional, líderes do sistema financeiro internacional, para progressivamente implantar um governo mundial. As etapas do processo estão claramente delimitadas, em linhas gerais. Primeiro, a adoção da "globalização", nova denominação do "neocolonialismo", partindo dos países centrais para a periferia, com o domínio da expressão econômica do Poder Nacional, através da imposição dos ditames dos organismos internacionais: FMI, OMC, Banco Mundial, BID etc. Abertura da economia, com eliminação de barreiras protecionistas, adoção da lei de patentes, inclusive com efeito retroativo, privatização selvagem, para transferir o patrimônio real das nações menos desenvolvidas para os detentores do "papel pintado", controle da inflação, para garantia do retorno das suas aplicações de capital e outras.

A seguir, o total controle dos meios de comunicação de massa, seja através da colocação de pessoas de confiança, os "testas-de-ferro", até a participação via indireta no comando das empresas de jornalismo, ou emprestando-lhes moeda para mantê-los dependentes ou simplesmente remunerando regiamente os principais formadores de opinião e jornalistas famosos, montando a chamada "mídia amestrada". Discute-se até, no momento, no Congresso Nacional, a participação de grupos estrangeiros nos órgãos de comunicação, o que representará o golpe final na independência dos órgãos de comunicação.

Em paralelo, atuam através de inúmeras ONGs, financiadas pelo exterior, sem qualquer controle, com dirigentes percebendo salários vultosos, sem prestar contas a ninguém e com recursos abundantes para colocar suas mensagens na imprensa, objetivando fabricar a chamada "opinião publicada". Falam em nome do povo (sociedade civil), sem procuração. Trabalham incansavelmente para destruir as Instituições Nacionais: Família, Igreja, Estado, Escola, Empresa. Procuram demolir o Estado Nacional Soberano, minimizar a importância da Igreja, desmoralizar os princípios e valores fundamentais da Família, da Escola e da Empresa. Sucateam as Forças Armadas, procurando subtrair-lhes quaisquer possibilidades de cumprir suas missões constitucionais.

Tudo isto é feito em vários países simultaneamente, no mundo inteiro. Para isto criam organizações para cooptar lideranças políticas existentes, para propiciar-lhes meios de assumir o Poder constitucionalmente e administrar segundo as suas determinações. Quando apuramos suas fontes de financiamento, identificamos, em sua grande maioria, origem externa, proveniente de grandes corporações multinacionais.

Agora mesmo, nas discussões sobre a questão do meio ambiente em Copenhage, em encontro a ser realizado em dezembro, há claramente a tentativa de imposição de um governo mundial, a pretexto de salvar o planeta. Há denúncias sobre isto, ignoradas pelo mundo, em especial no Brasil. Segundo Lord Christopher Monckton, ex-conselheiro de Margaret Thatcher, o Rascunho de Copenhague objetiva instalar o governo mundial. Lord Monckton fez uma longa conferência em Saint Paul, Minnesota, EUA, resumindo o que há no "draft" da próxima reunião de Copenhage. O sítio A nova ordem mundial teve a oportuna iniciativa de difundir, legendados em português, os minutos finais do vídeo. Neles, o conferencista resume o conteúdo do rascunho de Copenhague. Esta omissão espantosa já foi apontada pelo influente "The Wall Street Journal", porém os eco-alarmistas não parecem se incomodar com nada.

Vamos difundir e divulgar estas informações e lutar contra a perda de nossa soberania e nossas riquezas, enquanto é tempo.

Prof. Marcos Coimbra é Conselheiro Diretor do CEBRES, Professor de Economia e Autor do livro Brasil Soberano.
Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br
Sítio: www.brasilsoberano.com.br (Artigo escrito em 23.11.09 para o MM).

Vote contra a Hemofobia e Toda Forma de Preconceito

O site do senado lançou uma enquete sobre o projeto de Lei que pune a homofobia como crime e estamos PERDENDO. É decepcionante chegar lá e ver que os que votam contra estão ganhando nesse momento com gritantes 53%.

Se todo simpatizante contra a homofobia fizer sua parte, temos como vencer esta pequena batalha.

Esta é uma forma de mostrar aos políticos como a aprovação desta lei é importante, então, convoque todas as amigos, todos os parentes, todo mundo que você sabe que tem um mínimo de consciência, o mínimo de compaixão, o mínimo de bom senso e peça para votarem o máximo que puderem.

Acesse agora o site do Senado clicando aqui:

http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0

Desça a página e procure no lado direito pela opção: Enquete e vote em SIM, que significa que você é a favor da aprovação da lei.
Não podemos deixar a homofobia vencer mais esta!

Vote, divulgue e LUTE, porque isso sim é um verdadeiro problema SEU e de todos nós.
Parece pequeno, mas é a ponta de um grande ICEBERG!

Normose - a doença de ser normal

"NORMOSE" - a doença de ser normal
por Michel Schimidt

Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema. Quem não se "normaliza", quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.

A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento que "exercem" tanto poder sobre nossas vidas?

Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados.

A normose não é brincadeira.

Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Então, como aliviar os sintomas desta doença?

Um pouco de auto-estima basta.

Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.

Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original.

Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações. Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.

Por isso divulgue o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

Michel Schimidt - Psicoterapeuta

Pesquisador alemão vê relação entre tráfico de drogas e a elite ...

São Paulo, domingo, 01 de novembro de 2009
Folha de S. Paulo

PARA VON LAMPE, OFERTA REGULADA DE DROGAS A VICIADOS TEM MENOS CUSTOS SOCIAIS; PARA ELE, "CRIMINOSOS PRESTAM SERVIÇOS ÀS ELITES SOCIAIS"

O crime organizado é um "governo do submundo", defende o pesquisador alemão Klaus von Lampe. Ele é autor do livro "Crime Organizado" (publicado na Alemanha em 1999).
Professor de justiça criminal na Universidade da Cidade de Nova York (EUA) e um dos nomes mais respeitados em sua área, Von Lampe estuda a formação e a atuação do crime organizado, sobretudo na Europa. Em entrevista à Folha, ele diz que a violência desencadeada pelo crime é parte de um fenômeno que perpassa alianças, disputas e interesses entre grupos criminosos e também parcelas da elite social.
"Criminosos geralmente prestam serviços às elites sociais", afirma. Reduzir o poder do crime organizado -que chegou a derrubar um helicóptero da polícia, no Rio Janeiro (leia na outra página)- segundo Von Lampe, depende de ações que partam do Estado e da sociedade.

Ele ainda defende, na entrevista abaixo, a descriminalização controlada das drogas, o que, diz, poderia reduzir o tráfico e seus custos sociais.

FOLHA - A legalização do uso de drogas é uma medida eficaz para combater o narcotráfico?
KLAUS VON LAMPE - Em primeiro lugar, não acho, por várias razões, que uma legalização total de todas as drogas seja praticável. O que é mais viável é a descriminalização, juntamente com um alto nível de regulação. Em segundo lugar, o número de consumidores, o impacto negativo sobre eles, os custos sociais do uso de drogas e o volume do tráfico poderiam ser reduzidos significativamente fornecendo o acesso legal às drogas atualmente ilegais. Todas as pesquisas sobre os efeitos da oferta controlada de drogas aos consumidores -como a heroína dada aos viciados em heroína- indicam que isso apresenta mais vantagens que desvantagens.

FOLHA - Que drogas dão mais dinheiro ao crime organizado?
VON LAMPE - Depende do fornecimento, da demanda e dos traficantes de drogas. Quanto mais elevados são a intensidade da aplicação da lei e os custos de transporte, mais elevado será o valor por unidade. Por isso os traficantes colombianos trocaram a maconha por cocaína quando os EUA intensificaram os esforços contra o contrabando na região do Caribe. A maconha era, simplesmente, muito volumosa.

FOLHA - O que sustenta o fluxo do tráfico de drogas?
VON LAMPE - Oferta e procura, e também um número justo de coincidências entre os meios de transporte, os contatos pessoais, as preferências e as habilidades dos traficantes.

FOLHA - No Brasil, organizações como o Primeiro Comando da Capital, em São Paulo, e o Comando Vermelho, no Rio, agem mesmo com vários de seus líderes presos. Como o sistema carcerário e a legislação penal contribuem para o fortalecimento do crime organizado?
VON LAMPE - Há diversos exemplos, historicamente, de organizações criminosas (e, de forma geral, de redes criminosas) que estão sendo formadas dentro das prisões. Isso não é uma surpresa, a prisão é um lugar de encontro para pessoas que pensam de modo parecido. O fenômeno das gangues nas prisões parece ter relação, em parte, com superlotação e conflitos entre os detentos. A solução óbvia seria reduzir a superlotação nas prisões, procurando alternativas ao aprisionamento e/ou expandindo as capacidades do sistema carcerário.

FOLHA - Qual deve ser a responsabilidade do Estado no combate às organizações criminosas?
VON LAMPE - É importante que a pressão na aplicação da lei em criminosos seja elevada. A polícia precisa de determinadas ferramentas de investigação para ser eficaz. Além dos meios repressivos, a polícia e a sociedade devem desenvolver medidas preventivas contra a logística de grupos criminosos, reduzindo as oportunidades para o crime organizado e para os criminosos se estabelecerem e manterem contatos com outros criminosos.

FOLHA - Sua tese de doutorado trata do conceito americano de "crime organizado". Como nasceu o crime organizado nas sociedades modernas? A vida urbana foi fundamental para isso?
VON LAMPE - Eu examinei o conceito de crime organizado, que foi consistentemente usado no discurso político sobre o crime desde 1919, começando em Chicago [EUA]. Mas ele não é confinado necessariamente aos ambientes urbanos.

FOLHA - Em áreas dominadas pelo tráfico de drogas em cidades como o Rio de Janeiro, organizações criminosas têm influência na comunidade local. Pode haver mudanças na percepção social do crime dentro e fora da área controlada?
VON LAMPE - Traficantes de drogas controlando um território são um problema que, acho, precisa ser visto sob diferentes ângulos. É preciso focar membros individuais, a gangue e seus símbolos, o contexto situacional de lugares de encontro, o transporte, o armazenamento e a venda das drogas. É preciso identificar os problemas sociais que conduzem à tolerância e à aceitação de traficantes de drogas em comunidades, a ponto de serem imitados pelos jovens. Não há nenhuma solução aplicável de maneira geral. É preciso sempre olhar a situação específica.

FOLHA - Como funciona a estrutura de poder do crime organizado?
VON LAMPE - Há diferentes manifestações do crime organizado. Na maior parte da Europa Ocidental, o crime organizado está ligado ao fornecimento de mercadorias e serviços ilícitos, e atividades como fraude, roubo, saque e extorsão. Em algumas regiões da Europa e dos EUA, esses crimes ocorrem no contexto de um "governo do submundo", isto é, estruturas mais ou menos formalizadas que controlam e regulam atividades ilegais. Normalmente, nesses casos, os criminosos são forçados a compartilhar seus lucros ilegais com os grupos que se especializam no uso da violência e podem receber, em retorno, benefícios como proteção. Às vezes, há uma sobreposição entre empresas ilegais e o "governo do submundo" -por exemplo, quando membros de uma família da máfia na Sicília (Cosa Nostra) estão envolvidos no tráfico de drogas. Às vezes, os grupos começam como empresas ilegais e procuram ganhar o controle sobre um território. Eles estabelecem então
um monopólio ou licenciam as atividades de outros criminosos. Por exemplo, um grupo do tráfico permite a um número limitado de indivíduos vender drogas em um determinado território. Em algumas regiões da Europa -e, historicamente, também nos EUA- há uma aliança entre o mundo e o submundo. Os criminosos colaboram com políticos e homens de negócios. Tais alianças emergem quando os governos e a sociedade civil são fracos. Os interesses particulares e políticos são perseguidos, mesmo violando a ordem legal e constitucional existente. Criminosos geralmente prestam serviços às elites sociais. Quando essas alianças se rompem, como no caso do cartel de Medellín [na Colômbia] e da máfia siciliana no começo dos anos 90, as elites políticas e dos negócios prevalecem no conflito militar subsequente, porque as elites sociais podem fazer todo o uso de recursos estatais (incluindo a polícia e as Forças Armadas).

FOLHA - Quais são as diferenças entre o crime organizado na Europa e nos Estados Unidos?
VON LAMPE - As organizações criminosas na Europa e nos EUA se enquadram em três categorias amplas: empresas ilegais, associações criminosas e "governo do submundo".
Empresas ilegais, como grupos que realizam tráfico de drogas, tendem a ser pequenas e encaixadas em redes criminosas maiores.
Associações criminosas fornecem status e sustentação mútua e atendem, indiretamente, atividades econômicas ilícitas dos seus membros.
Elas regulam o comportamento entre os membros, como uma associação profissional, e podem desenvolver uma estrutura hierárquica.
"Governos do submundo" precisam ter uma estrutura hierárquica para evitar o conflito interno e trabalhar efetivamente. Eles também precisam ser reconhecíveis.
Em muitos casos, isso é conseguido por meio de alguns símbolos.
Associações criminosas podem funcionar como "governos do submundo".
Em contraste, as demandas na estrutura da organização são bastante diferentes para empresas ilegais e outras formas de organização criminosa, de modo que elas raramente aparecem como uma organização.

fonte: EUCLIDES SANTOS MENDES, da Redação

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Os familiares dos “sininhos envenenados”

As últimas notícias sobre o crack são alarmantes. O abuso desse tipo de droga já se tornou uma epidemia, do Oiapoque ao Chuí. Alguns usuários não têm noção de que a droga chega ao cérebro em cerca de 10 segundos e os resultados desse “barato” aparecem em muito pouco tempo – perda total da capacidade cerebral. Essa é uma das suas artimanhas, além do efeito rápido e o custo menor do que maconha ou cocaína. Quanto maior o consumo, mais corrompido esse centro de prazer. E o “day after”, certamente não é nada glamouroso, ao contrário, o corpo exige cada vez mais a ativação desse prazer.

Tudo isso eu já sabia, mas, o que me fez chocada foi tomar conhecimento de como os pais dos usuários convivem com essa tragédia. Psiquiatras dizem que a família precisa desconfiar de atitudes suspeitas dos jovens. Muito bem, e daí? Quais são os instrumentos necessários para que pais, irmãos, tios, avós e amigos ajudem uma pessoa querida que estão desmoronando à sua frente?
Foi esse tipo de pergunta que me fiz ao ler o livro “Sininho Envenenada” (Rio de Janeiro: Outras Letras, 2006), baseado nos diários de um pai e sua filha usuária de drogas, revelando o drama vivido por toda a família na luta contra as drogas e a busca de uma saída. Os altos e baixos da filha Graciela, usuária dos 15 aos 22 anos, nos mostra um outro mundo que pode estar sendo vivido por nossos filhos também.
Há poucas semanas, lemos o desabafo do um pai emocionado, o produtor cultural Luiz Fernando Prôa, que entregou o seu filho à polícia após ele ter estrangulado e matado sua namorada. Ele só tem 26 anos e certamente não terá uma carreira de sucesso como outros filhos de milhares de brasileiros. Alguns matam aos 19 anos ou aos 15 anos. Geralmente pessoas queridas, da família. E a resposta para isso, eu descobri no livro acima, é que os adictos (uma pessoa cuja vida é controlada pelas drogas) não amam ninguém, a não ser as drogas!

Não adianta ficar horrorizado, estarrecido e desesperado com as notícias diárias sobre os crimes e castigos desses jovens. Como cidadãos, precisamos cobrar soluções para nossos governantes, mas também ajudar essas famílias no sentido de dificultar o uso da droga por seus filhos. A internet é o meio de comunicação mais usada pelos jovens? Proponho fazer dela uma agressiva ferramenta com campanhas sistemáticas e eficientes para divulgar as trágicas conseqüências dessas e outras drogas. Vamos denunciar os pontos de vendas, os traficantes, os locais mais fáceis de consumo, as conivências policiais...

Faço um apelo aos atores, cantores, tele novelistas, apresentadores, radialistas, jornalistas, enfim, todos que trabalham ou estão ligados à mídia, que exponham suas opiniões e tornem público os problemas de pais e filhos que convivem com as drogas. Talvez assim seja possível acordar uma população adormecida, anestesiada e quase cega. Fazer protesto contra as leis e a falta de amparo governamental não é o bastante. A hora é de união, conhecimento e muita dose de solidariedade para com todos os envolvidos nas drogas. Importante agora é saber mais sobre o assunto através de livros, artigos científicos e opiniões de especialistas. Assim cada um de nós pode ser um porta-voz da luta contra as drogas.

Na edição de 5 de abril de 2006 da revista Veja, Lya Luft declara “nós todos somos culpados de que eles tenham existido, sofrido, matado e morrido, sem nenhuma possibilidade de vida, de esperança e de dignidade.” Eu não quero ver meu filho morto, nem atrás das grades. E você?

Liz Boggiss, jornalista e assessora de imprensa.